venerdì, luglio 25, 2008

No meu dedo e que seja no teu também....

Percebi que ela estava nervosa - no mínimo incomodada com a presença dele ali. E ele estava no meu dedo, em alguns momentos negro, noutros azul - em breves momento verde.

Dizem que ele é capaz de mostrar pela cor como está nosso humor - quanto mais escuro pior está os meandros de nosso dia. Bom, se isso é verdade ou não , não tenho ainda firmeza em responder, mas que o anel do humor tem funcionado direitinho, ah se ele tem.

Ela não resistiu tirou o anel do meu dedo e se aventurou em usar. Ele permenecia azul - indicação de que nosso humor está bom. E ela ainda descrente quanto ao ser real essa história de humor ou não. De repente ela ficou nervosa - por motivos que não precisamos mencionar aqui- e adivinhem o anel foi junto com ela. Negro, negro...

Pô, Susana tem coisas que continuam sendo inexplicáveis para nós...E quantas....eu quero sempre verde- é mais limpo, é mais puro, é mais bonito. E este blog desde o comeõ sabe sua cor, mesmo que as entrelinhas, em muitos momentos seja negra...perturbada cor....

Dias verdes para todos...

giovedì, luglio 24, 2008

Incolores ausências...

Vontade de mastigar flores
AMARELAS
VERDES
INCOLORES
Vontade de mastigar insensatez

lunedì, luglio 21, 2008

De volta para casa....


5 horas de viagem. Olhos inchados. Constante confusão.
A paisagem lá fora é apenas mais uma obsessão.
Todos permanecem encima do muro. Assistem.
E a garota que queria mudar o mundo volta para casa.
E lá, eternamente queria ficar.
Escondida do mundo, agora sem mais procurar os heróis.
Tudo é obsessão na janela do quarto daquele mundo....

martedì, luglio 15, 2008

Tudo se mastiga em mim...


Tudo vai sair pela boca:
estômago, coração, alma, vísceras
Passos me assombram
teus passos sobre mim
mastigam minha subjetividade...

lunedì, luglio 14, 2008

Nem só carne, nem só espírito...

Tinha uma mão sobre minhas costas. Em meu corpo muito suor, tudo estava sendo mais nítido agora, depois que bruscamente arrancaste de mim, aquela dor. Era profunda, se espalhava por toda a espinha, por todas as costelas espaçadas.

Eu gritei nos primeiros instantes, mas também o grito breve foi abafado. Tudo se tornaria complacente, lento, venéreo. Tudo se tornaria apenas respingos de suor. Reconheci no entanto seu rosto. Rugas traçadas do canto dos olhos, o rosto fino mais bem desenhado que já conheci. E até mesmo o cheiro que te impregnava não me era estranho.


E arrancaste toda a dor que trazia ali no alto das minhas perturbações. Tudo era perturbação, tudo era a dor alojada no membro não mais estridente. Tudo agora era apenas suor. O corpo calejado, inclinado de costas para tua face. Mais um grito afinal e tinha me arrancado aquela nervosa, angustiante, fatídica ... dor. Estaria livre, então? ....

OBS.: Nem tudo que escrevo aqui deve ser entendido como referência da minha realidade nua, crua, mas pode ser apenas devaneios e resquícios de minhas perturbações, que muitas vezes ultrapassam a barreira do real, do carnal. E eu Não quero ser carne, eu não quero ser só espírito....Tenho este blog como refúgio para loucuras que passam pela minha cabeça, para sonhos que tenho durante a noite, ou apenas para divagações literárias sem desejo nenhum de impressionar, apenas quero escrever, me entendem?? Então para quê, o tempo todo querer julgar??

venerdì, luglio 11, 2008

Horas crepitam em mim...



Horas...profundas...quentes e silenciosas
O vento ainda geme em mim
quer entrar
passos depois do almoço
e uma calçada mal traçada
e o vento continua soprando em mim
um brasido recomeça a crepitar
ânsia de querer encontrar
no vento..a chama
mas a noite vem para atormentar...
na noite saudade...tristeza
falta de um olhar

giovedì, luglio 10, 2008

Tudo é dor em mim


Nos reunimos no sofá da sala, uns goles de vinho e um desafio...Falar da dor, pois eu estava em dor, quem sabe eles também estivessem... Mas não a dor em sim, mas a dor em tudo. Por isso:
anaDOR
incentivaDOR
feDOR
conquistaDOR
estivaDOR
avaliaDOR
passaDOR
motivaDOR
aspiraDOR
amaDOR (opa, essa foi mal)
AvassalaDOR
jogaDOR
lenhaDOR
tatuaDOR
manipulaDOR
velejaDOR
sonhaDOR
galanteaDOR
arrebataDOR
apontaDOR
condicionaDOR
enfim, tudo é dor em mim, tudo é dor no mundo...
e tem também amor, opa, opa, essa é do grupo do locutor
E você também conhece DOR????

martedì, luglio 08, 2008

O vinho, o livro, o verbo intransitivo....

