domenica, agosto 06, 2006

Aprisionada sob um novo olhar...

É isso! Sem querer, sem razão e com somente uma explicação nos mantemos presos a idéias, situações absurdas. Permanecemos, por que essa situação despertou o sentimento na qual somos desprovidos de seu controle, a paixão.

Num primeiro momento do tudo absurdo, encontramos amarras, histórias e conveniências que nos fazem continuar. Em outros momentos, nem tanto mais primeiros, não encontramos justificativa para insistir numa história inexplicável.


Inevitável, porém lutar contra o que não queremos abandonar. Inevitável tentar fugir dessa prisão, se aprisionados nos sentimos felizes, seguros, apaixonados. Inevitável não olhar nesses olhos que me mantêm assim, aprisionada simplesmente, porém por um outro ângulo. Inevitável, mais uma vez não sentir saudade, não querer te ver, se continuas preso em mim, e eu preso em ti.

giovedì, agosto 03, 2006

Mais um momento qualquer...

Senti o prazer florescente na pele...
Escorrendo das entranhas da minha alma
A pélvis cada vez mais avermelhada...
E o gosto ardente do prazer
entre as minhas pernas...
Sensação perversa de êxtase no quarto.
A porta se fecha devagar...
minhas entranhas também se fecham.
Lascívia, apenas mais um momento de lascívia...
Real, nem tanto porém.

Obras pintadas na parede do CAL.

lunedì, luglio 31, 2006

Ruínas da minha alma? Ou apenas ruínas...

Frestas frias e vazias
Cores quentes e ensolaradas
Ruínas que te devorarias
Da ação quase impensada.


Espaços entreabertos
Raios de sol devagar
Teus olhos encobertos
Da mais breve vontade de te olhar.


Penetras ali, como penetras em mim
Sinto-te vazio, como te sinto aqui
O vento que toca sem estar afim
E desvia na janela logo ali.



Sombras perduram
Do passado que aqui te vi
Marcas que ainda relutam
Quando penso que um dia estive em ti.


Alma irrequieta, sabes que sou
Do meu calmo devagar aconchego
Sempre a te esperar estou
Quando ainda lembro o toque do teu beijo.



Mas, me restam somente as sombras
De uma vida peregrina
E por mais que tu te escondas
Serás sempre apenas minhas ruínas...



Ruínas de uma casa velha de Ivorá na Quarta-Colônia. A quem insista em dizer que são ruínas da minha alma, será? Ta aí uma boa pedida pra quem gosta de por a mochila nas costas e descobrir coisas diferentes, simples e misteriosas.

Uma homenagem pra quem pediu mais um pouco das minhas fotos...Valeu amigos...

Minha vida é um filme e da dela também...

Subimos as escadas conversando, percebi que aquela história era longa o bastante para três andares somente. Adentramos no apartamento e devagar ela contava cada detalhe da façanha daquela tarde, ou melhor, do final de triste daquela tarde. Já sentada no sofá ela continuava a balbuciar os pedaços que restaram de seus sentimentos. Percebo que o frio aumenta e a bateria atrás de si também estava desmontada, porém isso é apenas uma coincidência.

Novelas, filmes, livros, poesias, músicas. Sim, no cinema, na literatura, no teatro, em todas as artes, sem exceção, as histórias de amor sempre são uma “carta na manga” para atingir os espectadores, os apreciadores dessas artes. Mas, por que será que histórias de amor nos fazem parar em frente a uma tela, seja ela de cinema ou de pintura e faz cair lágrimas de nossos olhos?

A resposta não seria tão difícil, não fosse o fato de todas essas artes se basearem na vida real para a inspiração, de assim a transformá-la. Sim, por que nem mesmo a arte contemporânea está livre do repertório da vida real, que dá base para as suas criações. E aí, me ponho a pensar e refletir sobre histórias reais de amor.Podem não ser tão grandiosas e emocionantes como as de uma novela, mas basta ter por personagens seres humanos reais, para nos tocar e nos fazer refletir sobre certas maneiras de encarar situações de amor.

Ali no sofá permanecemos um bom tempo entre lamúrias do acontecido, confesso que no começo até parecia cômico. Impressionava-me como ela falava sem uma lágrima despontar do seu olho. Sim, estava em frente a uma história de amor frustrada. Onde sentimentos bons deram espaço ao egoísmo, a uma relação doentia. Assim, passamos um bom tempo de confidências, nem mais sentia o frio daquela noite gelada, estava apenas compenetrada naquela história que de uma vez linda, agora se tornara absurda.

