mercoledì, novembre 08, 2006

Oficina de Jornalismo, bons momentos, novas concepções.

Se há duas semanas me perguntassem o que pensava a respeito do Correio do Povo, eu diria que não pensava nada, pois me limitava a passar as aulas de Jornalismo Impresso falando mal do Diário Gaúcho e nunca parei pra pensar muito bem sobre o Correio do Povo. Mas , eis que de uma hora para a outra, me encontro na redação deste jornal e aí muitas opiniões passo a ter, na verdade apenas uma: Uma empresa ética e séria.

Redação do Correio do povo: Paixão e ética.


Mas o fato que estava ali não para julgar o jornal, mas sim para participar de uma oficina, dividir momentos com futuros colegas de profissão. Num primeiro momento, tudo me pareceu confuso, diria que meio sem graça, mas bastou os primeiros instantes para perceber que seria uma grande experiências com pessoas bem diferentes, mas que carregavam nos olhos os mesmos sonhos.

Meus queridos repórteres numa discussão difícil sobre uma pauta.


Antes mesmo da viagem confesso que fui ao orkut e dei aquela avaliada em cada um dos colegas da oficina. TrÊs deles onhecidos de longa data, velhos companheiros de tragos e de trapos. Os outros incógnitas. Incógnitas bonitas, incógnitas confusas, incógnitas surpreendentes, incógnitas falantes, outras mais calmas, porém apenas incógnitas. Uns com feeling irremediável, Giuliana, nossa menina, outros mais calmos, Raíza, Rafael. Uns mais descolados: Camila, Natália. Uns muito qualificados para a oficina: Thaís, Thais, Augusto, Leonardo. Uns quietos, porém explosivos: Belisa. Outros, apenas uma mistério: Carlos. E o que falar de Liana Pithan? Especial, apenas editora chefe, sem palavras. Eu? Tomei café com os repórtesres fotográficos.


Observando atentamente o trabalho depois de feito


Além de conhecermos pessoas diferentes, incógnitas com diversas personalidades, conhecemos uma nova realidade, ou algo próximo da verdadeira realidade da nossa profissão. Tudo isso através de pessoas super profissionais e apaixonadas pelo que fazem. Acho que foi mais ou menos isso: da idéia da pauta, até ver letra por letra transcorrendo no papel. Incrivelmente inesquecível.

Quase lá e a briga pelo fotolito.


Idéias, divagações, dúvidas
Menores, pequenas, enormes
Palavras, letras transcorrendo
No papel, na mente no coração
Olhares perpicazes, mansos
Dizeres baixos, explosivos
Nós, cada um de nós...
Você? Quem sabe eu?
Então deslizo pela máquina e clic
Toda essa história está aí...
Pra vocês, para nós.


No correio é assim: até os tios que distribuem o jornal tem um sorriso no rosto

Uma breve homenagem ao correio do povo e a todos os colegas da Oficina de Jornalismo do Correio 2006. Adorei estar com vocês...

venerdì, novembre 03, 2006

Perdida em Porto Alegre ou seria em mim?

Estar em Porto Alegre seria sinônimo de estar alegre? Quem sabe. O fato é que ouvi um bolero, o primeiro no reencontro e o último na despedida e acabei ficando assim:

Sinto-me perdida
Na ilusão de uma vida
Até então minha.

Sinto-me vazia
Num caminho
Que acreditei um dia seguro.

Sinto que já não sou
mais a mesma
Vibrante perante os olhos do dia.

Tornei-me mórbida, fraca e fria
Tormei-me o que sempre lamentei ser.


No entanto foi apenas um bolero e está na hora de voltar a Santa Maria. Domingo estou de volta. Quem sabe um dia volte a ser feliz ao ouvir mais uma vez um bolero, por enquanto é o tango que toma posse dos meus olhos verdes, me fazendo lembrar dos teus.

venerdì, ottobre 27, 2006

Um ano de verdes idéias que borbulham silenciosamente dentro de mim...

Roland Barthes já disse uma vez Toda modernidade pode ser explicada por uma lata de ervilha”, para alguns se trata apenas de uma lata de ervilha em que abrimos e consumimos (fico só com a segunda parte, pois odeio abrir latas). Mas para aqueles menos limitados, aliás, bem menos, uma lata de ervilha representa toda a modernidade.

Porém, ervilhas são verdes, não são? Hummm...verde é meu blog, verde é a cor dos meus olhos, verde é a cor dos olhos que desejo, verde é a mata (essa foi péssima), verde é a vida (essa foi pior), mas enfim o fato é que podemos ver numa simples lata de ervilhas muita coisa além do aparentemente visível e verde (isso ficou bom). Pois escrevemos o que sentimos, dificilmente, aliás, impossível sermos imparciais à nossa vida quando escrevemos, até por que escrever depende do repertório que temos, quer dizer da bagagem cultural que adquirimos nas nossas vivências. É as nossas experiências que criam efeito de sentido de tudo que escrevemos, fotografamos, pintamos, esverdeamos por aí.

Mas a que fim essa conversa? Seria para justificar a subjetividade em que meu blog foi mergulhado, sim, por que há um ano atrás quando o criei minha idéia era ser extremamente crítica (percebi que de fato estava verde, precisava amadurecer melhor minhas opiniões sobre o mundo que me cerca e que tanto grito verde minhas indignações) escrever somente crônicas, mas bastou dias para entender o que Barthes quis dizer com a lata de ervilha (verde) e então comecei a diversificar minhas formas de expressão, passei a entender que não tinha como me isentar da minha vida, das minhas histórias, não ao menos no estilo deste blog (verde). Então, um ano!

