mercoledì, febbraio 27, 2008

Curvas....apenas metáforas!!!

Idéias verdes adormecem furiosamente. É preciso fazer escândalo, é preciso romper. Apenas uma frase dita na minissérie da globo Grandes Amigos, mas quanta polêmica. Sim, tive a brilhante idéia de colocá-la no msn. Estava armada a confusão.
Malditas (benditas) metáforas......................... "Quem não dá valor ao azul do vôo, perde seu poder de pássaro". "É preciso fazer escândalo...é preciso romper". "Um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem". "O vento analfabeto, sopra em todas as línguas". "A vida é só loucura, entre a razão e a procura".........................Metáforas, apenas, metáforas. Mas o que são metáforas???

Não se assustem....Frases do meu msn, são apenas metáforas, são apenas idéias verdes adormecidas furiosamente e sinuosamente. Estou bem!!!

venerdì, febbraio 22, 2008

Voltem para casa!!!

De fato é muito estranho morar com 6 pessoas num mesmo apartamento. Dividi-se quartos, banheiro, geladeira (ou projeto da mesma), corredores, angústias, gargalhadas na madrugada, cigarros apressados, aparelho de barbear (etc e tal e tantos tal). Mas muito mais estranho do que ver essas pessoas transtornadas pelos corredores é não ver ninguém.


Sim, você abre a porta e ninguém tinha deixado ela aberta sem dar a volta na chave. Você liga a luz da sala e ninguém chama pelo seu nome ou pelos demais integrantes a fim de uma discussão banal, ou uma confissão bombástica. Você vai a cozinha e as louças estão no mesmo lugar e limpas (o que é o mais difícil). Você pode comer sua gelatina no pote mesmo com a colher sem se preocupar que outra pessoa já tenha feito isso. Ao entrar no banheiro teu sabonete novo estará intacto, e o rolo de papel higiênico da semana anterior ainda esta pela metade...

Você pode ouvir a música que quiser sem ouvir críticas, ou então zombação sobre tua opção musical, quanto menos a sexual. Ao mesmo tempo, as portas dos quartos continuam fechadas, os quartos gelados, sem gritos, sem brigas, sem gargalhadas, sem palavras...O meu quarto, eu, o pc, a máquina, mais ninguém, aliás nenhum ser humano... Por isso eu, a dama de vermelho, os Horlas, e mais uma vez eu... É estranho!!! É Vazio!!!

giovedì, febbraio 21, 2008

Momentos humenos verdadeiros!!!


No meu outro blog (http://www.cameranamao.blogspot.com/) falava sobre o ato de fotografar sombras ao final da tarde. Nossa que prazer indescrítivel, que prazer sem preço. Afinal, há tempo que não saia da redação antes antes das 20hs. Há tempos, que não via o final de tarde...e há quanto tempo não saia com os amigos para tomar uma cerveja.



E foi ali na sacada, com pouca grana mesmo, que nos revemos, que rimos, que nos admiramos, que planejamos o que fazer no futuro, enfim que dividíamos mais uma vez a espuma da cerveja.

E isso não é poesia, nem mesmo fotografia, isso é momento humanos verdadeiros. E quem tem isso, não precisa de um diploma....Mas que venha, então o canudo!!!

Obrigado, queridos amigos pela parceria, pela compreensão, pelas incompreensões, pelas gargalhadas no final da tarde, pela contemplação das alucinações, e especialmente pela presença sem pose, sem pretexto, sem falsidade em cada uma das minhas fotos....

E a exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES, continua rolando na CESMA, até 01 de março!!!

lunedì, febbraio 18, 2008

Acima da lei, acima da ordem...Amar


Dedilho a minha solidão...Aquele vazio que incomoda, que me deixa desconfortável na cadeira. Preciso de ar, ando pela rua...Tonta...cada vez mais tonta...querendo perder os sentidos.
Queria sim perder os sentidos, naquela morte lenta e imprecisa...
Mas ando mais pela rua, tento buscar o imenso vazio que me incomoda...
Hora de chorar...mas as pálpebras pesam, tudo pesa e nada mais há de pesar, nada mais hei de chorar, pois teria chorado todas as lágrimas fúteis que minhas entranhas ainda possuíam...
Hora de partir, mais um pouco então andar....
Me canso, pois, de chorar...
Eu só queria, quero amar!!!

Isso é tão difícil de entender!!!

venerdì, febbraio 15, 2008

Incontrolável vontade de descrever o nada...



Vago...Sentada...sinto passos...Passos...mais passos...apenas passos
Mais um pouco de reticências...
Sentada continua tudo muito vago...
Mãos...apertadas...e os passos...
Devagar...passageiros...
Ouço...sinto...mastigo...aperto os lábios
Na porta os passos...
Vago...sentada...conto os passos...
Não vejo...não condeno...são passos
Rabiscados...encarnados de descárnio
são os passos...poeticamente soantes na madrugada
passos...passas...
Passam os passos.
Passam os lábios.
Passam as mãos carnosas...
Passos...apenas passos na madrugada fria...
apenas passos no calor das retinas...
passos...e passa quem sabe o vazio das palavras...

E minha exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES continua rolando na CESMA até 01 de março...

martedì, febbraio 12, 2008

Apenas alucinações...demais ignorado!!!


Teria me tirado do sério pelas palavras bruscas com que veste meu semblante. Teria me desesperado pela ousadia vergonhosa com que se dirige às minhas entranhas. Teria penetrado fundo nos teus olhos furiosos pela desumanidade com que me tratas. Teria cuspido catarro fétido nas tuas mãos pelo jeito com que vês o mundo.

Mas me encanto com a vida. Me envolvo com as minuciosidades e por isso me sinto alucinada, por isso nada disso faz mais sentido, nem para você, nem para mim:


Luz...Traços...Sombras...Vazios...Desgostos...O mágico fantástico: o que é, e o que pode ser... Tudo isso na minha exposição fotográfica ALUCINAÇÕES que está rolando na CESMA até 01 de março.

mercoledì, febbraio 06, 2008

Te digo minha pequena...Quero sonhar!!!