O vinho de leve traz um torpor inquietante aos poros. Livros, poesias, correntes no calcanhar das músicas do Zé. Saudades chegam devagar com o cheiro do vinho que entorpece. Sem confetes, sem carnaval, sem biografias....e ouço o som que me ensinaste um dia a apreciar. Majestosamente o vinho reflete as horas que de badalada em badalafa escoam em mim, nas entranhas machucadas, nas pálpebras dos olhos úmidos, porém tão vazios nesta noite. Noite doentia, de vontade desesperada de escrever, os devaneios banham a incompreesão de um humano atônito..

Contemplo os instantes, de gole em gole, de sangue em sangue....Um vale profundo, uma beira de mar, a água vem - vai. Os meus pensamentos deixam o mundo dos vivos, se alastram por luz frígida na qual vomito saudade. A ferida caleja no minúsculo músculo da face, na carne viva da alma em chamas. Mas, é o vinho este mundado, é o seu reflexo nas rugas de minhas mãos...Tudo assim, tão devagar, tudo assim a latejar....Regojito, vomito, papiros. Torturas e o nervo se contrai, com precisão. E no delírio, meus medos rompem o silêncio, a aflição, as veias, as palavras, a demência. Tudo que é luz, se torna luz, mas é o vinho que me tem em alucinações. Nada mais é pálido e viscoso, tu tens luz, eu tenho reboliço em mim....

E grito para então me calar, diante de ti, da tua imagem, minha imagem. Tua face na saudade ininterrupta de tua ruga, tua marca, teu cheiro. Eram os trovões, todo o céu, todo o vinho e eu queria a fenda, a prece do poeta para um dia nas cordas e lamentos deixar de ser saudade....Cavalgo, deliro...me ensinaste a não te esquecer....Ninguém me compreende quando digo que sou visionário..para o mundo ireis me obrigar a lutar na loucura do mundo...

lunedì, luglio 07, 2008

Turvo e não caminhar mais....


Turvo...Tudo estava turvo. Pernas embaralhadas, mãos suadas, os óculos embassavam pouco a pouco, precisava sentar. Mas o caminho continuava turvo. Adentrei por aquela porta sem ao menos pensar por que meus passos me traziam para aquele lugar, sentei nas fileiras imensas e chorei mais um pouco. A dor era infindável....corria por todas as veias, pelos poros, pelas unhas, pelos objetos ao meu redor...

Olhava cegamente para frente, o som era leve, o escuro era pesado, mas o caminho continuava turvo...Estava cansada de chorar, de caminhar perdida, estava cansada de penar, de amar, e de não pensar mais em mim...
Mas mais uma vez ele me disse: Você tem muita luz para se entregar assim...Coloquei o óculos, ignorei o bipe do celular, continuei no caminho turvo, mas por ora eu precisava continuar...

Certas razões nos levam a insanidade e por isso o caminho é turvo e você não pensa mais em que passo dar, apenas cai no turvo desejo de não caminhar mais....E um homem aprisionado na sua loucura, ninguém pode querer explicar...Sou insana, turva...

giovedì, luglio 03, 2008

Vazios...distantes vazios...

vazio atemporários
inconstantes melancolias vigentes
sede de latejantes gotas cristalizadas
de vinho
Fome compulsiva do anterior...

pensamentos vagarosos
cadeiras indispostas
pés gelados displicentes
batem no chão


No chão, que vai..vai
Bate, bate não
os pés, a falta de atenção....

mercoledì, giugno 25, 2008

Me perguntava uma vez por que seguir os mesmos caminhos
Hoje, já sou capaz de responder:
que no mesmo caminho estou por que ele vale muito a pena....
e por isso vivo poema,
na dor, não cor
no caminho que a cada dia sou capaz
de vê-lo em outras entrelinhas
Palavras calvas, em dias vagos...

martedì, giugno 17, 2008

Vomitando uma manhã....



Vontade visceral de regogitar saliva//doce, amarga, saliva estridente//os olhos amassados //Carnal desejo de vomitar venéreas chamas//quente, secas, sedentas//mãos grossas que me acalma.

Dor exaustiva na garganta estrangulada//deliro minuciosas crateras de confusão//lendo passos afastados, amargos//hora de voltar... vontade visceral de despertar da manhã quieta entre nós// desfazer saudades...

giovedì, giugno 12, 2008

Devorando árvores...pensamento...seguindo a linha...


Há dias tortuosos, assim como há opiniões adversas.

Há caminhos profundos, assim como há idéias escassas

Há pessoas desconfiadas, assim como homens na beira do mar

Há palavras imprevisíveis, assim como decisões mais acertadas

Há noites que me lanço pro mundo

noutros beijo o espaço

Há dias que quero ajudar, assim como há egoísmos latentes ao meu redor.

Há na beira do mar,

em outros tantos dias tortuosos

caminho para se julgar....



Palavras inspiradas em Zé Ramanho que se espalha no meio da noite confusa e também numa decisão que tomei durante o dia, que para mim foi a menos egoísta, a que eu gostaria que fizesse por mim. Mas, o mundo é egoísta e mais dias tortuosos existirão....porém não serei um vão no mundo....

martedì, giugno 10, 2008

Gélido em mim....