Por que o criei? Necessidade de ter um espaço para dividir minhas idéias (verdes), minha subjetividade? Quem sabe. Falta do que fazer? Não, certamente, não. Quem sabe um espaço para escrever apaixonadamente aos olhos verdes que me inspiram? Sim, isso é uma hipótese. Um ano de textos, poesias, lembranças, depois fotografias, paixões, aliás, paixão, pé-quebrado (quem me conhece lembra do fatídico acidente de uma sexta à noite, quando quebrei meu pé, até hoje não entendo como, na verdade estava verde, se é que me entendem).

Bom, mas um ano se foi e o verde continua na minha vida. Quem? O blog ou os olhos, quem sabe as ervilhas? Diria que os três. Um ano de blog (verde), um ano dos olhos (verdes), e um dia com as ervilhas (verdes). Heheheh, sim as ervilhas entraram nessa história ontem numa reunião do Grupo Imagem, no qual faço minhas pesquisas na faculdade. Quando o professor Adair falou essa frase de Barthes, eu me retorci na cadeira (preta em que estava sentada no lado do meu colega Augusto ( www.cabruuum.blogspot.com )que tem um livro de quadrinhos com a capa verde) e disse: É isso, é isso que preciso para meu texto de um ano, ervilhas verdes.

Então ta aí, além de querer que vocês dêem os parabéns para meu filhote, quero que respondam a seguinte pergunta “O que você pensa sobre uma lata de ervilha?”. E não me peçam festa, pois acho absurdo fazer festa de um ano para crianças (verdes), que olham para aqueles adultos gordos e bêbados (verdes) amigos do papai e da mamãe e com certeza pensam: O que estou fazendo aqui? Verde? Sim, as ervilhas... quem sabe?

Poderiam me perguntar caros leitores o que tem a ver um relógio com ervilhas verdes? Hummm..muito mais do que possa imaginar nossa vã filosofia, uns diriam em uma palavra: NADA, outros escreveriam um livro sobre isso. Mas, já notaram que a parede é verde, os números são verdes, os ponteros são verdes, mas se os ponteiros marcam o tempo e eles são verdes, quer dizer que o tempo é verde, mas se o tempo é verde e nós somos subjugados a ele, quer dizer que nós somos verdes?...Ai meu Deus, livre-me deste verde...

giovedì, ottobre 26, 2006

Teu olhar verde ali, e eu aqui a zelar por ti.

Disperso-me nas sombras dos teus traços
Na sombra de tua ausência
Perco-me na sombra de teus olhos verdes
Na sombra de teus braços
Encanto-me na sombra dos teus pés
Na sombra de teus passos
Escondo-me na sombra de meu medo
Na sombra do meu desejo, porém, verde também.

martedì, ottobre 24, 2006

Vestir nariz vermelho para sermos nós mesmos...


Subir no palco e mostrar tua cara para um público à espera de um grande espetáculo. Simples? Parece ser. Na real muito difícil expor nossas fraquezas, nossas limitações, apreensões, no fundo temos medo de decepcionar, de ser ridicularizado e principalmente de não ser aceito.

Nesse sentido subimos no palco vestidos de diversos personagens, com um nariz vermelho disfarçamos nossa própria imagem e nos permitimos viver e sentir um outro, que na verdade não deixa de ser nossa própria essência.


Só que passar a vida inteira com um nariz vermelho é difícil, diria que impossível. Difícil respirar naturalmente, falar naturalmente, por isso, precisamos lentamente nos desfazer de tais personagens e buscar representar o que de fato somos. E então descemos do palco, pois mais uma vez sentimos o medo de sermos encarados nos olhos agora desprotegidos da maquiagem, do nosso nariz descoberto do palhaço, das nossas roupas diferentes das de nossos personagens.

Descemos do palco e por vezes somos aplaudidos, em outros momentos vaiados. Mas viver é um risco, e subir no palco é assumir quem realmente somos e o que sentimos. Sejamos autênticos, mesmo que artistas.

Uma breve homenagem a meus colegas do Curso de Artes cênicas, e seus clowns louros. Me sinto feliz pelo sucesso do trabalho de vocês e por terem se descoberto, eu que deveria estar aí, me refugio por detrás desta câmera com muita satisfação de acompanhar e registrar esse trabalho, mas com muito pesar de não fazer parte desse show, ainda. Amo vocês.

sabato, ottobre 21, 2006

Minha alma permanece a te esperar...

Sinto-te, porém de mansinho...
Na luz sublime da ausência dos teus olhos.
Sinto-te, porém ausente...
Na mesa recostada do meu divagar.
Sinto-me apagada...
Na falta da tua luz que cobre minha alma.

Foto: Francieli Rebelatto

Sentimentos: Francieli Rebelatto

Palavras: Francieli Rebelatto

giovedì, ottobre 19, 2006

Esbofeteados pela vida.

Texto: Francieli Rebelatto, baseado na obra de Nelson Rodrigues e na própria vida.
Fotos: Francieli Rebelatto
Espetáculo: A esbofeteada
Direção: Cláudia Pacheco
Personagens: Danieli e Vinícius.

Ato I. O primeiro passo. Repentinamente chegaste na minha vida. Teus primeiros passos foram lentos, diria que confusos, até mesmo desatentos. Por vezes os desviava do meu caminho, em outros momentos percebia que se achegava de mansinho, mas não queria ser abrupto a ponto de deixar marcas dos seus sapatos sem brilho.

Ato II. O doce soar de teus passos. Um dia teus passos trouxeram até mim uma rosa (capaz foi chocolate, mesmo), e eu com meus passos apressados e audaciosos acreditei que poderia já encostar com meu sapatos pequenos, nos teus que agora polidos já brilhavam. Mas nem mesmo a rosa me fez ter passos firmes, pois os teus ainda eram temerosos, medrosos,mesmo sendo doces, quentes.