Perguntou-me pequena
O que me diz ao fim da tarde
Te digo minha pequena
Partirei antes que acabe

Perguntou-me pequena
O que faço dos meus dias
Te digo minha pequena
Esqueço apenas as entrelinhas

Perguntou-me pequena
o que fizeram com meu olhar
Te digo minha pequena
Enfim, me proíbem de sonhar

venerdì, febbraio 01, 2008

Esquizofrênia...Alucinações!!!


Ontem me chamaram de esquizofrênica. Hoje tive a certeza de que sou.
As alucinações retornam:
Exposição Fotográfica Alucinações de Francieli Rebelatto
Na CESMA - a partir de 12 de fevereiro...

martedì, gennaio 29, 2008

Deixa os traços abusados no final da tarde!!!



Ele abusava. Aliás, ele sempre consegue abusar. No calor, na intensidade, na vontade de estar soberado diante dos nossos olhos. E no domingo ele abusou descontroladamente. Gozou na minha cara, e depois sumiu assim, como se fosse apenas uma transa casual.
Que nada, o espero mais uma vez amanhã... Ficam, então os traços do seu abuso...Eita solzão, mas que desaforo diante de mim...Pode abusar que eu ei de te esperar todas as manhãs...

venerdì, gennaio 25, 2008

20 minutos..Uma monografia...E daí???




É engraçado mesmo...há dias que monstros rondam minha cama. Meus sonos tem sido curtos, e minhas angústias tem sido muitas. É aquele velho hábito que temos de sofrer por antecipação. Bom, eu ao menos sou assim.


Seriam 15 minutos de apresentação do trabalho monográfico. "Todo" este tempo para resumir 4 anos de faculdade. Que sentido há nisso, não é mesmo? Para mim, não tinha mais muito. Sonhei que a banca, me desbancava, depois que eu desbancava a banca. Mas, confesso que sou um ser privilegiado, e boas idéias e ousadia nunca me faltaram.


Sou uma jovem sonhadora, em que o mundo é o limite, se é que há limites para isso. Mas sou sofredora, por antecipação especialmente. Sofri. Apresentei em 20 minutos e ouvi a banca. Por sinal nunca fiz uma escolha tão acertada na minha vida. 3 doutores e eu (cercada, felizmente de amigos, colegas, "críticos", irmão e meu amor), críticas tão pertinentes, colocações tão emocionantes, que ficamos empatados.


Eu sabia que meu trabalho não estava tão bom assim. Havia muitos vazios teóricos, e até mesmo analíticos. Mas existia uma grande idéia, uma ousadia, um confrontação com a realidade. Eu assumiu o meu fazer, os meus erros. Enfim, fiquei com 9, minha banca durou uma hora, e agora sou praticamente jornalista, na verdade, fotojornalista. O que mudou na minha vida? Sei lá, sei que agora 2008 está começando, e vai ser um grande ano, certamente.


Obrigado por permanecerem aqui mesmo com as angústias e falta de criatividade deste blog durante este processo monográfico. Agora estou pensando em novos rumos para este espaço, me acompanhem. É hora de ter novos vôos, e apostem eu vou voar...

giovedì, gennaio 24, 2008

Marcas...apenas marcas!!!

Ligeiras horas
das marcas incomplestas
Ligeiros traços
dos brancos que deixaste
Ligeiras horas
que continua a te esperar.

lunedì, gennaio 21, 2008

Sorriso nos lábios de um palhaço triste!!!


Um ser ambíguo. Um ser imprevisível. Um ser inconstante. Um ser em constante mutação. Sofro pela minha própria ambiguidade. Sofro por pensar demais no mundo. É caro, amigo, cá também estou a pensar sobre ele. penso nos emaranhados perversos das noites que não se findaram. Penso nas manhãs imprevisíveis das roupas descoladas. Ás vezes, apenas penso, e então eu choro.

E como chorei ontem durante a tarde, de manhã também e a noite lágrimas e soluços compulsivos. Sou um seu em constante dramaticidade em relação à vida. Menos, menos em alguns âmbitos, claro. Também não sei o que quero dizer com esta postagem. Aliás, não sei o que dizer à muito tempo. Então, não digo nada, e escrevo confusamente. Escrevo por que me sinto alucinada e assim não o fizer enlouqueceria ainda mais.

martedì, gennaio 15, 2008

Um Sherek Gigante!!!


Uma tendinite. Uma olheira funda. Um profunda confusão. Inúmeras sombras. Mais correções na monografia.
Queria virar hippie. Queria também um violão. Queria ter todos os olhos verdes do mundo. Quero apenas os teus. Queria também um Sherek Gigante que rolasse na cama. Queria ainda uma bicicleta para sentir o vento quente batendo na cara. Queria cortar os cabelos. Assistir mais filmes de animação, queria fazer uns 3 filmes também. Queria escrever um livro sobre as alucinações. E queria ser ainda mais alucinada. Mas faço monografia, e por isso não faço mais nada.

lunedì, gennaio 14, 2008

Desconecto as loucuras mais incovenientes...


desconexões desconectas
desconectivamente a vida conectada
Dia lúcido de plenas locuras sórdidas
o sentir, não sentir
o odiar amando desesperadamente tua mão
dia translúcido falta do teu olhar
desconexões
desconectada da vida
desconectada da verdade...
Vista loucura pendular.

venerdì, gennaio 11, 2008

Errar é demasiado humano...

Humana demasiada humana
cansada demasiada cansada
final de tarde demasiado final de tarde
teus olhos verdes demasiado engano
teus atos demasiados frustantes
tua vida demasiado absurdo

Eu? Humana demasiada humana
Errar e que demasiado erro
quem sabe, então, o final de tarde
demasiado pôr-do-sol....

lunedì, gennaio 07, 2008

Frestas...estômago - muito, demasiado Humano...