Sentia frio na espinha, nos joelhos e também meus pés tirintavam desgostosos com a madrugada. A janela batia, pois o vento irritado insistia em me perseguir.
Longa noite de inverno, as prisões me emudecem e o sorriso ao lado do roupeiro me escraviza. Vigias meu sono que demora a chegar e me depois me leva as profundezas de pesadelos sem nexo. Está frio, meus músculos fracos vegetam na cama desarrumada. É preciso durmir, é preciso sossegar...Fantasmas da madrugada não me deixam a apagar leve, errante, perdido....
É hora de partir, é hora de apagar os resquícios do outro mundo....

sabato, giugno 07, 2008

O que você entende nem sempre é o que eu quis dizer!!!!

Para mim as coisas são assim....natural....Sem encanação, escrevo e posto as coisas aqui sem me importar muito com o que os outros vão pensar, ok. Até por que este blog é um blog pessoal de devaneios e loucuras das minhas madrugadas, manhãs ou tardes sem sentido. Se tenho intenções?
Sim, sempre temos intenções ao fazer qualquer coisa, ao tomar qualquer atitude, ao escrever qualquer palavra. Mas assim, caros leitores nem tudo que eu escrevo por aqui corresponde exatamente com o que vocês vão entender. Somos seres, subjetivos e por isso nem todos vêem este nascer do sol aí da foto do mesmo jeito, com a mesma tonalidade, com a mesma intencidade.

O por que desta postagem? Sei lá, to revoltada...
E assim, às vezes eu só quero escrever, só quero fotografar, só quero devanear, entende, sem estar pensando que isso é para fulano ou ciclano.....Só quero escrever...só isso....

martedì, giugno 03, 2008

4 anos...2 dias...Saudades sem número...Na CEU !!




Está sendo estranho. Confesso. Depois de 4 anos morando na Casa do Estudante - CEU, agora sinto saudades. No começo eram 60 meninas no mesmo quarto, mais de 80 na fila para o mesmo banheiro, Tomar banho, lavar roupas, fazer necessidades. Sem nenhuma privacidade, mas foi breve.

Passei pelo bloco 15. No começo moramos em 3, num quarto para 2, mas o negócio era ser solidário, ninguém ficaria mais na União. Conheci pessoas que hoje fazem mestrado em São Paulo, físicos, engenheiros químicos, agrônomos, engenheiro elétrico, guitarristas, artistas. Almoço no domingo, opa durante a semana janta coletiva, uma briga para lavar a louça, mas todos a disposição para olhar um filme, ou tocar violão. O pai de alguém viria, o churrasco estava marcado. Putz, e como eles eram irmãos. E como eu me sentia protegida, mesmo com pesaço na cabeça quando treinávamos nin-jutsu na calada da noite. O Jairo que o diga, por aquele acontecimento até hoje não sou mais tão normal.

Nos mudamos para o 21. Agora moravámos em duas. O Banheiro continuava coletivo. 3 lugares para o banho, mais 3 para as necessidades. Vizinhos que até hoje ainda merecem filosofias no meio de uma festa. Sim, eles também acreditavam que um homem não pode viver sem "fé e política" - num sentido muito mais amplo que merece estas palavras. Paredes do 21 que muitas coisas viram acontecer, novos vizinhos, novas histórias absurdas, visitas inesperadas, barulhos estranhos e comprometedores na noite escura e perversa. Tristeza no meio da madrugada quebro o quarto e me tranco no banheiro. Nada de anormal no CEU já vi muito mais, inclusive amigos no psiquiátrico, no meio da madrugada alguém mais se entristeceu.


Time de futsal, vôlei e não é que ganhamos até caixa de cerveja por isso. Quantos tragos, algumas boates, algumas domingueiras no Hall, muitos almoços e jantas no RU. Muita cumplicidade. E acesso à internet no laboratório de vários cursos. Mas éramos do bem, caminhávamos calados na noitinha. Camas no alto do teto, medo de cair, mais fazíamos tantas coisas lá em cima, lá embaixo então nem se fala.

Por último o 3119. Mais do que um bloco, mais do que um apartamento. Ali 3 pessoas, depois 4, 5, 6 e até que um dia 07. Volta a 6, depois 5 mas esses podem ser 10. Diversidades de opiniões, apesar de gostos parecidos. Pipocas espalhadas pela casa e brigas com os vizinhos. Ali todo mundo já surtou um dia. Pelo cara que usa teu sabonete no banheiro, pela comida que faltou na geladeira, pela porta que todos sabem abrir. Todos já riram muitos dias, normais ou um pouco alterados. Todos com sonhos, com intensidades, com vontade de viver abruptamente, irresponsavelmente, responsavelmente. Alguns com cara e personalidade de artistas, outros com vontade de o ser, alguns refugiados na comunicação, mas com visão de sociólogos, antropólogos ou afins. Vizinhos estranhos e inertes. Seres estranhos espalhados pelos cantos, Horlas, damas de vermelho, só faltava o vinil.