Uma relação de três anos que por vezes ela acreditava ter sido perfeita, fora destruída em tão pouco tempo com mentiras, brincadeiras de sentimentos alheios, enfim de amor exclusivo a si mesmo, sem cuidar dos interesses do outro. Não demorou muito para que lágrimas despontassem daqueles olhos tristes. Devagar só segurei sua mão, afinal ainda não tenho o poder de interferir em roteiros de histórias reais. Era o máximo que podia fazer a não ser ouvir, segurar sua mão e apenas refletir. Afinal, como o ser humano pode ser tão egoísta a ponto de brincar com os sentimentos do outro sem perceber o mal que pode estar fazendo para a vida alheia, ou então fazendo propositalmente para alimentar seu próprio ego?

Assim, como eu, vocês já viram histórias como essas em novelas, não é mesmo, e na vida real também, mas você já se pôs a pensar quantas vezes fizeste isso, ou quantas vezes não foi cúmplice de histórias como essas na sua vida real? Eu fui e sou por isso parei para pensar. E agora o que dizer?

Nos roteiros de novela, de filmes os finais podem ser bem mais facilmente revertidos e normalmente estes são felizes. Não tenho dúvidas que na nossa vã realidade, também, teremos um final feliz, mas para quê ter que viver com tanta dor, se às vezes tudo depende de uma escolha apenas? Sei também, que assim como o roteirista tem dificuldades pra escolher as melhores cenas, o ser humano sofre a complexidade de uma escolha.

Por que escolhas são complexas, não há dúvidas. As escolhas demandam perdas, demandam espírito de mudança, demanda a coragem de correr riscos. Escolher é um jogo, onde se pode ganhar ou perder. Porém, não se deve parar de jogar (mas que clichê) assim como não se deve parar de criar e muito menos parar de viver e acreditar em histórias de amor.

Não tenham dúvida, que esse texto é um apelo a todos vocês seres humanos, que vivem em frente às telas, que se relacionam, amam e acreditam no outro. Sim, a todos vocês eu peço para que reflitam sobre o que estão fazendo com os sentimentos dos outros, com seus filhos, com seus esposos, com seus amigos, com seus namorados, enfim pensem até que ponto nosso amor próprio não desconsidera o que os outros sentem. Tentaremos ser um pouco melhores. Assim, o olho brilhará mais por lágrimas de felicidade e nossas histórias reais também terão um final feliz.


Eu quero segurar a mão mais vezes, mas não pelo mesmo motivo. Eu quero ter o direito de ver todas às relações com raízes fortes, que não vai ser uma breve tempestade capaz de destruir tudo que já foi plantado. Sim, as coisas podem acabar, mas não preciso acabar da forma mais fatal e cruel, podem simplesmente acabar pelo ritmo natural das necessidades humanas. Não acham? Então, façam a sua parte.

venerdì, luglio 28, 2006

Meu Deus!!! 100 e agora...Parabéns, será??

100, um número que poderia dizer nada a princípio. Agora, quando se trata de 100 postagens já não sei o que dizer mesmo, quanto menos o que pensar ou seria o que escrever? Sim, por que conforme a idade avança mais relapsa fica nossa memória, como diz a Carlinha é o velho, no caso o Alzeimer. Realmente o que escrever quando na verdade se está extasiada de alegria por finalmente perceber que valeu a pena mesmo se arriscar.

Aparentemente, parece fácil ter um blog, no começo a empolgação é total. Muitos textos, poesias, enfim idéias. Mas, com o tempo a rotina do nosso dia-a-dia já não permite mais escrever tanto, a inspiração já não é a mesma. O layout verde se torna enjoativo e a vontade de assim desfazê-lo percorre os dias.

O bom é que essa crise é repentina como todas as outras de nossa vida, aí aos poucos a inspiração volta a fervilhar na mente, o verde ganha um novo sabor e dinamismo com o jogo de novas imagens que se tornam, conforme nosso desejo, em poesia. Assim, mais uma vez a poesia vai rimando, o ritmo das palavras ganha nova vida e então se chega um dia a completar aniversário de 100 postagens.

Umas postagens mais consistentes, outras vagas palavras perdidas num desabafo lamentoso de mais um dia, de mais uma situação. Mas, enfim aos poucos ele vai ganhando vida própria, caracteriza sua própria personalidade e como um ser humano vai amadurecendo temporariamente. Tanto que sobreviveu aos 100.