A sensação de perda, de afastamento. Fazia tempos, que não sentia tais sensações. Quem sabe por que o poeta sempre teve controle sobre suas palavras, sobre suas entrelinhas. Mas ontem enquanto lia Nietzche no seu livre Humano, demasiado humano, me deu aquela sensação já descrita pelo autor "...um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem, de exílio, afastamento, esfriamento, enregelamento, sobriedade, um ódio ao amor". Uma vontade incontrolável de entrar nas frestas, como aquela que tinha sentido horas antes ao fotografar as rachaduras que marcaram a estética do prédio em frente.

Entrei nas frestas, e meu estômago ínfimo se retorceu compulsivamente, e continua assim neste momento, aquela estranha sensação de vulnerabilidade, aquela estranha sensação de medo. Medo de perder, medo de não mais ter, medo de querer não mais ser, ou então de ser...Medo do medo...Putz! Que sensação angustiante, entro mais uma vez mas frestas, naquela vontade de penetrar no escombro mais perverso da minha alma. Quem sabe sofro, quem sabe volto a poetizar.

Sabe aquela vontade de correr, de ter nos braços, de amar, de chorar baixinho, de querer ter mais perto, de ser intenso, de olhar nos olhos, aquela angústia mais uma vez de perder...E o poeta não queria perder, mas ele é apenas um velho moralista, apanhador de pássaros, e eu continuo com o estômago embrulhado, não quero te perder....Humano, demasiado humano, é isso que somos....meros, hipócritas humanos

mercoledì, gennaio 02, 2008

Horas....passam...devagar...

tristes horas
passam entre os dedos de seda
tristes horas
arranham entre gargantas sedentas
tristes horas
martirizam os devaneios tortuosos
tristes horas
queimam jeitos involuntários de ser
tristes horas
pesam nos braços calejados
tristes horas
repousam neste dia longo, longo
e triste...
mas são apenas tristes horas...já passando...

venerdì, dicembre 28, 2007

Para não deizer que não falei do fim..do recomeço...

RETROSPECTIVA, UMA PALAVRA UM TANTO TEMEROSA, afinal o ano acabou mais uma vez...E o que dizer sobre ele, o que dizer sobre os sorrisos, sobre as lágrimas, sobre as mudanças, sobre as pessoas que entraram em nossa vida (tantas), sobre as que saíram da nossa vida (sabe, que nem me dou conta da falta de algumas, enquanto outras quanta falta trago aqui comigo), sobre nossas falhas (tantas), sobre nossos fracassos (alguns), sobre nossas conquistas (sempre muitas)...sobre as estrelas, as constelações, os eclipses solares, as alucinações (e que ano alucinado).

Ser um ser em constante perturbação não é nada fácil. Choramos demais nos erros, choramos mais ainda nos acertos. Comemoramos pelos inimigos e amamos sem limites os amigos. Conversamos longas horas sem sentido, e por minúsculas vezes nos calamos silenciosamente, só ouvindo as abóbodas cerúleas dos pneus do príncipe encantado que parte. Deliramos por horas a fio tentando entender a vida, e então sobre a mais lúcida consciência só com um toque resolvemos todos os problemas.

Somos seres contraditórios: clamamos aos mil ventos que somos os melhores amigos, e fugimos no momento que o melhor amigo precisava de ti. São os pesos da vida. Em alguns momentos pesamos, em outros continuamos a gritar falsamente aos milhares de ventos que inventamos. A sei lá, dia de vento norte, não to legal!!

Somos seres ambíguos: não gostamos de frutas, mas gostamos de limão (na caipirinha, claro). Acreditamos que a matemática rege todo o universo, mas não conseguimos calcular a subjetividade. 2+2 = 4, sim isso é exato. Mas o que me leva a soma-los, quem poderá dizer, creio que nem mesmo a matemática.

Somos seres alucinados: Em dia solitários saímos para dançar salsa com a solidão. Em dias conturbados saímos para tomar trago com os falsos calados da madrugada. Sei lá, somos seres imperfeitos, ou perfeitos demais para tantas alucinações nos privamos dos maus constumes, mas costumamos fazer tudo errado. Mas o que seria o errado para um ser alucinado.

Olho para a janela do meu quarto, vejo fios do poste de luz ao lado, vejo um bafo escaldante da enconsta de geleira que derrete. Vejo mulatos carregando latas e vejo Neruda explicando metáforas. E o que é uma metáfora mesmo: O ano - uma onda que bate na areia. Vem – vai. Estás ouvindo? É hora de partir, é hora de admitir que somos alucinados, e que mais um ano hipócrita passou diante de nossos olhos de argila que não vêem nada, que não sentem nada, que apenas vivem, vegetam, fedem, se contradizem.

mercoledì, dicembre 26, 2007

Um dedo---um ato--- ligar


Ligar...
Um dedo
um ato
um pensar
Ligar
apenas ligar
uma inspiração
uma mão
mais um ato
Ligar
pi...pi...pi...
desligado
ao final!!

venerdì, dicembre 21, 2007

Natal alucinado---Fugindo do mundo!!!

Mais uma vez é um sentimento estranho se dar conta que já estamos no natal. Músicas natalinas, compras natalinas, amigos-secretos, árvore de natal, luzes nos prédios, nas casas, nos muros. E assim continuamente todos os anos: o natal, o ano-novo. E assim mais uma vez: o natal, o ano-novo. E assim... enfim, enfim, visto que todo ano é o mesmo ritual, passaria horas aqui descrevendo que a cada ano é assim: natal, depois ano-novo.