Muitas vezes sem grana. Domingo no almoço a Tia do 1 real. 5 horas, 6 horas da manhã pegar ônibus voltar para a Universidade. Banho de sol na lage, encima de um dos blocos. Encontro pelos corredores. Convivência, respeito mútuo, diversidade, verdade e sacanagem.


Sinto saudades da Casa do Estudante, mesmo que façam somente dois dias que me mudei. Sinto saudades do vento gelado embaixo da ponte e dos cartazes da vizinhança pelas escadas. Da Diversidade cultural nos churrasco que aconteciam na frente da minha janela: uns ouviam música gaúcha, outros aderiam ao Funk e eu sussura a eterna Elis, enquanto degustava o verde Saramago. Sinto saudade, e me atrevo a dizer que quem não passou, almoçou, conviveu, dançou, morou no CEU não sabe de fato o que é uma universidade.

lunedì, maggio 19, 2008

A noite...esperar...

"Aquela angústia fininha, caro poeta, há dias tem perturbado meus calcanhares. O braço retorcido dói o calo da rotina...vazia..inquieta.
A alma salta de descontorcidos lamentos lancinantes...revive....perturba...15 minutos de insanidades.
As mãos, poeta, que escrevem estas vagacidades, no meio da noite imunda de fantasmas, nem sabe que escreve e se soubesse Carlos Drumond de Andrade creio que nem ligariam...

Apenas esperam por mais noites de vento norte: Sabe aquelas noites que arde a espinha, que fervilha o olhar, que caleja os pés, e que dá vontade de voar....São as noites de vento norte....E o poeta, cá, também costuma esperar"....Ele...eu...e os fantasmas...todos insanos..todos loucos....todos profetas....

venerdì, maggio 16, 2008

Vontade absurdamente insana de enlouquecer....

martedì, maggio 13, 2008

Tremíamos...e a luz apagada...


Tremia tua pernas embaixo da mesa
tremia minha mão ao virar as páginas
Tremia meu colo ao sentir teu cheiro
tremia minhas entranhas...

Tremia a inércia dos olhares
tremia a calamidade dos teus traços
Tremia a absurda saliva salgada
tremia a brisa na janela suavemente apagada....

giovedì, maggio 08, 2008

Doce...vinho...

pés calejados
nos cacos traçados na noite gelada
teríamos bebido vinho
na cozinha
mais ainda no banheiro fétido
mas cacos
sobraram
e me dizes que não volta mais

Garrafas de sangue por fim.

martedì, maggio 06, 2008

Apenas 5 minutos...


Uma longa noite...
horas sem durmir...
duas...três...quatro...
cinco...
uma noite longa
e eu só queria os 5 minutos de uma manhã...

sabato, maggio 03, 2008

Vontade dos discursos descabidos em tardes faceiras...




Nos reunimos para matar saudade dos velhos tempos de janta com a comida da Susana, com o negrinho de sobremesa e para falar dos outros. Ok, mas depois de muito "criticar" os que não estavam presente e o que eles estariam fazendo começamos a falar da gente. Sim, da nossa trajetória e principalmente dos nossos defeitos. 2 meses de formados, 4 anos de colegas, quantas histórias, algumas que nem fazia idéia que ainda existiam nas nossas memórias. Parecia que tínhamos feito cursos diferentes. Comentávamos das aulas e dos discursos exagerados e inflamados, do meu texto de três página horrível, dos meus atrasos nos trabalhos, nos meus exames, das minhas críticas ferrenhas que até fariam colegas chorar...dos meus erros, e quantos deles...Falei deles também, mas virginianos sempre são alvos mais interessantes de se atacar.

Tudo bem, eu permitia. E ela repetiu: a Fran sempre tinha um discurso novo a cada dia (hahaha) os outros concordaram, e meu ego ferido se retirou para lavar a louça. Porém, depois de muita reflexão entre espuma, prato sujo, e toalha gordurosa, voltei a sala e os convenci que neste tempo eu era bem mais feliz, era bem mais audaciosa, bem mais sonhadora e por isso os trilhos tinham bem mais sentido. Agora, acordar, trabalhar, voltar para casa, projetar coisas vagas, durmir, ter pesadelos não tem sido nada divertido, mesmo que hoje segundo a Anaqueli eu seja uma pessoa bem mais centrada...

Foda-se a centralidade das coisas, foda-se a formalidade do mundo, prefiro passar horas no RU filosofando e projetando discursos absurdos mesmo que amanhã o caminho já seja outro...Eles continuam aqui do lado assistindo filme e eu preciso escrever (rrrrrrrrrr, meu texto jornalístico é um lixo).

venerdì, maggio 02, 2008

De folga





















Jeito de fotografar um all star
Folga no feriado...

lunedì, aprile 28, 2008

Alma..


A alma escura...madura
a alma negra - perversa
a alma curta - na curva
a alma na noite fria
a alma na página avessa
a alma que se cala
E o mundo que respira
devagar...a minha face...




giovedì, aprile 17, 2008

A sombra do começo da tarde caminha....