Aos poucos ele vai se tornando conhecido por umas pessoas que passam continuamente e deixam suas marcas, por outras que esporadicamente o vê, mas que sempre que puder da uma espidinha por trás da cortina. Se sobreviver aos cem não é fácil, mas difícil com essa idade é ter coragem de continuar. Mas, aí me perguntam se vale a pena.


Bom, uma pergunta que não é muito difícil de responder depois que se chega aos 100 e se percebe que ele é bem freqüentado e que as pessoas se identificam com este blog, ou melhor, com suas palavras, ou será que seriam minhas. Por que como disse anteriormente no texto abaixo comunicação é uma busca constante do outro para suprirmos nossas necessidades, através do que ele tem como necessidade. Não sei ao certo se assim o faço, sei que esse blog tem suprido muitas das minhas necessidades. Escrevo, vivo, penso, fotografo, desabafo, critico, enfim vejo nele um belo refúgio para resolver muitas confusões da minha mente e da minha alma. O fato é que se conseguir de alguma forma causar reflexão em vocês que aqui estão lendo já me sinto muito realizada, certamente.

Então, gostaria de convidá-los a participar deste aniversário que por mais que pareça uma idade elevada, essa criança, aliás esse blog está apenas no começo de sua caminhada, diria que ainda está a gatinhar. Independente do tipo de pessoas que seja, quero sentir sua presença por aqui a observar essas:


Palavras vãs
Aprisionam meu corpo sedento
Palavras Perdidas
Acarretam a busca do vento
Palavras sombrias
Cobrem nossa vontade de amar
Palavras rabiscadas
Persistem em testemunhar
Palavras erradas
É o que escrevo quando penso
Somente e sempre no teu olhar
.

Poesia escrita em frente à imensidão do mar de Florianópolis e cabe bem a esta data, creio eu. Beijos amigos e obrigado pela visita.

martedì, luglio 25, 2006

Uma porta, sempre aos meus olhos, nem sempre aos teus...

A dualidade das idéias ou seria o contradizer de opiniões, enfim não se pode responder com exatidão, quando falamos de relações humanas, de diferentes percepções da realidade. Vivemos numa busca constante de persuadir o outro através do que acreditamos, não é mesmo? Mas, como conseguir conquistar o outro, ou então apenas fazer com que esse outro aceite o que dizemos e acreditamos?

Uma resposta muito difícil de se responder, creio eu, se não fosse o fato de que estudo semiótica. Sim, devemos buscar o outro a partir de suas necessidades, até por que se o buscamos é por que já temos alguma necessidade em relação ao outro. Mas, alguém poderia me ensinar a fórmula para saber qual a necessidade do outro, se nem mesmo nossas necessidades temos conhecimento.

Mas, por que me coloco a escrever essas complicações da comunicação, que na verdade são as complicações com que lidamos na nossa vida? Por que, é isso! Lidar com necessidades, com desejo de persuadir e principalmente com pessoas é sempre um desafio, até mesmo para nós que nos dizemos comunicadores.


O fato é amigos, que quando se sentirem com a garganta arranhando, com o coração acelerado e com lágrimas cutucando o fundo do olho, nunca esqueçam que seres humanos têm necessidades diferentes e que isso basta para justificarmos o fato de nem sempre nos entenderem. É pode ser decepcionante, mas, no entanto não vale e pena se contrapor as diferenças, temos que tentar entendê-las por mais que saibamos que um pouco antes atrás da cortina os seres humanos te fizeram acreditar em outra coisa.

Diferentes de muitas das outras vezes me calo. Por que? De repente por que não tenho razão, de repente por que não vale a pena se contrapor a indiferença. De repente por que sou covarde mesmo. Mas, quem não foi um dia?

Uma porta? Aos meus olhos quero que seja e aos teus será que conseguiremos ultrapassar?

mercoledì, luglio 19, 2006

Uma brisa do mar para todos meus amigos...

Assim de leve elas batiam na areia
Iam, voltavam, se sobrepunham.
Claras, negras,
Violentas e bem calmas
Desmancham-se nas pedras
Afundam-se no infinito
Constroem-se com mais força...
E assim mais uma vez voltam...

Essas são as ondas do mar de Floripa
Mas, essas poderiam ser as nossas amizades..


Uma mensagem bem breve para esse dia do amigo, pois como estou em Floripa e estou sem tempo, preciso aproveitar ao máximo, umas das minhas melhores amigas...Feliz dia do amigo e semana que vem tem mais...A foto foi cedida por Anaqueli Rubin que também está curtindo uma praia por aqui...

sabato, luglio 15, 2006

Espiando sobre nós a ambiçào de quem quer muito além...