Mas é nesses momentos mecânicos e contínuos da vida que gosto de lembrar de poesias que fizeram parte de minha agenda durante mais um ano. E tem uma de Mário Quintana que não tem saído das minhas entrelinhas - A verdadeira arte de viajar:

"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"


Acho que é isso que queria dizer neste natal, neste ano-novo...Saiam de casa fugindo dela, buscando tudo que está diante de nós, o improvável, as possibilidades, as infinidades dela. Mas não esqueçam nunca de dirigir com Responsabilidade. Pois VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO: Isso tem que ter fim....


Quanto a foto? A sim, cada novo dia também é um novo dia de construir..Não é mesmo, heheheh...sei lá, to viajando neste natal, literalmente e surrealmente...As alucinações retornam...constantemente...

martedì, dicembre 18, 2007

Ausência...De mim!!!


respingos frescos
das auréolas frias
finas camadas de porvir
lá vem ela
nebulosa, fria e leve
perturbadora fresta antes de ir

Caminhos tortuosos
dos sonhos desavenços
finos passos destemidos
lá vem ele
nebuloso, frio e leve
perturbado medo comprimido

presença cálida
de toques incertos
sem fim...sem ti
sem mim...

giovedì, dicembre 13, 2007

Desassossegos!!!

Foto: Francieli Rebelatto

"Não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego", pois é, seria uma frase muito conformista já que o desassossego tem sido muito constante. Desassossegada sempre fui, isto é um fato. Desassossegada com a vida, com as poucas palavras, com as muitas também...Sempre desassossegada com os planos e com a falta deles...Com a ausência, e com a constante permanência. Sou desassossegada com a mudança, ai, mas a rotina como me deixa desconfortável.

Mas um dia o corpo pede fim do desassossego e de suas delícias. Será que isso seria possível? Não sei, não sei...O fato de escrever tão pouco, de ler quando menos, tem me deixando mais do que desassossegada tem me deixado angustiada...Enfim, tempos de monografia não é nada fácil, mas não seria ela a desculpa de nossos tantos outros conflitos, e depois dela, o que virá??? Prefiro o desassossego de por fim não saber mais...

lunedì, dicembre 10, 2007

Luz, não luz...


o fato de não poetizar me pertuba,
mas a poesia me perturbar muito mais
poetizar por poetizar
não faz sentido
mas também não tem sentido
não poetizar

descasco as rimas
de outrora
e lamento a falta delas no momento
então não poetizo
mas se escrevo
digo
já estou a poetizar

enfim poetizo com a luz
com os passos
com as mãos
muito mais com os poros
por fim
não poetizo mais

martedì, dicembre 04, 2007

Sangrenta saudade de verde

sangrentos dedos
nas costas nuas
sangrentos dias
nas ruas mudas
sangrentos desejos
nas tardes vazias
sangrentos medos
nas antigas melodias
sangrentas palavras ditas
nas memórias destiladas
sangrentas entranhas
nas madrugadas
sangrentas tentativas
nas poesias não mais escritas
sangrenta saudades
no verde poético que foi um dia.

martedì, novembre 27, 2007

Rodoviárias... é hora de partir!!



Gosto de rodoviárias
das "gentes"
das malas
gosto de pensar nos destinos
nos infortúnios
Gosto do cheiro das "gentes"
mulambentas
bem vestidas
quase despidas...
ao menos por mim.
Gosto das malas de rodas
das mochilas
as rasgadas e as bonitas
como a minha...
Gosto de rodoviária
Desço em todas mesmo que a parada seja de 5 minutos
Preciso sentir o cheiro
das outras "gentes"
Mas o motorista, meu amigo, me chama
é hora de partir
para outra rodoviária...

E é por gostar de rodoviárias que volto, que olho, que sou...Aos poucos voltando aos meus duelos poéticos de fim de noite....Mas gosto de rodoviária e isso não há de mudar...

lunedì, novembre 26, 2007

Tempo de outros caminhos!!

Distante...

Caros leitores, volto em breve, agora me dedico a devaneios metafóricos teóricos sobre teoria da imagem, do jornalismo..É tempo de monografia cá neste lado, e é tempo de estar sem tempo...mas poetizar é preciso, viver nem sempre o é...

Mas volto em breve, para contar algumas passagens da minha viagem pela Fronteira...Rodoviária, "gentes", cheiro de novas "gentes", cheiro de desafios, de conflitos....Enfim, cheio de caminho, de um sempre novo caminho...

venerdì, novembre 16, 2007

O dia passa lá fora!!


Tic-tac
passam as horas
também
o tempo

Tic-tac
automaticamente
tic-tac
mecanicamente

Entediamente
assim passam
os dias
tic-tac

automaticamente

lunedì, novembre 12, 2007

Poetizar é preciso, viver nem sempre o é...

Os devaneios, sórdidos e imprecisos, andam em descaso comigo. Não, não quis dizer que deixam de estar comigo, mas enfim eles tem me limitado a ficar só entre as nuances do meu ser perverso e inquieto. Calo-me, mas grito, penso e me contorso ao pensar..Ao agir indistintamente no interior dos meus próprios discursos. Tenho me visto permeada de dúvidas. Mas em algum dia, caros leitores tenho estado longe delas.

Creio que não, são profícuas também as desavenças que trago com a minha forma de encarar a vida, sim, pois ainda vivo, mas tenho pensando demais. E quem disse que os devaneios são os companheiros mais devidos para uma noite de sábado. A primeira sozinha no breu do meu quarto...

Volto a escutar as melodias composicionais que propositalmente me suscitam sentimentos estranhos, quem sabe inverossímeis. Trato-me como poeta e então divago. Ai! Cala-te poeta, apenas respingam nestas linhas refúgios ideológicos de ti mesmo. Meras estratégias discursivas que pretendem emocionar, despertar em vocês caros leitores, por vezes desatentos, certos sentidos abstratos e por que não e certamente dissimulados.