Às vezes há que se caminhar...devagar no começo da tarde
pelas sombras dos prédios vistos todos os dias
Às vezes é preciso caminhar ...lentamente
respirando cada gole de ar
sentindo cada parte do corpo
Às vezes é preciso caminhar sem prestar atenção no trânsito
precebendo que o lado direito do corpo é mais torto que o outro
que o começo da tarde tem sentido
que olhar roupas no brechó da esquina é divertido
Ás vezes é preciso caminhar sem o estômago estar embrulhado
vendo o ônibus passar lotado...
É preciso caminhar...indo para o trabalho
vindo do trabalho...sentindo o cheiro das sombras no começo da tarde...
O mestre sempre disse caminhe todos os dias, por caminhos diferentes...
Pode até ser o mesmo, mas é preciso caminhar com outros passos...Com outras verdades...
E você passa por mim.... e eu apenas caminho....
sem rima...sem poesia...com sinceridade....


giovedì, aprile 10, 2008

No sinal...ops...mais uma hora...


Já tenho falado bastante do tempo neste blog, também da rotina, mais ainda da falta de tempo. Mas, hoje percebi o quanto estou paranóica, quem sabe você também esteja. Almoçava "tranquilamente", quando percebi que não conseguia me desvincilhar de um único pensamento: o tempo, ou melhor às horas.
12:00 almoçar - 12:45 passar em casa durmir até às 13hs - tomar banho - 14:00 ir para o jornal - 14:40 estar no jornal - 15:00 começo a trabalhar (...) sem hora para sair às 21hs; 22hs; 23hs e trabalhei de manhã. Sufocante, enlouquecedor, uma ameaça, o tic-tac, viciante, e assim minha cabeça não para de funcionar, não para de pensar no tempo, na falta dele e no quanto queria uma tarde pra mim, jogar malabares no sinal, e quem sabe ganhar umas moedas....

martedì, aprile 08, 2008

Sem foco...mudança de foco...

Foco? Sem foco
DEsfocado
no manual, no automático...
O foco, o não foco
A penumbra, também a luz
Focamente desfocado
o olhar
o não olhar
a impressão da realidade
a impressão do que se pode crer
do que não se pode viver
O foco? O não foco
Tudo desfocado

Quem sabe mudamos de foco, então
Assim é fotografar, assim também é viver....

lunedì, marzo 31, 2008

Que cor teria a felicidade? Verde?



Há dias tenho pensado na felicidade, ou melhor na falta dela. Não, não busco conceitos exatos, quanto menos entendê-la, mas quem sabe apenas sentidos para justificar sua presença ou falta na minha vida, na tua vida. Afinal quem não se viu em algum momento invadido bruscamente com um sentimento de felicidade descontrolado, ou então, por um sentimento inesperado de infelicidade. Pode se levar horas de um poló a outro, ou também questão de segundos. Eu sou assim, de um segundo à outro...feliz...um segundo mais..infeliz... E vejam que despertada pela curiosidade de ver o que se fala sobre a felicidade encontrei coisas muito interessantes na internet.


Alguns usam a felicidade até mesmo para seus trabalhos cientícos como é o caso da pesquisa "Os Determinantes Empíricos da Felicidade no Brasil" que você pode ver aqui. Como diz a introdução da pesquisa: "Este trabalho examina de forma empírica a questão do papel de variáveis econômicas na determinação do nível de bem-estar dos indivíduos, utilizando a felicidade declarada como uma aproximação do bem-estar individual, a partir dos micro-dados retirados da World Values Survey para cinco paises, enfatizando o caso brasileiro. Os resultados mostram que há uma correlação positiva e significante entre renda e felicidade."


Então felicidade estaria ligada diretamente à renda, à nossa condição social? Aqui tenho minhas dúvidas, mas quantas mais teria. Um hipótese parecida é explicada pelos gregos que ligavam a felicidade ( eudaimonia ) a uma condição concedida por favor divino, e é feliz aquele que desfruta do favor dos daimones, isto é, daqueles poderes divinos que poderiam ser hostís. A felicidade, então seria uma força espiritual distante dos homens, que se torna brinquedo dos deuses. Eles (os deuses) seriam os portadores da verdadeira essência da felicidade. “O bom senso é a principal parte da felicidade, e nós não devemos ser ímpios diante dos deuses..." teria dito Sófocles.

Já para Cristiane Bicca seguidora do espiritismo felicidade "...não é simplesmente a realização de todos os nossos desejos, mas sim, a noção de que podemos nos satisfazer, com nossas reais possibilidades. A felicidade nós a encontraremos na harmonização, no amor verdadeiro, na renúncia e no desprendimento. Nós a encontraremos ainda, dedicando-nos aos que sofrem, procurando amenizar-lhe as dores".


Bom, bom, independente do que cada um pensa, uma coisa é certa - felicidade é vivida, sentida e pensada por cada um de uma forma diferente, dependente de suas necessidades, de cada trajetória, de cada história de vida, de cada referência de mundo - . Para alguns ela nem existe, estaríamos cercados apenas por momentos felizes...Para mim, momentos devem ser eternizados, bem como sensações. Por isso, acredito sim na felicidade, mas sinto muito mais quando ela faz falta, naqueles rápidos segundos de desconforto durante o dia:

quando não se tem um olhar;

quando se ouve uma palavra;

quando se sente somente passos;

quando não se sabe como sonhar;

quando se tem vontade de gritar;

quando as tripas se torcem desconcertadas;

quando a lágrima insiste no canto do olho;

quando sinto que sou humana , muito humana e queria então ser apenas um dos deuses gregos a brincar...

giovedì, marzo 27, 2008

Gritaria verde...preto e mais nada!!