Como haveria de não falar de seus olhos
Sim! Os meus sãos claros
Mas é aos teus que querem olhar...

Como haveria de não falar de teu cheiro
Sim! O meu cheiro
Mas é o teu que muda minha vida...


Como poderia não falar de tua pele
Sim! A minha é clara
Mas só com a tua pele morena ela se destaca...

Como haveria de Não falar de ti
Sim! Falar de mim
Pois para falar de mim hoje, teria que passar por tua vida, simplesmente...

Como Não temer o vento norte
Sim! Eu temo
Pois sei seu poder...

Eu pedi: e ele me trouxe você
Mas, tão rápido ele te levou
E para mim restaram palavras.
Vento Norte, eu, você e esses mistérios de mais alguns momentos

Mas como todo vento norte, um dia você volta
E como das flores, de leve espero teu cheiro mais uma vez.
Castigo? Sim, mas como não haveria de ser...
Sofro? Mas, como haveria de não sofrer se minha ambição vai além do que a vã racionalidade permite...


Existem um preço pra tudo, não é mesmo? Mas, só não consigo agregar valor a tua presença...Sim, mas que triste ambição, morrerei por esta, eu sei! E vocês flores não me venham questionar, já basta espreitarem de leve sobre mim...

Apenas uma poesia leve, para alguém muito especial, na verdade para todos, e umas fotos bonitas para que todos sintam por uma semana o perfume delas, já que me ausenterei sem postar por essa semana...Mas aguardem amigos, um texto sobre o dia do amigo com certeza vem aí...Me ausentarei, sabem por que??? Heheheh, Floripa que nos aguarde...Abraços...

giovedì, luglio 13, 2006

Ruínas de uma noite de vento Norte...

Meu tênis all star caminhava devagar pelas ruas de Santa Maria, naquela noite quente de vento forte. Minhas calças rasgadas eram resquícios daqueles velhos tempos que a noite de hoje me recordava. Andava sem sentido, só ouvi ele dizer “quero ir pra um lugar que tenha pessoas legais”. Sim, eu também queria, mas não podia, realmente. Prossegui sozinha por essas ruas tortas e meu all estar brigava com os papéis que na rua voavam loucamente.

Os cabelos ficaram desgrenhados e aquele ar quente me dava vontade de carne quente. Sim, acabava de assistir ao filme Garotas do ABC, e aquela mulata tinha me despertado instintos inquietos, estava excitada isso era fato. Mas precisava me conter, mesmo que o que me conteria seria apenas a tua carne, sim a tua forma. Mas enfim, olhei de repente para a lua que permanecia ali exuberante, porém ao seu redor um manto disfarçava um pouco seu brilho inquietante. Não, não era o brilho inquietante, mas sim, sim aquela aura ao seu redor.

Peguei o ônibus pra casa, uma longa viagem de contemplação aquela lua. Subi depressa as escadas intactas do prédio antigo, meu all star mal pisava um degrau, para se contrapor a outro. Meu ritmo havia mudado, queria rapidamente adentrar no meu esconderijo. Mas o corredor continuavam parado fingindo não me ver, as vidraças continuavam quebradas e as portas continuavam lado a lado, díspares. 2146.

Procurei desesperadamente a chave, que entre tantas coisas da minha bolsa se mantinha perdida, quando a encontrei foi o buraco da porta que se tornou difícil, enfim consegui dar duas voltas e entrei. Um ar gelado bateu na minha face oleosa, uma grande diferença entre lá fora e ali dentro me fizeram sentir frio, senti uma grande abandono daquelas paredes úmidas. Percebi que a janela estava fechada há dias. Porém, mais coisas passaram a me inquietar. Sim, de um lado roupas jogadas ao chão, na parede o quadro estava mais torto do que nunca. O roupeiro de portas marrons estava escancarado e os calçados se amontoavam num canto escuro.


Entrei um pouco mais, e livros e revistas permaneciam sobre a escrivaninha indo contra a disciplina das lições, sob as cadeiras casados desarranjados, toalha molhada. As fotos estavam ali jogadas sobre o chão. Não hesitei em pegar a tua foto que desenha perfeitamente as formas de teu rosto, a tua grossa sobrancelha, tua marca sobre a boca, tua pele morena, teu cabelo escuro e teu olhar verde. Parei imediatamente em frente a janela e bem devagar uma lágrima corre do meu rosto e pinga ligeiramente sobre sua foto.