Ato III. Nossos passos no céu. Porém foi no teu ombro me aconcheguei naqueles dias longos e nossos pés confusos voavam (literalmente). Mas, depois do ombro, os passos foram alinhados, mesmo que num caminho conturbado (aliás muito), com dezenas de intempéries. Nem por isso deixamos de caminhar no mesmo ritmo. Estavas certo quando me disse que nos encontraríamos ainda muito nessa vida. Sim nossos passos muitas vezes se encontraram. Confesso tive medo.

Ato IV. Que passos! Senti, então os teus pés roçando nos meus, em momentos inenterruptos de lascívia, no vinho, na rosa, nos olhos verdes, na pele rosada, no sorriso, no elogio, no beijo na testa. Nossos passos guiados em direção ao outro, em direção aos mesmos ideais, mas porém, difícil, dúvidas, incertezas e nossos sapatos ficaram molhados de lágrimas...


Ato V. Que seriam passos? Então vi o chão debaixo de teus pés, vi o céu nos teus olhos verdes, vi a alegria do roçar de nossos dedos, vi a tristeza de nossos passos afastados. Vi e me senti com passos lentos de saudade, saltitantes com tua presença. Mas, te digo mais do que tudo: vi e senti meus pés decididos a lutar pelo encontro com os teus, pelo roçar com os teus, pelo mesmo caminho.



Ato VI. Caminhando sempre. Meus pés são assim, mesmo no chão insistem em te querer, pois depois de um ano de caminhada, seriam poucas as falhas desse caminho que me fariam desistir, a não ser que teus pés se recusem, por motivos convincentes a deisistir da caminhada.

Ato VII. Teus passos marcaram. Fomos esbofeteados pela vida, e o tapa foi tão intenso que seria difícil esquecer, permaneço no chão, pois dali consigo acompanhar melhor o movimento e o ritmo dos teus passos.

martedì, ottobre 17, 2006

Vou me entorpecer bebendo vinho.


Um brinde. Apenas o brinde.
Um sorriso. Apenas o sorriso.
Uma vontade. Apenas a vontade.
Um desejo. Apenas o desejo.
Um olhar. Apenas o olhar.
Uma pessoa. Apenas a pessoa.
Um amor. Apenas você.
Uma paixão. Você.

Brinde. Sorriso. Vontade. Desejo. Olhar. Pessoa. Amor. Paixão.
Tudo isso. Apenas você.
Continuo a esperar com a taça na mão.

E o vinho?
Hummmmmm...

lunedì, ottobre 16, 2006

Mudando de concepções

Senti que escorria suor por debaixo do vestido, de repente, um calafrio tomou posse do meu corpo, e minha pressão despencou, segurei mais forte na mão dele e então depois de secar o suor do meu rosto e respirar fundo, consegui retomar a pose. Mas, confesso que as pernas continuaram a tremer em cima do salto um tanto desconfortável, mas oportuno para a ocasião.

Nos olhos dele lágrimas, nos olhos dela lágrimas, nos olhos de todos nós, muitas lágrimas. Um misto de alegria, de admiração, de nervosismo. Um momento perfeito, mágico, mais perfeito do que cinema, com direito a uma festa divina. Eles estavam se casando de uma forma bonita, sincera, leal.


E eu. Bom, eu, depois de me emocionar muito, pois sou a mais emotiva, chorando mais do que a noiva, e depois de me acabar fazendo festa, mudei minhas concepções em relação a casamentos. Sim, sempre achei algo extremamente desnecessário, sem cabimento, mas depois do casamento do meu irmão, mudei sinceramente de opinião. Não que eu vá querer me casar, mas acho que é sim um momento importante para quem o vive com sinceridade, com humildade, e com muita paixão. Por isso aproveito esse espaço, que é o meu espaço para homenagear e parabenizar meu irmão Márcio e Lisiane por esse momento tão bonito de suas vidas e que eu pude de muito perto acompanhar cada lágrima de alegria, de magia, de verdade.

Recuperei-me e na hora de sair da igreja já até sorria para os convidados, mas foi por pouco que não chamo mais atenção do que da noiva.

mercoledì, ottobre 11, 2006

O que é ser criança?

Esses dias uma reportagem da RBS TV de Santa Maria fez-me pararem frente à TV abismada. Sim, perguntaram a uma menina, de no máximo 7 anos, o que ela gostaria de presente no dia das crianças e ela disse que tava bom um laptop novo. Bom, se ela queria um laptop novo, tudo me faz crer que ela já tenha um em casa. Fiquei abismada e quem não ficaria? Outro menino disse querer um celular, esse também, se tiver oito anos era muito. Mas enfim, acho que se foi os tempos em que o brinquedo preferido era uma boneca bárbie, um carinho desses sem pilha, para brincar na areia da praça.

Mas, também o que dizer disso tudo, quando a própria mídia fomenta esse tipo de valores das “novas” crianças, como digo sempre: “monstrinhos vistuais”. Sim, por que mais uma vez parei abismada em frente à TV, mas desta vez foi a publicidade que me chamou a atenção, num desses comerciais de sandália. Primeiro tudo era cor-de-rosa, depois três meninas combinando de se encontrar, cada uma teclando do seu notebook e depois cada uma com seus modernos celulares, falam como se fossem as mulheres, adultas, independentes. Pensei: vão aprender a “limpar a bunda” como diz a minha vó.

Vai dizer vivemos numa sociedade permeada pelas mudanças contínuas, em que crianças cada vez mais cedo têm acesso a tecnologia e passam a fazer parte dela assustadoramente, sofrendo com isso uma forte antecipação da vida adulta. Bom, isso é o que acredito. Mas, porém vejam que outras realidades ainda existem, quando estive na Amazônia, no começo desse ano, na aldeia dos índios Tikunas, uma das coisas que mais me chamou a atenção foi o dom natural das crianças para a arte, para cuidar de seus irmãos mais novos, para conhecer a natureza. Era admirável a curiosidade brotando a todo minuto, quando uma coisa nova lhes era apresentada, com um brilho no olhar, aquele brilho verdadeiro que deve ter uma criança, elas se aproximavam tocavam de leve e davam um sorriso maroto, como se fizessem algo proibido.