O verde...não deveria ser

se fosse , deveria ser preto...

Nada deveria ser...

e o tudo para mim

deveria ser nada


Mas o tornei tudo

e tudo quando é nada

faz o verde ficar preto

e o preto seria tudo

o tudo escuro

o tudo tenso

o tudo sofrimento....


e eu não queria nada

mas o nada verde

sendo tudo

seria preto

e eu soube sempre da verdade

ou da verdade verde

nunca esperei nada

mas o preto verde do nada

hoje para mim é tudo

e eu então sou mais nada....
e quanto tempo ainda serei o tudo nada?

martedì, marzo 25, 2008

Aqui...ali... Aos olhos do mundo!!!


Mais de dois anos de blog me faz perder a noção de tantas coisas que já escrevi por aqui, e por isso me tem reservado várias surpresas. No começo, quando ainda estava no segundo ano da faculdade queria que o blog fosse um espaço para crônicas e críticas sobre a mídia, o dia-a-dia, e assim foi durante um bom tempo, no finalzinho de 2005 e começo de 2006. Depois acabou se tornando um espaço bem mais pessoal, com poesias, desabafos precipitados e descabidos sobre a vida. Precisava desabafar, precisava escrever mais e mais. E por isso muitas coisas legais que escrevi lá no começo ficaram esquecidas, porém não offline.

Na rede nossos blogs são livros abertos e de livre acesso a quem bem entender e estiver com saco para dar uma viajada pela internet, ou então por pura necessidade como é o caso da nossa profissão. Quantas vezes a internet passa a ser fonte, ou apenas referências para nossos textos, para nossas fotos. E foi assim que ontem uma jornalista me liga para saber se podia usar um antigo texto do meu blog, lá dos meados de 2005..

Bom, no primeiro momento fiquei muito feliz, especialmente por que ele faz parte daquela fase que eu curtia muito criticar o mundo do meu próprio jeito, como uma estudante de jornalismo nos primeiros semestres. Num segundo momento fiquei preocupada já que a colega de profissão era do jornal concorrente, mas enfim se está na rede qualquer um pode usar, não é mesmo, mesmo assim falei com a chefe, que também não viu problema, então mais uma vez fiquei feliz.

No entanto hoje a mesma jornalista me manda um recado dizendo que meu texto não teria sido usado na sua reportagem. Por que?? O seu chefe é total de esquerda. E eu já não sou mais a mesma daqueles tempos, mas também não mudei minhas criticas daquele velho tempo. O texto de que me refiro você pode ler aqui.


O meu outro blog que tem novas referências e visão de mundo você pode curtir por aqui ( e não é que é bacana brincar com os "aquis" dos links). Estamos diante do mundo com nossas palavras e por vezes esquecemos disso. Bah, minha vida é um blog aberto...

mercoledì, marzo 19, 2008

...


Offline...

Online...

Sem assunto...

Sem pretextos

Offline...

Totalmente vaga.

giovedì, marzo 13, 2008

Opa...é hora de partir!!!


Passa da meia-noite. Trem das onze: crônicas na cabeceira da cama. Ele teria me dito: quem sabe lê alguma coisa. Quanto tempo não fazia isso. Quanto tempo não lia mais; crônicas, poesias, contos, Marcelo Canellas. Quanto tempo não sentava mais na cabeceira da cama. Quanto tempo não escrevia mais.

Então de repente sou tomada por uma vontade absurda de viajar, pelos becos escuros da velha Paris, como diria Oswaldo Montenegro, ou apenas pela deliciosa sensação de escrever na madrugada. Escrever por que se esta com vontade, escrever por que se quer dedilhar coisas bonitas, escrever por que se quer viver com intensidade. Nossa, há quanto tempo não me sentia assim.


Tenho passado inerte perante o trem da manhã, o ônibus do meio-dia, o congestionamento no final da tarde. Tenho passado sombria próximo do perfume das meretrizes, dos penteados das colegiais e das coxas das moças faceiras dos romances de botequim. Tenho passado ligeira nos cartazes dos novos filmes no cinema, nas janelas abertas do salão, das plantas recém-regadas. Não tenho viajado, então não tenho escrito, será que tenho vivido?

Mas, eis, que nesta madrugada sou tomada pela frenética e feliz necessidade de escrever, pela incomoda e sincera vontade de viajar. Caros leitores, ela renasceu mais uma vez, caros leitores vos digo que é hora de partir para a mais soberba volúpia das viagens das minhas madrugadas humanas, sarcásticas e fraternas.

Vens comigo? És capaz ainda de me dar uma chance??

mercoledì, marzo 12, 2008

Sem perguntas, por favor!!!