Sim, foi muito breve como tudo aconteceu, mas meu corpo se misturou aquele vento forte, minhas lágrimas jorravam compulsivamente, meus livros foram derrubados com violência no chão, minhas roupas foram chutadas pelo meu all star vermelho e a cama conseguiu ficar pior do que estava. Sentia vontade de carne, sentia vontade daquela carreira branca do passado, sentia vontade daquele cheiro entorpecente que me faria parar, relaxar. Sentia vontade de ti. Sim, é a ruína do meu quarto, ou a ruína daquela noite? Não! Era a ruína da minha alma perdidamente apaixonada. Passou. Sim, mas como doeu. Quem nunca se sentiu assim numa noite de vento norte?

Na foto ruínas de uma casa antiga na Quarta-colônia, dela levo a possibilidade de luz na minha vida, de luz pra mais uma noite...

mercoledì, luglio 05, 2006

Fui conquistada...agora não tem como voltar atrás, só se isso der um filme...

Acabo de “filosofar” com um novo amigo filósofo, chegamos a tristes conclusões de que o excesso de informações nos podam a sensibilidade, de alguns, é claro. Mas eu como uma boa e antiga idealista continuo convencida na potencialidade das idéias e tento a cada nova situação renovar minha esperança naquilo que acredito. E por que haveria de acreditar? Por que sou apaixonada pela vida e por iniciativas que fazem dela mais bela. Mas do que me proponho a falar?

Devagar eles se aproximam, alguns são apaixonados, outros espectadores, apenas. E os outros? Os outros descobrem ali no telão da praça a oportunidade de aguçar a sensibilidade. Parados, temem a descoberta, o olhar permanece fixo na tela. Não sei ao certo se sentem a emoção de ser a primeira vez, ou se já conseguiram deixar-se envolver pela história, de repente até já tenham se identificado com algum personagem. É isso, cinema na praça, cinema no teatro, cinema no cinema. O barulho do projetor é algo inesplicável, não tem como não despertar da alma a emoção por essa arte, diria até mais do que a própria obra.


Dos olhos dela resplandece uma luz, mas ela é apenas uma personagem fictícia, dos olhos da outra resplandece curiosidade e fascinação, mas ela é apenas uma personagem real. Mas essa é a luz: a luz do projetor, a luz dos olhos, a luz do lampião no interior do RS. Essa é a luz do cinema. Essa é a luz do Santa Maria Video e Cinema.

E ele diz “pai vamos lá”. Ele é apenas um menino de 4 anos encantado com a tela e insistindo “pai, isso é cinema”. E eu que não sou mãe, quanto menos pai, sinto que uma lágrima cutuca o fundo do meu olho. Também, vai dizer para quem quer futuramente viver de cinema, é muito bom ouvir que o futuro pensa nele. Pois, “A esperança renova-se, em cada olhar, principalmente no olhar das crianças” Juliano Mendes. www.photografos.com.br/jmendes

Nervosa, Nervosa, diria
Freneticamente pensamentos borbulhantes
Perpassam neles possíveis imagens
E nas imagens já feitas
Sim, uma possível sociedade
Dos ideófagos anônimos ( sei, sei, Rafa)
Quem sabe os novos beat
Mas enfim, a mão corre o papel
A cabeça corre pelo Super 8, pelo 16mm
Atos, estória, intenção
Idéias, imagens, paixão
A máquina de escrever
Mais uma personagem real ou fictícia.
A edição, a conclusão, a percepção
É isso, é isso.
Minhas idéias, teus olhos
Nossos desejos alcançados, cavados, gravados
Em video, 35 mm, digitalizado
Sim, um final perfeito
Para quem? Uma ideófaga, imaginófaga, literófaga, ou idiófaga
Quem sabe, eu, você, e todos nós
Então? In the Oscar goes to… (sera que é assim?)


Homenageados da noite... opa deste post, meus colegas da oficina de Documentário do SMVC, parceiros do mesmo sonho e de muitas idéias. Ao Santa Maria Video e Cinema e seus idealizadores... E enfim a todas as pessoas que me inspiram e outras que me fizeram aporender a gostar de cinema, mesmo que indiretamente, Maurício, Gabriel (www.vinteequatroquadros.blogspot.com ), Pati, Cassol, Jair, Sérgio, Carolina, enfim idealizadores próximos da minha realidade, de uma grandeza sem igual... Película, Super 8, 35 mm...máquina fotográfica... Uma grande idéia, uma máquina na mão e vontade no olhar, Basta??? Tente você mesmo. Na foto Dolores, personagem do Curta Dolores...

venerdì, giugno 30, 2006

Sentir que ainda posso ter o reflexo do teu verde olhar, me deixou mais forte...