Quer o poeta, nos seus devaneios melancólicos que vocês vivam com ele estes sentimentalismos tolos de uma noite vazia. Sua insociabilidade de hoje o perturba e escrever quem sabe o torna mais humano, mais parte de um mundo que sei lá onde se encontra. Nos cheiros e sabores fétidos da madrugada melindrosa, ou quem sabe no cacarejar de galinhas silvestres.

Tudo é confuso, tudo é malandramente pensado pelo poeta que se restringe em apenas poetizar. Para que viver afinal. Poetizar é preciso, viver nem sempre o é. Besteiras, escárnios insignificante de uma mente catarizante, de uma mente desassossegada. Mas o que quer então poeta com estes perturbados discursos vazios cá comigo neste emaranhado de impossibilidades?


Quem sabe concretizamos juntos os desafetos humanos e sobre-humanos que cercam a incompreensão da alma. Afinal ela está absorta na mais revoltosa realidade, dissimulando seus fracassos, para posteriormente redifinir as entrelinhas da própria/ imprópria vida.

Insisto que se cale poeta. Não percebes que tais palavras já não fazem mais sentido, nem jazem qualquer significados nos meandros ocultos deste labirinto discursivo. Mas que sentido teria, onde nada e tudo são sentidos, pensados, argumentados, falados, escritos, dedilhados?

Não te calas, porém, não me calo também. Duelamos pela essência destas palavras. Duelamos para estar e ficar em nós, em mim, na alma e no corpo, poeta e ser humano. Poetas não seriam humanos? Seriam instâncias enunciativas? Ou seriam apenas refúgios descabidos de uma madrugada como disse posteriormente vazia?

Poetas persistem em meio a perguntas. Pois poetizar é preciso, viver nem sempre o é.
Vivemos poeticamente então está noite, estes pensares, este cheiro longínquo de noite perversa, de noite confessa que já embalou tantos amantes, de meus tantos poetas.


Francieli Rebelatto- 10/11/2007 – Quanto tudo permanece estranhamente perturbador dentro de mim

martedì, novembre 06, 2007

Canso!!


Vazio incansável
Poros inundados do nada
Vísceras salientes do escárnio
Fede a alma
a desgosto

Fede a vida a cansaço...

lunedì, novembre 05, 2007

O poeta finge que não tem nada a ver com o mundo!!!


Dias de nostálgicas aproximações com a vida acadêmica, tem deixado o poeta de férias. Sim, dias de filosofias sobre a comunicação e cultura, esquece-se então das metáforas que enfeitam longos dias parnasianos. Antigos dias. Mas não é Muniz Sodré que fala sobre a metáfora enquanto criadora da consciência.

Exato, caros leitores a consciência se dá apartir das nossas metaforizações, mas então passaríamos pela hedis educativa, pela antropológica do espelho, enquanto moral e viagens metafísicas do que é virtual e real. E poesia então em meio a este turbilhão de teorias incansáveis sobre a comunicação, sobre a midiatização na contemporaneidade?

Não sei, os poetas também tiram férias, as venezianas verdes não constrastam mais com a luz da manhã, ou então o poeta dorme até mais tarde perante as possíveis metáforas, ou apenas foge dela. É de fato... apenas mais um pouco de divagações e mais divagações sem sentido...

mercoledì, ottobre 31, 2007

Pequenos golpes de tristeza!!!

Um novo amigo, que tem reservado algum tempo de sua vida em me ouvir me falou hoje sobre um velho conselho que seu avô teria lhe dito: de que devemos nos entregar sim, mas não se lançar no abismo. Sim, num primeiro momento concordei, mas depois fiquei pensando: Que sentido teria a vida se não conhecermos o abismo, que sentido teria a vida se não nos arriscamos.
Também, confesso que às Vezes cansa essa audácia contínua de entrega total na vida...mas enfim a vida, é assim feita de pequenos golpes de solidão, pequenos golpes de felicidade, pequenos golpes de paixão, pequenos golpes de intensidade..Eu vivi, vivo, viverei todos, e sei que sofrerei por fim mais uma vez em todos.

martedì, ottobre 30, 2007

Caminho...


caminho...
lenta cegueira de desfaz
caminho...
angustiante passado se dilata
caminho...
luz
apenas luz
rapidamente nos invade

venerdì, ottobre 26, 2007

2 anos, inúmeros e inexplicáveis motivos



Sim, caros amigos, este blog Uma lenda perdida, enfim completa 2 anos (27 de novembro). Os motivos que me levaram a criá-lo acho que expliquei no aniversário de primeiro ano. Na época tanta coisa era diferente, eu era diferente, os objetivos destas entrelinhas eram diferentes.

A gente muda não é mesmo, a gente envelhece, a gente amadurece, namora, desnamora, se apaixona, não se apaixona mais, erra, e erra mais ainda, sofre e quanto sofrer...Ri também, muito, exageradamente nos fins de tardes, que agora já são mais calados ao menos de sorrisos...E assim passamos, nós, eu e a Fênix. Eu e a Satania. Ladrilhamos pelos meandros de poesias vazias, de pensamentos perturbados, de alegrias incontidas.

Vivemos apaixonadamente, erradamente, e por fim vivemos intensamente toda essa história, toda essa absurda história. Nos divertimos com nossa forma de ver o mundo, mergulhamos de cabeça nas atitudes, nas novas essências e admiramos as incógnitas. Sobre as mais perenes apenas dedilho breves considerções. Sobre as incógnitas mais profundas carrego de verdade, de vida minhas poesias. Ás vezes são tão fecundas que mantém Satania e também eu por longo tempo andando sobre versos incertos, sobre dramáticas horas de diálogo com o eu poético, com o ente invisível e poético do mundo.

Sofremos, em meio a tudo isso de alucinações, de vontades, de desejos estranhos...Sofremos com a incompreensão, com a injustiça, com o próprio julgamento. E em meio a isso, ainda encontramos - eu e satania - felicidade, paixão por este mundo, pela realidade absurda do mundo, pelo brilho no olhar das pessoas, e por nosso próprio brilho no olhar.