Ontem mesmo peguei o certificado que garante a minha conclusão num curso superior, pois vejam estou formada e com direito a ter canudo, quadro, presentes, enfim tudo de uma formanda em casa. Vocês então me perguntam: O que mudou na tua vida? O que fazer de agora em diante? Calma, calma, caros amigos, caros leitores, nem consegui ainda me acostumar com a idéia de ter um curso superior. Coisa que para mim, há uns 8 anos atrás lá no interior de Charrua era apenas um sonho logínquo. Apenas, uma vaga possibilidade.


Naquela época fazer uma faculdade era o ápice da minha vida. Era a garantia de sucesso, de reconhecimento, de orgulho infinito para meus pais. Ok, a última parte continua valendo, mas hoje os velhos também me perguntam: E agora, o que vai fazer da vida? Já arrumou trabalho? Quanto vai ganhar mesmo? Será que já dá para sustentar tua irmã mais nova que aqui dois anos vem estudar em Santa Maria?


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA... Puta que o pariu posso ter um tempo para assimilar a idéia de que agora já sou jornalista? Mas será que o sou de fato? Será que eu quero ser? Viu só, vocês me perguntam, mas eu preciso das minhas próprias respostas, ok....

Foto: Fran Rebelatto


Não, não isso não é um desabafo, nem estou em crise por estar formada, só quero dizer que minha vida não está tão diferente assim, uso os mesmos all star com calças largas, falo os mesmo palavrões, escrevo as mesmas sentimentalidades. E hoje fiz minha matrícula nas cênicas e olha que nem me sinto velha para isso. Calma, amigos, tudo a seu tempo. E o diploma? Faltam 20 dias para ficar pronto!!!!


OBS.: Na foto Ana Paula...grande amiga, minha cobaia fotográfica, hehe.

lunedì, marzo 10, 2008

Perdão aos hematomas...


Hematomas nos braços
batidas no canto da cama
Hematomas nas pernas
batidas no canto da mesa
entrada do quarto
Hematomas na planta do pé
chute na cadeira no meio do quarto
Hematomas no ombro
mochila com máquina fotográfica
Hematomas embaixo dos olhos
quanto coisa para chorar
Hematomas na garganta
o quanto foi importante gargalhar
Hematomas na alma
...
Perdoa-me...

mercoledì, marzo 05, 2008

Fugiste!! Verdade!!!

Sonhei...Sufocante...incompreensões perdidas no tempo, naquelas dúvidas imprecisas sobre a realidade. Quem sabe apenas sobre meu mundo à parte. Foi apenas um sonho, tão breve quanto a madrugada, tão angustiante quanto a falta.... Sonhei delírios verdadeiros de nós, prefiro acordar, então!!!


venerdì, febbraio 29, 2008

OLhar a mundo e nada mais!!!

Foto: Francieli Rebelatto

Caminho rápido. Boca Seca. Visão conturbada. Suor. Caminho mais rápido. Vejo Vultos. Alguns me cumprimentam, outros me chamam de Fran. Olho...digo oi...Continuo andando freneticamente. Entro no shopping. Pego a escada rolante. Sento na mesa. Olho ao meu redor nervosamente. Pego o bloco. Escrevo. E agora me pergunto: Por que tudo tão rápido? Por que tudo tão frenético?

Quero apenas olhar o mundo....Relaxo os ombros sobre a mesa e "vejo" os ruídos...

mercoledì, febbraio 27, 2008

Curvas....apenas metáforas!!!

Idéias verdes adormecem furiosamente. É preciso fazer escândalo, é preciso romper. Apenas uma frase dita na minissérie da globo Grandes Amigos, mas quanta polêmica. Sim, tive a brilhante idéia de colocá-la no msn. Estava armada a confusão.
Malditas (benditas) metáforas......................... "Quem não dá valor ao azul do vôo, perde seu poder de pássaro". "É preciso fazer escândalo...é preciso romper". "Um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem". "O vento analfabeto, sopra em todas as línguas". "A vida é só loucura, entre a razão e a procura".........................Metáforas, apenas, metáforas. Mas o que são metáforas???

Não se assustem....Frases do meu msn, são apenas metáforas, são apenas idéias verdes adormecidas furiosamente e sinuosamente. Estou bem!!!

venerdì, febbraio 22, 2008

Voltem para casa!!!

De fato é muito estranho morar com 6 pessoas num mesmo apartamento. Dividi-se quartos, banheiro, geladeira (ou projeto da mesma), corredores, angústias, gargalhadas na madrugada, cigarros apressados, aparelho de barbear (etc e tal e tantos tal). Mas muito mais estranho do que ver essas pessoas transtornadas pelos corredores é não ver ninguém.


Sim, você abre a porta e ninguém tinha deixado ela aberta sem dar a volta na chave. Você liga a luz da sala e ninguém chama pelo seu nome ou pelos demais integrantes a fim de uma discussão banal, ou uma confissão bombástica. Você vai a cozinha e as louças estão no mesmo lugar e limpas (o que é o mais difícil). Você pode comer sua gelatina no pote mesmo com a colher sem se preocupar que outra pessoa já tenha feito isso. Ao entrar no banheiro teu sabonete novo estará intacto, e o rolo de papel higiênico da semana anterior ainda esta pela metade...