Ali vi verdadeiras crianças... Mas enfim, desafio você leitor a responder comigo: O que é ser criança? Acho que já deixei aqui algumas impressões do que de fato acredito ser criança, mas mesmo assim, vou responder um pouco além. Através das imagens.

Inocência no olhar.

Curiosidade no olhar.

Silêncio no olhar.

Apreensão no olhar.


Proteção no olhar.


Timidez no olhar.

Altivez no olhar.

Alegria no olhar.

Fé no olhar.

martedì, ottobre 10, 2006

Satania me ligou e eu só ouvi...

- Alô, me escuta, por favor. Sei que estou sendo inoportuna, mas escute minha decisão mais uma vez.

A Satania é assim, volta quando menos espero, por telefone, nas poesias, em madrugadas perdidas, no meu eu poético. Satania é assim, altiva, facera, triste, indecisa, veraz, porém apaixonada. Sei eu que quando ela liga e fala baixinho é por que devo escutá-la, pois seu coração está a doer, então escutei o desabafo de suas palavras doces, às 3 da manhã de ontem.

- Decidi-me - disse ela.

E eu curiosa de sua mais nova decisão, permaneço a escutá-la. Sim, ela havia chegado à conclusão de que amava tais olhos verdes, porém ainda queria ver os seus também, claros, brilhar. Esqueceria, então? Não, disse que esperaria um sinal da vida, pois ela estava desprovida do poder de esquecê-lo.

- Mas entendi agora que os sonhos são meus, e meus olhos precisam de fato brilhar, sem que para isso dependam totalmente dos olhos verdes mais lindos que já vi – desabafou ela por fim.
Desliguei o telefone e mais uma vez recostei a cabeça conturbada no travesseiro fino, aquelas palavras distantes já tinha ouvido tantas vezes da boca de Satania, será que dessa vez deveria acreditar que de fato ela viveria sua própria vida. Procuro acreditar que sim, já que morro aos poucos quando minha Satania, também está sofrendo.


Desculpa amigos pela minha ausência, mas a correria desses dias não tem permitido vir pra cá muitas, vezes, mas estou muito feliz pelo meu blog ter ficado em destaque no www.blogueiros.com Obrigada pelas visitas. Beijos e uma ótima semana a todos

venerdì, ottobre 06, 2006

Nada mais em mim, tudo nos teus olhos verdes.

Já não sou nada em mim
Foi o que pensei repentinamente
Já não possuo nada de mim
Foi o que senti naquele momento.

Deixei-o tocar, porém.
Do lado do meu travesseiro
Deixei as mensagens sem ler
Do lado da minha cama

Pois naquele momento não era nada em mim
E era o que de fato me lembrava
Naquele momento não possuía nada de mim
Esse era o sentimento que prescrevia mais uma noite.

Não sou nada em mim,
Se não uma espectadora escrava e aterrorizada
Não possuo nada de mim
Se não o desejo dos teus olhos verdes.


Desço dessa solidão espalho coisas pelo chão de giz
A meros devaneios tolos a me torturar
Fotografias recortadas em jornais e folhas
Amiúde, eu vou te guardar...mas como se não sou nada mais em mim?

giovedì, ottobre 05, 2006

Eu já sabia...

Estava tensa naquele final de semana cinzento, idéias diabólicas passavam pela minha cabeça naquele cenário bucólico. Sentia cheiro de coisas estranhas no ar, um cheiro de tragédia, de morte. Tentei me livrar daqueles pressentimentos mórbidos, mas então eles entraram nos meus sonhos, custei a acreditar, sabia que quando eles vinham não iriam embora sem que algo acontecesse.

Por isso, passo dias angustiada, sufocada com o que eles querem me dizer. Sim eles vem e me perturbam, me dominam, me fazem passar meus dias na cama, sem vontade de nada, mas não me dizem nada, apenas se fazem presente para que eu saiba que algo vai acontecer. Pode parecer apenas ilusão do meu eu poético, mas não amigos, os pressentimentos a muito tempo fazem parte da minha vida, e a quem diga que por eles são bruxa, creio que não chega a tanto, mas que eles nunca me enganaram isso é fato.

Hoje, meu celular toca, e mais uma vez aquela angústia toma conta do meu corpo, que imóvel pega o celular devagar e apenas ouve. Sim, algo terrível havia acontecido, falei poucas palavras, apenas disse: Eu já sabia. Meu coração disparou, minha garganta secou e lágrimas escorreram sobre minha face cansada, aliás muito cansada.


O que fiz, então? Acendi uma vela, fiz uma breve oração e sai para a rua. E mais uma vez ao final de tudo isso me pergunto se ele realmente existe? Que motivos haveria de ser tão injusto?
Triste, muito triste, espero ao menos que os pressentimentos se afastem por alguns dias da minha vida, quero me ver livre deles, se é que isso é possível.

mercoledì, ottobre 04, 2006

Caminhos...Aonde nos encontrar?

Os caminhos são assim:
Divagam um para cada lado,
Mas encontra-se em desejos,
Em idéias, em ideiais.

Os caminhos são assim:
Largos, longos, bonitos
Encontram-se porém distantes
Em pensamentos, em vontades.

Os caminhos são assim:
Cúmplices de sonhos
Cúmplices de nós,
Cúmplices de um amor, grande amor...

Caminhos, nos fazem caminhar
Espero, então, que possamos nele nos encontrar.
Coisa que já é inevitável.


venerdì, settembre 29, 2006

PRO- GRESSO? E o Lula que não compareceu?