O que eu quero hoje com esse blog? Não sei! Mas, também penso que não deve existir explicações para tudo, quanto menos para qualquer coisa na minha vida, afinal sofro com alucinações, sofro comigo mesmo...Sou poeta e nada mais....Sou um ser humano, desumano, mundano e nada mais!!
Parabéns para todos vocês leitores que tem mantido este blog por tanto tempo.

mercoledì, ottobre 24, 2007

Descompasso!!!



Volto a poetizar
de passos
descompassados...


leve
tão leve
pesados porém
são teus passos
por detrás de mim

mas são passos
apenas descompassados
e não quero mais poetizar sobre isso...

Foda-se o poeta
que não sei se ainda
existe em mim...

lunedì, ottobre 22, 2007

Permitam-se...Há sempre outras portas em meio ao invisível!!


Do nada, de repente...De uma forma inesperada...Encontramos bruscamente motivos para dar a volta por cima, de sorrir com mais intensidade, De viver e ver com mais brilho no olhar as novas possibilidades. Romântico, não é mesmo? Sim, um belo começo para tal texto, mas o que quero dizer com isso nada mais é do que alertar à todos os seres humanos e os não humanos, também os selvagens que não deixem de olhar ao seu redor e aproveitar cada momento, cada situação, cada dia, cada sorriso, cada vontade incontrolada no meio da madrugada.
Quem sabe nestes súbitos desejos psicofísicos, mentais e sobrenaturais estão guardadas as experiências inevitavelmente belas, inevitavelmente felizes...
Sinto-me feliz, por que depois de 2 milhões de anos, me permiti viver intensamente uma louca, absurda e sobre-humana história com um homem primata. E fui domesticada!!

mercoledì, ottobre 17, 2007

Mais uma vez a dualidade, e não há de cessar!!!



Dualidade
Nervosos traços
da madrugada


Dualidade
Condensados sentimentos
da manhã


Dualidade
Vivenciados ritmos
da tarde


Dualidade
Amarrotados olhares
do fim da tarde


Dualidade
Impacientes respingos de luz
do começo da noite


Dualidade
das mãos dilaceradas
por mais um dia
por mais dois dias
e pelos dias
que se vão,
que se multiplicam
que não são mais nada!!!

venerdì, ottobre 12, 2007

Estranhamente incomodada com minhas própria vontades!!



Inconsciente
incômodo me dilacera
nas veias nervosas
na essência das minha vontades
perversas

Crio meus monstros
crio também minhas fadas
crio meus santos
crio também as crenças em nada

Vivo paralelamente
o mundo fantástico
e me incomodo
com o inexistente, existente
mas não fui eu que o criei???

Confundo-me então
com minhas próprias criações
E isso não é mais alucinações!!
isso é medo
dos meus desejos, das minhas vontades
das minhas paixões!!


Um desabafo incontido dos meus ossos nervosos, de minhas pupilas angustiadas, da minha essência confusa! Crio, crio, crio, no fundo me torturo!!!

giovedì, ottobre 11, 2007

Desgarradas! Aos olhos do mundo!


Viraria as costas e elas ficaram ali, expostas ao mundo, espostas aos olhares atentos ou desatentos das almas desassossegadas em busca de um olhar a mais, ou quem sabe de nenhum olhar. Afinal o ser humano é tão dúbio, mas minha arte também é dúbia, minhas entranhas são dúbias, enfim me sinto dúbia...AS daria ao mundo, ao mesmo tempo guardaria a sua essência na minha caverna particular. Lá estariam seguras, porém não tanto fecundas. Afinal, elas nasceram para serem vistas, ouvidas, sentidas, para serem contempladas, assim como qualquer bebê que invade o mundo com suas presenças. Mas é difícil deixar nossos filhos se desgarrarem, ganherem rumos próprios, é difícil perceber que eles foram feitos para o mundo, foram feitos para os olhares apreensivos e curiosos da humanidade.

Sinto-me confusa, sinto-me alucinada, e sinto uma estúpida alegria que invade meus ossos. Tenho de deixá-las livres, tenho de deixá-los livres para contemplar e para construir seus próprios sentidos a partir delas...Mas meu ego egoísta sofre, as teria agora no meu colo mais uma vez. Para uma pessoa sensata não é permitido tais alucinações...Foda-se a sensatez, então!!

E para quem não foi ontem no Macondo, a exposição Alucinações continua até o próximo final de semana!!!

martedì, ottobre 09, 2007

Por que uma exposição? Por que Alucinações

Macondo e Mercado das Pulgas apresentam:
Exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES de Francieli Rebelatto
Espetáculo Teatral HORLA de Leonel Henckes
Amanhã - Quarta-feira - 10 de outubro
20 horas

POR QUE FOTOGRAFAR?
Pixels: minúsculos invisíveis permeados de possibilidades. Sim, é assim que vejo a fotografia, um lugar em que ver é ver muito mais. Dedilhar minúcias das essências dos personagens, das paisagens, e quem sabe do nada. Sinto-me cercada de alucinações, de fantasias e de anseios que me fazem ir à busca daquilo que nossos olhos de argila não vêem. Vivo de entrelinhas, vivo de poesia e de uma maneira mágica clico o botão num espaço, num tempo, porém há tantos outros tempos, há tantos outros espaços, um dia estarei em todos: fotograficamente, pois, fotografia e sua subjetividade não é mero instrumento de minha expressão é minha impulsão de vida.

O QUE É A EXPOSIÇÃO ALUCINAÇÕES?

As imagens foram construídas durante todo o ano de 2007, quando de fato encontrei na fotografia meus anseios pessoais e profissionais sendo concretizados. Mas esta exposição diverge do carácter fotojornalístico a que minha formação é condicionada, e é fruto de uma necessidade libertária de usar a foto como suporte para criar minha própria maneira de representar o mundo através da arte.