Você pode ouvir a música que quiser sem ouvir críticas, ou então zombação sobre tua opção musical, quanto menos a sexual. Ao mesmo tempo, as portas dos quartos continuam fechadas, os quartos gelados, sem gritos, sem brigas, sem gargalhadas, sem palavras...O meu quarto, eu, o pc, a máquina, mais ninguém, aliás nenhum ser humano... Por isso eu, a dama de vermelho, os Horlas, e mais uma vez eu... É estranho!!! É Vazio!!!

giovedì, febbraio 21, 2008

Momentos humenos verdadeiros!!!


No meu outro blog (http://www.cameranamao.blogspot.com/) falava sobre o ato de fotografar sombras ao final da tarde. Nossa que prazer indescrítivel, que prazer sem preço. Afinal, há tempo que não saia da redação antes antes das 20hs. Há tempos, que não via o final de tarde...e há quanto tempo não saia com os amigos para tomar uma cerveja.



E foi ali na sacada, com pouca grana mesmo, que nos revemos, que rimos, que nos admiramos, que planejamos o que fazer no futuro, enfim que dividíamos mais uma vez a espuma da cerveja.

E isso não é poesia, nem mesmo fotografia, isso é momento humanos verdadeiros. E quem tem isso, não precisa de um diploma....Mas que venha, então o canudo!!!

Obrigado, queridos amigos pela parceria, pela compreensão, pelas incompreensões, pelas gargalhadas no final da tarde, pela contemplação das alucinações, e especialmente pela presença sem pose, sem pretexto, sem falsidade em cada uma das minhas fotos....

E a exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES, continua rolando na CESMA, até 01 de março!!!

lunedì, febbraio 18, 2008

Acima da lei, acima da ordem...Amar


Dedilho a minha solidão...Aquele vazio que incomoda, que me deixa desconfortável na cadeira. Preciso de ar, ando pela rua...Tonta...cada vez mais tonta...querendo perder os sentidos.
Queria sim perder os sentidos, naquela morte lenta e imprecisa...
Mas ando mais pela rua, tento buscar o imenso vazio que me incomoda...
Hora de chorar...mas as pálpebras pesam, tudo pesa e nada mais há de pesar, nada mais hei de chorar, pois teria chorado todas as lágrimas fúteis que minhas entranhas ainda possuíam...
Hora de partir, mais um pouco então andar....
Me canso, pois, de chorar...
Eu só queria, quero amar!!!

Isso é tão difícil de entender!!!

venerdì, febbraio 15, 2008

Incontrolável vontade de descrever o nada...



Vago...Sentada...sinto passos...Passos...mais passos...apenas passos
Mais um pouco de reticências...
Sentada continua tudo muito vago...
Mãos...apertadas...e os passos...
Devagar...passageiros...
Ouço...sinto...mastigo...aperto os lábios
Na porta os passos...
Vago...sentada...conto os passos...
Não vejo...não condeno...são passos
Rabiscados...encarnados de descárnio
são os passos...poeticamente soantes na madrugada
passos...passas...
Passam os passos.
Passam os lábios.
Passam as mãos carnosas...
Passos...apenas passos na madrugada fria...
apenas passos no calor das retinas...
passos...e passa quem sabe o vazio das palavras...

E minha exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES continua rolando na CESMA até 01 de março...

martedì, febbraio 12, 2008

Apenas alucinações...demais ignorado!!!


Teria me tirado do sério pelas palavras bruscas com que veste meu semblante. Teria me desesperado pela ousadia vergonhosa com que se dirige às minhas entranhas. Teria penetrado fundo nos teus olhos furiosos pela desumanidade com que me tratas. Teria cuspido catarro fétido nas tuas mãos pelo jeito com que vês o mundo.

Mas me encanto com a vida. Me envolvo com as minuciosidades e por isso me sinto alucinada, por isso nada disso faz mais sentido, nem para você, nem para mim:


Luz...Traços...Sombras...Vazios...Desgostos...O mágico fantástico: o que é, e o que pode ser... Tudo isso na minha exposição fotográfica ALUCINAÇÕES que está rolando na CESMA até 01 de março.

mercoledì, febbraio 06, 2008

Te digo minha pequena...Quero sonhar!!!




Perguntou-me pequena
O que me diz ao fim da tarde
Te digo minha pequena
Partirei antes que acabe

Perguntou-me pequena
O que faço dos meus dias
Te digo minha pequena
Esqueço apenas as entrelinhas

Perguntou-me pequena
o que fizeram com meu olhar
Te digo minha pequena
Enfim, me proíbem de sonhar

venerdì, febbraio 01, 2008

Esquizofrênia...Alucinações!!!


Ontem me chamaram de esquizofrênica. Hoje tive a certeza de que sou.
As alucinações retornam:
Exposição Fotográfica Alucinações de Francieli Rebelatto
Na CESMA - a partir de 12 de fevereiro...