Eu confesso que um dia usei broche, vesti a camiseta e segurei uma bandeira. Eu confesso que briguei com amigos na escola, que distribui panfletos, que gritei em comícios. Eu confesso que comemorei vitórias e que chorei pelas derrotas do meu partido. Eu confesso que um dia sonhei em ser política, que acreditei nas ideologias partidárias. Eu confesso que defendi partidos, pessoas, legendas. Defendi o que acreditava ser uma política ideal. Tudo isso, agora está guardado no fundo do baú das lembranças alegres, de um tempo em que se podia acreditar em alguma coisa.


Porém, hoje venho até aqui para desabafar, pois hoje eu confesso: que não acredito mais na ideologia do meu partido, não acredito em nenhum sentido na palavra esquerda. Eu confesso que militância é apenas mais uma palavra banal. Eu confesso que pela primeira vez nessa minha “curta” vida simplesmente não tenho em quem votar e não vejo sentido nessa ação, que um dia tive como prioridade.

Pois, perderam-se as ideologias, as ganâncias por justiça, à vontade de realmente fazer política. Acabou-se tudo, principalmente a vergonha na cara. Neste momento estou aqui ouvindo um debate ridículo, em que nosso “glorioso” presidente da república simplesmente não compareceu. Na terça ouvi um debate morno, em que propostas se repetem sem sentido e são abortadas por ofensas partidárias na plenária do Rio Grande do Sul.

O que fazer então neste domingo? Digam-me caros amigos, como ver a palavra Progresso ainda junta na bandeira, quando não temos motivos nenhum para votar, quanto menos para acreditar nos nossos políticos.


Por isso confesso:
* Que meu partido PMDB já não existe mais, e foi fraco como todos os outros que acobertaram tanta corrupção.
* Que vejo na esquerda apenas falsos moralistas.
* Que militância é apenas ilusão.
* Mas mais do que tudo, confesso que ainda vou voltar aos velhos tempos. E por quê?

Por que eu sou brasileiro, e brasileiro não desisto nunca.

De fato só sendo brasileiro, para agüentar tanta hipocrisia.

giovedì, settembre 28, 2006

Breve momento. Apenas isso.

Miro-te nos olhos negros que me perseguem.
Deslizo no corpo moreno que me espera.
Sinto o cheiro impregnante que me conquista.

Porém, me despeço como deixo tais palavras sobre a mesa.

Por um breve momento te quis, apenas isso.

martedì, settembre 26, 2006

Caminhaste sozinho...voltaste em outras ondas.

Caminhou sozinho naquele dia em frente ao mar calmo. Estava tão sereno quanto à brisa leve que tocava seus cabelos bem penteados. Era esbelto, bem arrumado e conservava no olhar uma serenidade invejável. Não sabia ao certo o que ali procurava, entre as conchas e areia intacta. Não sabia o que aquele ar fresco da manhã o invocava. Sabia, porém que deveria continuar sua caminhada no ritmo solene dos seus passos miúdos e delicados.


De repente apenas mirava o horizonte, mas brevemente seu olhar se debruçava sobre a areia soberana mais uma vez. Mantinha a cabeça baixa, o que de certa forma limitava sua visão do dia que despontava por detrás de sua sombra. Estava em paz, porém não menos curioso, pelo fato de ter tido aquela vontade destemida de andar silenciosamente, de uma maneira jamais vista, quanto menos sentida pelos seus pés, quanto menos percebida pela sua alma. Então naquele dia devagar desfrutou de cada toque da areia nos pés, de cada barulho do mar ao se precipitar nas pedras, de cada raio de sol no seu corpo desprendido da prisão de pensamentos pesados, escuros, amargos.



Sentou-se mais tarde e apenas apreciou o findar de mais um dia, aliás, de seu dia. O único que definitivamente foi seu. Mais tarde nos encontramos e então vi em Pablo um admirável brilho no olhar, pensei que teria renascido, pensei que agora de fato teria reconhecido um verdadeiro Pablo. Senti-me feliz por ele, mas de fato frustrei - me, pois meu antigo Pablo foi levado pelas belas ondas de um mar distante.

sabato, settembre 23, 2006

Elas voltaram, e minha alegria também...


Dilacerantes, venenosas
quentes, úmidas, sensuais
invadiram-me repentinamente.
Tomando posse do meu corpo quieto
Senti-as querendo explodir
Saiam pelos poros,
pelos olhos, pelas lágrimas
pelas risadas expansivas
pelo gozo inesperado
Saiam voluntariamente do meu espírito
Quietas, bonitas
Alegres, poéticas...
Sim, elas voltaram.
Em breve cá, também, estarão.

giovedì, settembre 21, 2006

Incolores idéias verdes dormem furiosamente


Nas palavras de Chomsky, que não sei onde as encontrei, me ponho mais uma vez a lamentar o fatídico fato de não mais ter palavras para aqui despejar.

Sim, me sinto vaga, vazia, superficial. Não sei ao certo como explicar esse sentimento que me abala quando elas saem da minha vida. Por que as palavras têm alma, e quando as maltratamos, elas saem silenciosamente do nosso mundo, nos fazem penar pela sua falta.

Até o dia em que nós meros escritores, sentimos-nos obrigados a jogar-se aos seus pés, implorando para que façam parte de nossas mãos, dos nossos olhos, da nossa alma. Mas, de fato elas são cruéis e então aqui estou praticamente implorando para que elas voltem: subjetivamente, objetivamente, bonitas, tristes, indignadas, furiosas, vagas, dilacerantes, honestas, perspicazes.

Nossa! Realmente as sinto como pessoas, mas são seres muito mais grandiosos essas tais palavras, essas tais idéias. Enquanto imploro: incolores idéias verdes dormem furiosamente.

mercoledì, settembre 20, 2006

Te espreito sem que me percebas...


Eis-me sentada
Na estrada faminta
de ladrilhos mal feitos
de calçadas mal arrumadas.