Esse conjunto de imagens parte de fragmentos da minha realidade particular, que depois de manipuladas, possam ter no interior de seu texto sentidos universais, que cabe ao espectador identificar e tomar posse deles em prol de suas necessidades pessoais. Assim, como a idéia do espetáculo Horla, tento nas imagens ver o mágico-fantástico, elucidando para o espectador sentidos muito além dos aparentemente visível naquela imagem. A escolha das fotos, portanto, se deu num sentido de dialogar com o texto Horla, com suas hesitações e incertezas.

As imagens são em Preto e Branco, pois esse estilo dá mais possibilidade do espectador criar em cima daquela foto, já que não está condicionado a uma cor ali latente, tendo ele que se apropriar de sua maneira daquela arte exposta. São 30 imagens que serão ancoradas por fragmentos do texto Horla, disposta no espaço a fim de levar o público até o espetáculo.

As fotografias no seu conjunto constituem a exposição Alucinações, que parte também dos anseios vivido pelo personagem do espetáculo Horla, e que carrego comigo e como minha forma de ver o mundo, repleto de inseguranças, e de diferentes possibilidades de representar a realidade através de símbolos, através do aparentemente invisível.

lunedì, ottobre 08, 2007

Eles me levaram à ti!!!

Estranho acreditar que trilhos andam, mais difícil acreditar que eles falam, mas em meio a tudo isso só posso chegar a uma conclusão, que eles nos levam à um caminho...E felizmente este caminho é bonito, é quente, é poético. Acho que eles sentem também!!!


Hoje, apenas trilhos, hoje apenas rabiscos pequenos de poesia...

giovedì, ottobre 04, 2007

Aonde é que eu vou?

Foto: Francieli Rebelatto


Confusão...
Os dias correm devagar
Passos me cercam
Horas me levam
E eu espectadora de mim mesmo
Para onde vou?

Teria nos braços conforto
Teria nas rimas refúgio
Nas palavras acalanto
No trabalho dignidade
Para onde vou?

Paira no ar
O desejo incansável
Do desconhecido
Do indevido
Do nada
Confusão e então não sou nada

Para onde vou?
Para onde vais?
Seria, mas não seria mais
O que ser então??

Confusão, quem sabe sejam somente resquícios, de um processo monográfico, de uma vontade incontrolável de refúgio nas entranhas institucionais que por tanto tempo nos manteve assim seguros, certos, devidos, mediados. Mas querem nos expulsar, e quem disse que estamos preparados? Quem disse que um dia estivemos preparados para alguma coisa na vida.

Confusão....Para onde vou???

lunedì, ottobre 01, 2007

Meus olhos se adaptam à luz da tua caverna!!


Dedilhaste com teus suspiros minhas costas nuas
Suspiraste com teu suor minhas entranhas
E suaste com teus poros toda minha alma

Invadiste meus olhos com luz fecunda
Tomaste parte dos meus insanos desejos
Desejaste me entregar tua luz

Adentrei na caverna
E sinto vida no meu corpo,
Sinto vida na minha alma
Estranhamente me sinto feliz!!!

Foto, edição e texto: Fran Rebelatto

martedì, settembre 25, 2007

O primata X A Satania!!!

Satania há anos estava fechada nos meandros de sua busca constante por algo inconcreto, por algo que acreditava ser a única verdade de sua vida (creio que ainda acredite nisso), mas o fato é que um homem primata teria tomado posse dos cheiros.

Via-o há algum tempo trepidar entre as lamúrias de seus olhares complexos. Satania como sempre desejava descobrir por que tanto incomodara sua presença. Mas sabia que o tempo, o traçado das forças sobre-humanas do mundo, se encarregaria de trazê-lo à sua vida, aos seus pedaços de pensamentos insanos.

No começo dedilharam apenas pelas microfibras virtuais que carregam a distância dos olhares repletos de brilho. Ele teria falado de seu mundo da caverna, das sombras e adaptações na escuridão, teria falado dos ritmos, teria feito Satania se sentir especial.

Mais do que isso ele devaneou entre rumores de suas próprias escritas, e Satania entendeu o quanto aquele primata era especial, era a sua razão adormecida por um olhar inebriante que atravessou o atlântico em busca de um novo começo para uma vida eterna sem fronteira.

Satania sempre consegue surpreender, até mesmo, os mais descrentes dos mortais, por que consegue se entregar as linhas poéticas do invisível com tal intensidade que surpreende até mesmo sua instância criadora, no caso, eu mísera poeta que não consegue fugir ao tal olhar do primata, ao olhar do homem das cavernas, aos cheiros, sabores e calores que ficaram na minha cama, que ficaram na nossa essência. Não é mesmo Satania??

sabato, settembre 22, 2007

Assim te mostro meus poros insanos!!!

Os poros insanos
Perturbam a noite silenciosa
Que cadencia ritmos
Desejos de escárnio...

A garganta seca
Perturba a chuva minuciosa
Que desliza cheiros
Desejos dos teus olhos...

As mãos trêmulas
Perturbam palavras sedentas
Que precisam dos gostos
Desejos de tua pele...

Os olhos perspicazes
Perturbam o inexistente
Que sente tua presença
Desejos incontidos do teu sexo...

venerdì, settembre 21, 2007

Teus traços!!! Meus desejos!!!


Voraz a sombra / dos teus traços
desfilam minuciosamente / na penumbra da noite
manhosa/ da noite chorosa....

Voraz tua sombra/ combina/
com o cheiro/ das minhas rugas...

Voraz eu desejo / tua sombra
com gosto de noz noscada
com sabor de perversidade...

Ah, teus traços meninas
São resquícios/
Do que ainda não possuiria.

Do que ainda viria!!

martedì, settembre 18, 2007

Offline...nos meandros de outros tempos!! Offline!!!