Mais uma tarde comum. Correria, computador, script, pesquisa (que não anda), falta de inspiração e pensamento em você. Sim, jurei na noite anterior que esqueceria que passaria. Mera ilusão. Pensava em ti, e isso não mudava, penava por saudade de ti e isso não mudava.

Procurava-te nas várias páginas abertas da internet, queria um sinal, na verdade o evitaria. Na mesa do lado, tudo permanecia parado. Só meu celular que resolveu tocar. Pensei no momento que seria algum banco querendo acordo das dívidas (hehehe), algum colega querendo algum favor, ou sei lá qualquer pessoa. Mas bastou olhar o visor para me dar conta de que era meu pensamento, era seu nome na mais perfeita forma, era você? E agora o que dizer?

Tremi ao atender, queria ter dito oi, afinal bastaria, mas disse alô, por que não sabia como agir. Minhas palavras foram breves, despreparadas, pois bastava te ouvir. Tua voz me parecia estranha, mas estava ali a me tocar, a me invadir. Poderia ter dito coisas bonitas que sempre escrevo, poderia ter perguntado sobre tua vida, poderia ter falado à falta que sinto de ti, mas não. Permaneci, ali, imóvel, só ouvindo, atrapalhada, tremendo, encabulada. Por quê?

Você diz tchau, um beijo, e eu? Queria tanto te dizer, mais, bem mais. Mas e aí o que fazer? Isso é o que ficou: o reflexo de teus olhos verdes na minha mente, o som da tua voz e meu desejo de falar bem mais, muito mais. Mas era só uma linha telefônica, e isso parece bastar, mas infelizmente eu quero mais, infinitamente mais, falar, tocar, ter. Quem sabe assim falaria o quanto... Bah, caiu a ligação...Que droga essa tecnologia, pior essa distância. Por quê?
Na foto, o Monte Grappa, em Ivorá , na quarta colônia, um fim de semana perfeito. Dia 25/o6/06. Só não tão perfeito, por que faltou teus olhos, que são tão perfeitos quanto. Nossa! Voltou o romantismo... salve o ritmo dos versos e a cadência das idéias.

martedì, giugno 27, 2006

Vamos lá...Pra frente Brasil, com cara de Brasil...

Santa Maria estava agitada na manhã de sábado. Estudantes de Artes Cênicas protestavam por mais espaços culturais, mas eu queria apenas a batida perfeita. Do coração, quem sabe, na verdade apenas uma foto que de certa forma remete a lembranças do meu coração (nossa, que profundo). Estava a procura de alguma coisa que caracterizasse bem a torcida do Brasil pela nossa seleção. Depois de mais de uma hora pelas ruas da cidade, nada mais vi do que camisetas e bandeiras verdes e amarelas vestidas em pretos, que me lembrariam Gana, então evitei. Depois vi outras camisetas vestidas em brancos, que me remetiam a italianos e alemães, em fim não serviam. Mas não queria desistir, sabia que alguma canto dessa cidade iria encontrar a imagem perfeita, algo bem diferente e que carregasse sim a verdadeira identidade brasileira.

Continuei minha procura no calçadão da cidade, sem pressa. Caminhava, sentava, batia umas fotos, mas nada me inspirava o suficiente para fazer qualquer homenagem a copa. Até que depois de muito tempo, estava quase desistindo, quando vi uma cena muito perfeita. Sim, duas meninas índias brincavam com uma bola no calçadão, uma de tão pequenina, só rebatia a bola entre gargalhadas, a maior já conseguia agarrar a bola e apresentava Ter muita intimidade com ela.


Não é que minha sorte estava realmente grande, pois além de ser uma bola, era uma bola verde e amarela, com o nome do Brasil, que apesar de na foto estar de cabeça para baixo, assim como o Brasil óbvio, representa como nunca nosso povo. Sim, era de índios que eu precisava para representar nosso povo, e era de um sorriso desses que a lente da câmera queria captar. Sentei-me com elas na rua e então desfrutamos de momentos bem agradáveis entre uma brincadeira e outra.


Bom, mas agora o que tenho para dizer entre o bom e o ruim do futebol é que quero compartilhar com vocês da minha torcida pelo Brasil e desses momentos que presenciei. Pois minha busca pela batida perfeita tem tudo a ver com o nosso povo, índio e bola, quer coisa melhor. Pois é, depois da vitória encima de Gana, depois de um final de semana todo com meu pai, agora me sinto mais segura para torcer pelo Brasil e por nós brasileiros e me sinto mais segura de colocar qualquer foto aqui.