Eis-me a esperar teus passos mansos
Teu breve cheiro do verão
Teu beve toque contramão.

Por vezes me levanto e danço...

Nas calçadas ingratas
nos desejos enganados
Danço sobre armas quimícas e os poemas
Danço sobre meus próprios dilemas

Me sinto lívida e sagaz
Depois de passos desconcertados
os ladrilhos já são ignorados
E então, mais uma vez eis-me aqui
Esperando tua presença voraz...

Eis-me aqui na beira do caminho a espreitas teus pés ao longe...

martedì, settembre 19, 2006

Um post sobre as impressões do interior do Rio Grande Do Sul...


Acordar de manhã bem cedinho no inverno e correr para cozinha onde o fogão velho já esta aceso e a lenha queima vorazmente para aquecer mais uma manhã de campos brancos lá fora. O café é preparado no bule velho, enquanto o mate é servido na cuia larga, depois da água borbulhar numa chaleira de ferro.


Os galos, não fazem muito tempo, cantavam lá fora, como que num ensaio de coral, se ouve barítonos, sopranos, os do quintal, os do vizinho, os do outro lado do morro. Cada qual com seu canto, cada um com seu tom despertam os colonos que ligeiramente se desvencilham das cobertas pesadas de lã de ovelha. Tiram com muito pesar a cabeça do travesseiro alto de penas de galinha ou de pato e se preparam para mais um dia de inverno.



O café é posto a mesa: queijo, marmelada, pão de forno, mel puro, bolachas de maisena, salame de porco, leite e o café do bule então se derrama na xícara de porcelana. No ambiente o som da Rádio local, dos velhos apresentadores com o mesmo cumprimento de todas as manhãs, da música sertaneja que acompanha o ritmo lento do sol ao nascer por detrás dos montes.

É hora de ordenhar as vacas, tratar os porcos, chamar as galinhas e se preparar para mais um dia de labuta na roça. Às vezes se vai de trator, outras vezes de carroça puxada a boi, em outras apenas eles e sua enxada. Mas enfim um dia de trabalho no campo lhe espera. Capinar, colher milho, apanhar frutas, limpar a horta, colher verduras, alimentar os animais. Plantar, cuidar, colher.



Parece simples, quando acordamos de manhã e avistamos um bloco de construção do lado da nossa janela. Que pena que nem todos puderam um dia acordar numa manhã fria, abrir a janela do quarto e ver o sol que cobre a geada que já se desmancha. Que pode ver o gato sapeca, o cachorro esperto, as galinhas descendo das árvores e não ouviram os galos numa disputa de sinfonia. Que pena que nem todos tiveram a infância que eu tive no interior.



Que não viram a expressão de traços cansados e gastados pelas agruras do sol, que não viram cada estação do ano despontado ao seu ritmo natural. Que não viram as flores desabrochando, que não sentiram o perfume das flores do pessegueiro. Que não se lavaram da água que jorra da torneira faceira no tanque velho da minha avó. Que não tomaram um café doce de bule. Que não colheram a mandioca e depois a comeram com o prazer de ter a certeza de sua qualidade. Que não passaram um dia inteiro de chuva ao redor do fogão à lenha comendo pipoca, pinhão e um mate.



Enfim que pena, sinto de quem não conhece o interior, de quem não conhece o ritmo natural da vida, o sabor natural das frutas, o cheiro natural do ar, o brilho natural do sol sobre a geada. Mas sempre há tempo, por isso não deixem de conhecer um pouco do interior desse mundo e sentir o gosto verdadeiro da terra.

Uma postagem pela qual trago um pouco do interior de Charrua, No Rio Grande do Sul (Brasil, para situar os amigos blogueiros de outros países) descrito nas imagens e também nas palavras, minha avó ia chorar.


lunedì, settembre 18, 2006

Minha Satania! O que farei se ela partir?

Sentiu que sua cabeça doía, tentou se levantar aos poucos da cama desfeita e sentiu que seu corpo também doía. Havia dormido com a roupa que saiu de casa na noite anterior, seu corpo cheirava a cigarro e álcool, na boca seca o mau hálito de muitas bohemias, skol, e a fatídica Antártica, na verdade lembrava de poucas coisas que acontecera durante a noite. A única coisa que sabia naquele momento é que precisava de um banho e de um copo de água muito gelada.

Disse-me depois que só durante o banho começou a lembrar de tudo que tinha acontecido. Primeiro tinha se refugiado numa festa, com pessoas que não eram desconhecidas, mas que, porém, no ar sentia feder a intriga, a desarmonia, a inveja. Percebia que olhares fulminantes a queriam longe dali, por isso o álcool foi o refúgio daquele ambiente. Porém, o ambiente um dia lhe poderia ser possível, e de certa forma já o é, pelas pessoas que nele fazem parte, mas ela queria se desvencilhar da idéia de que sua vida teria que se resumir a companhia de pessoas falsas, hipócritas.

Depois de ver, rever, cheirar, lamentar tal hipocrisia que corria solta no ar da festa infame, sentiu vontade de ir para longe, esquecer as pecuinhas, a falsidade, queria um lugar legal para dançar, para continuar na sua busca incessante pelo álcool que lhe tiraria a razão de pensar o tempo inteiro naquele olhar verde, que perturba sua mente, que invade seu mundo. Quem sabe onde estaria ele, de certo, no lado do inocente oposto. Inocente, porém o queria longe de qualquer coisa, o queria ali do seu lado, achava que aquele olhar era o único a saciar as suas expectativas. Queria sentir a presença de alguém verdadeiro, de alguém que ela pudesse acreditar que ainda existem relações verdadeiras.