Estou offline...
Queria apenas navegar nas minhas canções de ninar antigas e adormecer devagar nestas longas noites que não se findam mais..

Estou offline...
Queria gargalhar insistentemente em frente aos desenhos animados das longas manhãs sem fazer nada e me jogar no colchão da sala sem vontade de dar ares ao mundo.

Estou offline...
Queria cantar nas madrugadas completamente embriagada pelos olhares mansos de corpus dispersos na nossa dança alucinada.

Estou offline...
Queria mergulhar nos ladrilhos coloridos dos jogos ao meio-dia e das conversas descabidas a cada novo toque da trombeta. É hora de almoçar.

Estou offline...
Queria tocar o sino, depois de subir 100 degraus daquela castelo, ou de escalar as tranças loiras de Rapunzel.

Estou offline...
Queria dividir com Branca de Neve seus anões e com os poetas mandamentos vãos sobre o galope soberano do príncipe que avistávamos.

Estou offline...
Queria enxergar sapos nas janelas das madames, ver caramelos gigantes em cima da cama, e roda-gigantes no parque de casa.

Estou offline...
Para a razão...
Debruçada sobre a insanidade
Desejo
Pondero
Desejo mais uma vez
Os contos de fadas
Os desenhos animados
Os castelos mal-assombrados
Os filmes da sessão da tarde

Estou offline...
Para os pensamentos sãos
Quero a virilidade
Das madrugadas
Os pensamentos dos loucos apaixonados
E as loucuras
Dos mestres vulneráveis
A toda sensibilidade

Estou offline...
Para os diplomas
Para as instituições
Para as igrejas
E para a irmandade
Quero as prostitutas
Os plebeus
Os versos abstratos dos poetas
Mortos
As mãos quentes
E os pulsos cortados

Estou offline...
Para a certeza
Para a destreza
Para a academia
Quero...
O incerto
O indevido
Teus maiores perigos
Teu membro viril nas minhas entranhas
Quero gotejar
Quero salivar
Por fim
Quero permanecer offline...

mercoledì, settembre 12, 2007

Saudades da madrugada de sábado!!!


Foto: Francieli Rebelatto

Senti o cheiro macio
da noite
era sábado.
Vesti o passado
e gozei
entranhas da madrugada.
Bonita, leve
ela se despedia
era a madrugada.
Cheirava aroma de saudade
...amanhecia
Era hora partir.
Parti
e meus poros
se contorceram
já...de saudade!!!


uma homenagem a uma incógnita distante e especial da minha vida que por breves, brevíssimos momentos fazem minha vida mellhor por me permitir possuir seus poros insanos de voluptosa vontade de viver!!!

lunedì, settembre 10, 2007

Cadê a chave?


Dúbio...
Tudo muito dúbio
teus passos
meus passos
tua falta...
Dúbio...
Muito escuro
Fechaste o coração
e cá estou a esperar!!!

mercoledì, settembre 05, 2007

O tempo, as palavras e mais uma vez a ausência!!!


Hoje não conseguiria escrever, por que escreveria demais, diria milhares de coisas que estão entaladas na minha garganta que não cabem ao mundo, mas quem sabe a todos que não sabem amar...ou então que amam demais...Então me refugio nas palavras de Maria do Rosário Pedreira para quem sabe esvaziar um pouco de minha essência nervosa, duvidosa, e enfim tantas coisas que não sei mais explicar, que não sei mais entender:

São horas de voltar.Tu já não vens, e a espera
gastou a luz de mais um dia. Agora, quem passar
trará um corpo incerto dentro do nevoeiro,
mas terá outro nome e outro perfume.
Eu volto à casa onde contigo se demorou o verão e arrumo
os livros, escondo as cartas, viro os retratos para a mesa.
Sei que o tempo se magoou de nós,
sei que não voltas,
e ouço dizer que as aves partem sempre assim, subitamente.
Outras virão.
(agora eu falo) e quem disse que eu quero
que outras venham.
Quem disse que quero
que isso passe???
Quem?? Quem???

lunedì, settembre 03, 2007

7,12,15,18,22,30,40,60 e infinitamente mais!!!


23 anos...2+3= 5 anos? 5-2= 3 Dia do meu aniversário...Ta bom, não vou ficar fazendo pegadinha com números, quero mesmo é devanear sobre os anos, sobre a sensação dos anos...Pois vejamos senhores: nos 7 queremos os 12, pois assim já podemos calçar um sapato de salto...Aos 12, queremos os 15, pois teríamos direito a festa de debutantes. Nos 15, queremos 18, pois aí já teríamos responsabilidade sobre nossos atos e por isso mais liberdade. Nos 18 queremos os 22 pois estaríamos na faculdade. Aos 22 queremos os 30, pois aí teríamos maturidade sexual. Aos 30 queremos 0s 40, pois estaríamos em altos cargos. Aos 40 almejames os 60 e aí a aposentadoria. Aos 60 queremos os 7,12,15,18,22,30,40.

E assim estamos sempre insatisfeitos com a nossa idade, com a nossa aparência, com os nossos amores, com os nossos filhos, com o mundo. Isso é bom, é ruim? Bom, diria que pode ser encarado de duas forma: É bom na medida que isso nos impulsiona a estar sempre indo atrás dos nossos sonhos, de melhores dias, de mellhores possibilidades. E se torna muito ruim quando isso nos faz viver em função do que não temos, isso quer dizer, deixamos de aproveitar os presente, as pequenas coisas de cada fase da nossa vida.

Bom, eu que chego hoje aos meus 23 anos diria que viver é dedilhar as minuciosidades da vida com olhar curioso, com a alma disposta a viver cada dia sempre uma nova e intensa aventura. Como disse James Dean: "Ser um bom ator(artista) não é fácil. Ser um homem é ainda mais duro. Eu quero ser os dois antes de chegar ao fim"