Vamos lá então!!! Pra frente Brasil, salve a seleção!!!

venerdì, giugno 23, 2006

Minhas meninas...uma breve homenagem...

O mundo pararia com...
Sua gargalhada gostosa
Criatividade inusitada
Brincadeiras de criança
Porém, quase mulher...

Sorriso libertador
Sonhadora infindável
Olhar curioso
E o jeitinho mais amável...





Essa é minha menina
Tão radiante quanto as estrelas
Tão profunda quanto a poesia
Não tem como não amá-la ao vê-la...

Apenas mais um ano desponta
Apenas mais uma ano que enfeitas
Enfeitarás ainda muitos jardins

Mas será sempre a minha criança...

Egoísta sou ao querer que seja só minha
Enfim que o mundo a tome nos braços
Pois é minha pequeninha
Que desejo dar um imenso abraço...

Essa é minha homenagem as minhas duas pequenas, minha irmã Tati que está de aniversário hoje...e minha irmã Gracieli que está precisando de umas vibrações positivas para sua vida...Amo vocês e isso basta.

A foto creio que não preciso dizer nada, a não ser sua localização. Ela foi tirada quando estive na Amazônia, durante o Projeto Rondon e através dela lembro com saudade das outras meninas que lá conheci, as meninas ticunas, que me conquistaram e deixam com imensa vontade de voltar...

lunedì, giugno 19, 2006

O que será isso? Apenas uma segunda-feira, quente...

Teu corpo sedento de carne/
tuas mãos sedentas de seios/
tua boca sedenta de escarro/
teu membro sedento de mim

Boca/saliva/cheiro/esperma/gritos/dizeres/me chamas de vadio/puta. Ufa! suor/calafrio/tremo/tremes/assim no vazio.

Grita/Grito/me come/me lambre/me cheira/quer mais. Então larga sobre mim, o branco, contrário de tua pele/o gemido contrário de tua descrição/o olhar satisfeito de tesão.

Ufa! Cansei, cansaste? Pois, foi só impressão...

sabato, giugno 17, 2006

E elas me virão, as metáforas?

Sexta-feira à noite, sim dia, aliás, noite de ir ao DCE, e eu? Mais uma vez me recolho num quarto frio, penso em alguns filmes que posso assistir e aproveito minha solidão para me inspirar. Não entendo, mas ultimamente ando mais romântica do que o normal, segundo amigos, meu jeito “Fran de ser” permite isso, na verdade eu que não me permitia, até então. Escolho assistir O carteiro e o Poeta, por que aí está três coisas que fazem meu olho brilhar ainda mais nessa vida: cinema, literatura e Pablo Neruda, e o comunismo? Não, esse prefiro não comentar.

Não é a primeira vez que assisto ao filme, mas o momento pela qual passo pela minha vida me permite mais uma vez assistí-lo, pois ando muito inspirada e nada como ouvir palavras belas de um mestre, mesmo que na ficção, para tentar encontrar o caminho certo das rimas e das metáforas. Mas o que são metáforas? (Mário Ruopollo) Metáforas são feitas constantemente e creio que aqui não vem ao caso explicar. Só sei que brilha em ti a esmeralda mais perfeita (seus olhos verdes, quem sabe?)

Sei que o filme traz tantas lições de vida que fiquei extasiada como da primeira vez que o assisti, pois vivemos entre a busca do amor e da aceitação, não é mesmo? Bom, mas não é minha intenção me deter nos méritos do amor no filme, mas sim na descoberta da poesia como algo renovador e engrandecedor da personalidade humana (isso, sim foi profundo).

Mas como alguém se torna poeta? (Mário Ruopollo). Tente caminhar pela costa até a baía lentamente e olhar a sua volta (Pablo Neruda) Elas virão até mim, às metáforas? (Mário Ruopollo) Certamente.(Pablo Neruda). Sim, isso que é uma resposta digna de um grande poeta, pois não existe nenhuma fórmula mágica para se tornar um poeta, mas sim existe possibilidade de aos poucos irmos ensinando nossa sensibilidade a se dar conta do que pode se tornar poesia. E certamente tudo pode ser poesia, afinal como diz no filme, “por que um poeta não poderia pensar enquanto descasca cebola?” E convenhamos descascar cebola é algo extremamente inspirador, assim como caminhar lentamente e perceber as coisas ao nosso redor, assim como correr sem sentido para qualquer lugar. Assim como ir ao cinema, assim como deitar numa cama gelada e olhar para o teto vazio.