Mas, ele mais uma vez ficou só em pensamento, então, desceu as escadas do lugar escuro, era a primeira vez que ali entrava com o brilho de seu olhar. Tanto que é certo que os conquistou, porém não foi conquistada e mais uma vez se restringe a encontrar em uma garrafa, aliás, várias, de cerveja, o refúgio de seus males. Desceu as escadas ligeiramente e se segurava no corrimão, lá em baixo, num pequeno lugar caustrofóbico, se confundia entre a luz vermelha do teto, e o som da guitarra que a embriagava. Ali, experimentou diferentes sensações. Num suave momento tentou esquecer da própria vida, tentou esquecer do olhar verde, mas tudo foi em vão, bastou perceber que estava sendo observada, para entneder que aqui, em Santa Maria, já não é mais seu lugar, que dentro daquelas garrafas de cerveja já não é mais seu refúgio, e de que aqueles olhos verdes são a única coisa que ainda aqui a fazem ficar.

Ela acordou mal no outro dia, mais mal por peceber que é fraca, dependente e que fede a lembranças de mais uma noite mal-sucedida, quem sabe em outros tempos divertida. O fato é que enquanto ela me contava essa história, vi-lhe faiscar dos olhos uma suave tristeza que as poucos está acabando com a minha querida e única Satania. Coloquei-a entre meus braços e somente lamentei, pois minha Satania, está infeliz, então me pergunto: Será que devo deixá-la partir?

Aos poucos se vai, para além da luz dos olhos que a consome

giovedì, settembre 14, 2006

Da janela te espreito, sem te tocar.

Restos, entulhos, traços
Abarcados na retina.

Cacos, vidros, linhas
Difundidos na minha alma.

Verdades, inverdades, cores
Introduzidos nos meus dias.

Desejos, penumbra, álcool
Impregnados no meu all star.

Querer, poder, saliva
Nos destroços da tarde
Que se esvai entre os dedos
Entre as rugas
Entre eu e você
Entre o que ignoro
E me escondes
Nas entrelinhas do teu braço quente
Nos desejos jogados ao vento sem destino
No destino simplesmente ignorado.


Mas, são restos, entulhos, traços,
Cacos, vidros, linhas
Verdades, inverdades, cores
Desejos, penumbra, álcool
Que guardo do teu cheiro...

Apenas te espreito porém

Da janela que na verdade não quero ver...


mercoledì, settembre 13, 2006

Até onde você quer ir a toca do coelho?

No começo só havia um vazio transbordando de possibilidades infinitas, nas quais uma delas é você. Essa frase pode parecer forte, mais forte, porém é o Documentário da qual quero falar e que vem causando grande impacto na vida das pessoas, na minha ao menos foi. Quem somos nós? Sim, esse é o nome do doc. que falo, mas essa também é uma das perguntas que muitos de nós fazemos permanentemente.

O filme trata da Física quântica e como ela entende o mundo, aliás, como ela tenta entender o mundo, se dando a oportunidade de debater em cima de verdades absolutas, premissas pelas quais somos aprisionados, por leis que o mundo externo nos apresenta sem levar em conta nosso mundo interno, a realidade intersubjetiva de cada um. Mas o que é a realidade? Perguntam-se eles, perguntama-nos nós. Por que estamos aqui? De que são feitos os pensamentos? Será que os mudando, mudaremos nosso mundo?

De fato todas as respostas não são sabidas, porém as perguntas trazem novas formas de estar no mundo, pois o grande segredo de estar no mundo é o mistério. E se encontrássemos as respostas facilmente, não teríamos por que nos perguntar, da mesma forma, não teríamos por que viver. Mas, o problema é que temos sido condicionados a acreditar que o mundo externo e as premissas que nos são apresentadas são verdadeiras e assim poucos de nós investimos na toca do coelho. Uns por medo de encontrar respostas que mudariam suas vidas, outros por que acreditam ser bem mais cômodo viver entre a obscuridade, pois isso lhes tira a responsabilidade de saber que podem sim mudar sua realidade. Isso demanda coragem, inquietação, diria que até incomodo.


Sim, eu sou uma dessas que insatisfeitas com as respostas que me são apresentadas, vivo sob vários discursos, pois me permito buscar verdades em todas as coisas novas que na minha vida aparecem. Acredito sim na nossa força interna, que pode agir sobre nosso ambiente, sobre tudo que nos cerca, pois não somos seres isolados, tudo depende dos nossos movimentos de consciência, da manifestação de nossas experiências. È por isso que esse documentário que vos indico vale a pena, pois faz você perceber que não estamos sozinhos em pensamentos e em buscas de explicações que parecem absurdas, que ignoramos maior parte desse mistério que é a vida e por isso temos que nos dar a oportunidade de ir à toca do coelho e tentar desvendar ao menos os mistérios que a nossa realidade pode apresentar.

Parece fácil, mas de fato continuamos viciados a estados emocionais que sempre geriram nossa vida, e assim nossa rede neural está acostumada a esse tipo de sentimentos e dificilmente conseguimos nos desvencilhar deles, das verdades relativas que nos aprisionam. Estamos viciadas em condições de vida impostas a nosso cérebro pelo mundo externo. E os vícios não têm como impedir momentaneamente, pois ele sempre quer mais situações que atendam nossas necessidades químicas. Viciamos-nos em nossos próprios estados emocionais.

Então se permitam não só a assistir ao documentário Quem somos nós, mas também se perguntem qual o propósito da vida? A principio tudo vai parecer um colapso, você vai ficar nervoso, mas aos poucos seus antigos conceitos vão ruir e você vai experimentar sensações novas de descoberta, do poder que temos sobre tudo que nos cerca, do poder que temos sobre nossa realidade. Vamos desvencilhar nosso cérebro das hipocrisias da vida e por que não tentar uma nova vida. Pois você já tentou se observar através dos olhos da pessoa que se tornou? Difícil, não! Sim, nosso pior drama é saber o que mudará em nossa vida se mudarmos nossas escolhas. Precisamos ao menos tentar, pois o mundo é uma gama de possibilidades e o poder de escolher entre elas ninguém lhe tira, nem mesmo você.

Se não sair achando tudo uma loucura, é por que você não entendeu nada. Degustem o doc. e degustem o prazer de estarem na toca do coelho do mistério, num novo mundo.

domenica, settembre 10, 2006

Soar dos meu desejos sobre teus passos.

Repousa em meus ombros
O doce tocar de seus olhos
Os meus, vão em direção aos pés cansados
E vejo que você não está ali

Afasto-me, então da penumbra da tua falta
Retiro-me delicadamente para meu refúgio
Deito sob mim mesma
E ponho-me mais uma vez a te esperar


Vejo-o descer na escada mansa
Que um dia te estendi na minha alma
Teus passos brandos em perfeita sintonia
Mais uma vez me fazem te esperar,
Preciso do teu olhar verde nesses meus dias de pesar.
Será que és capaz de escutar?

O soar do meu desejo incansável.

venerdì, settembre 08, 2006

O encontro, momentos depois abrem-se outras portas. E se vai.

De repente eles se encontraram na rua e se abraçaram longamente, num abraço involuntário. Num abraço que há tempos não era vivido. Deliciam-se no cheiro mútuo de seus pescoços. Do toque leve de seus corpos, de seus braços.

Deliciam-se num momento ininterrupto em que as lembranças repousam sobre seus ombros. Lembranças dos dias quentes e felizes, das lágrimas no fim da tarde. Dos momentos em companhias mansas, em dias nem sempre tão mansos.

Mas devagar o abraço se desfaz, assim como se desfazem aos poucos nossas lembranças fugidias. Afastam-se, então, os olhos brandos, os braços, agora fracos. E também, o sorriso se esvai em meio a perdida lágrima que repousa no rosto ainda jovem.

O que nos resta, então, quando olharmos para traz?
Lembranças doces, nervosas, intensas, concretas, de repente e infelizmente para alguns nada.

Uma breve homenagem a minha turma de Jornalismo, já que estamos em momentos de muita depedida, Rádio, digital...enfim, ano que vem estaremos formados, então, vamos aproveitar e que muitas filosofias de bar rendam pequenos e grandes textos nas nossas vidas.

martedì, settembre 05, 2006

A angústia que soa devagar no meu mundo...

Angústia me sufoca devagar
Nervosa, me detenho em pormenores.
Nessa tarde gélida e cinzenta
O que me resta senão ir embora.

Consciência, porém, pesa no meu divagar.
Entre o erro e o acerto me subestimo
Confesso meu lamento e fraqueza
Esguia, terei de ser nesse momento.


Em que procuro refúgio na poesia
Quando o que me atormenta é a objetividade da vida.

domenica, settembre 03, 2006

Despi-me! Desistir? Nunca...


Despi-me dos medos e dos erros
Desistir não caberia a nossa vã fraqueza
Não agora que já o amo
.
.
.
Beijas-me, então de verdade
Despreza as lágrimas que te molham
E simplesmente me abraça forte.
.
.
.
Serás e és meu melhor presente
E isso me basta
Nessa noite fria
E em todas que espero teu verde olhar me tocar.

sabato, settembre 02, 2006

As rugas me perseguem, mas eu não desisto.

Quando somos crianças, nosso desejo é fazer 10 anos, pois todo número arredondado creio que soa melhor aos nossos ouvidos. Depois dos 10, queremos nossos 15. Acreditamos que a partir daí, vamos ter a liberdade de irmos sozinhos em festas, teremos nossos primeiros namorados, usaremos roupas mais ousadas (se bem que hoje em dia, tudo isso se dá muito mais cedo).

Sim, depois dos 15 anos, queremos desesperadamente chegar aos 18, pois temos a ilusão, de que aí sim seremos independentes. Mera ilusão. Nesse momento começam nossas dependências, principalmente financeiras. Parece que nos tornamos mais uma vez crianças.

Quando estamos na pré-escola queremos estar na primeira série. Quando estamos na sétima série queremos estar na oitava, para podermos “mandar” nos outros e ser superior nos jogos de interséries. Quando estamos na oitava não vemos a hora de chegar ao segundo grau. Segundo grau, turma diferente, colégio diferente, gente mais madura. Que idiotice!

Depois do segundo grau, e dos dezoito, a faculdade: a tão sonhada faculdade, acreditamos que de fato, vamos encontrar nossos amigos para vida, a liberdade de fazermos o que quisermos, o tempo para curtir todas as festas, enfim, fantasiamos, nos iludimos, sonhamos.

E assim, permanecemos a maior parte dos nossos anos planejando... almejando... sonhando... e muitas vezes deixamos de viver o presente dos 15, dos 18, dos 20, dos 22.


Queremos os 30, porque aí estaríamos com estabilidade para construir uma família. Queremos os 40, porque estaríamos com maturidade para relações amorosas. Queremos os 50, porque seremos experientes o suficiente para ensinar os mais jovens. Queremos os 60, porque teremos a segurança de uma aposentadoria. Sim, sempre queremos o que não somos e a idade que não temos, mas será que um dia vamos ter consciência de viver a nossa idade, as experiências de cada fase, de cada processo?

Hoje me perguntaram o que quero fazer daqui a 10 anos. Neguei a responder, porque fodam - se daqui a dez anos! Agora quero viver meus 22. Sim, acredito que devemos nos planejar e trabalhar para conseguir o que queremos, mas não devemos de jeito nenhum nos tornar escravos dos anos que estão por vir.

As rugas sempre nos perseguirão, mas que venham ao seu tempo natural que aí as receberei com muito orgulho. Aos 22, ainda não as vejo no meu rosto, aos 50, quem sabe?


Sou eu, pensando na vida, como sempre

Meu aniversário gente....