Nossa! Creio que nunca escrevi tantos absurdos e obviedades, mas é por aí que começamos a deixar nascer nosso poeta, quando duvidamos das obviedades e aproveitamos os absurdos. É como juntar a história do Príncipe encantado, que chega com um cavalo branco, uma caixa de chocolate, e o sapatinho da Cinderela, mas então descobre que vai ter que subir pelas tranças da Rapunzel, pois nada é fácil, nem para um príncipe. E quando chegar até a janela da princesa vê que ela está cercada de 7 anões. De fato parece absurdo, mas a poesia te permite recriar a vida de uma forma absurda sim, porém digna de aplauso e de lágrimas nos olhos.


Estou cansado de ser homem (Pablo Neruda) às vezes também me sinto assim (Mário Ruopollo, Francieli Rebelatto). Como poderia me explicar isso, Grande poeta? Quando você explica a poesia ela se torna banal, melhor do que qualquer explicação é o sentimento que o poeta pode revelar a uma alma suficientemente aberta para entendê-la. (Pablo Neruda). Creio que posso me abster de maiores explicações, ou então de opiniões pessoais, por que aí estão sábias palavras e não merecem que eu as conclua, fiquem a vontade leitores e julgam como quiser, eu achei perfeito. Para suprir minha falta de conclusão, desnecessária é certo, lá vai alguns trechos de poesia...

O mar...ele acaricia, beija, molha
e bate no peito repetindo seu próprio nom
e



Nossa! As palavras iam para frente e para traz com o mar...Esse é o ritmo, como um barco balançando no sentido das palavras ( Mário Ruopollo e sua primeira metáfora.). A riqueza primordial da poesia, despertar no leitor, o ritmo condizente com suas palavras, a sensação condizente com o que o leitor precisa para a sua vida. Pois a poesia não é de quem a escreveu, mais sim de quem a precisa. Não acham? Democrático, sim, porém, extremamente real? Quantas vezes precisamos nos apegar a poesias para entendermos nossa própria vida, ou para termos coragem de continuar nela, ou então mudá-la? Quem nunca precisou que atire a primeira pedra. E quanto atirar perceba que estará sujeito a fazer tua primeira metáfora.

Mas se eu fizer metáforas sem intenção? A intenção não é importante, pois as imagens nascem espontaneamente (Pablo Neruda). Quer dizer que o mundo inteiro é uma metáfora para outra coisa? Certamente. Mas o poeta precisa conhecer seu objeto de inspiração, ou ao menos ter uma noção básica para que na sua mente comece e se formar suposições daquilo que lhe inspira, pois não temos como escrever sobre algo que nosso cérebro não tem em seu repertório (teoria da comunicação/semiótica, enfim).

Enfim, até a mais sublime das idéias pode se tornar boba quando dita muitas vezes, por isso, chega de tentar aglomerar palavras sobre poetas, se na verdade temos é que viver como poetas. Bom, ou ruim? Bom, por que temos a sensibilidade de ver mais facilmente as coisas e de encontrar saídas para resolvermos nossos problemas, mesmo que isso fique no papel. Ruim, por que percebemos demais a dor alheia e por que sofremos demais com nossa própria dor. Mas se você acredita que vale a pena, quando a vida for motivo de poema, então não desista de encontrar o poeta que mora dentro de si, nem que ele nunca venha escrever, mas que ele tenha a sensibilidade de fazer com o mundo seja mais justo e agradável.

Estou cansado de ser homem, Mas por que se até mesmo o mar, acaricia, beija e molha? Poesias e metáforas lhes peço que nunca saiam da minha vida. E agora vou andar lentamente da “costa até a baía” e observar ao meu redor, “da janela do quarto até a sala” e observar ao meu redor, “do chuveiro até o espelho” e observar o poeta que está ali refletido... E se ele ainda não nasceu, então estejamos preparados para o parto.

Yo vine aquí para cantar
y para que cantes conmigo.

Bom, aí vai três dicas para esse final de semana cinzento. Primeiro assitir o filme o Carteiro e o Poeta, uma obra do cinema, para rir, aprender e chorar, é óbvio. Segundo leiam o livro Um chute na rotina, de Von Oech, é bom para nos darmos conta dos papéis que devemos exercer em nossa vida e de que como as coisas parecem menos óbvias do que as julgamos. Terceiro, ler é claro, Pablo Neruda, tanto suas poesias, quanto ler o livro Eu confesso que vivi, que é sua autobigrafia de um dos maiores poetas latino-americanos, famoso por sua militância política em defesa dos movimentos libertários. A obra, é a única em prosa de Neruda.

Quanto a foto, ela foi tirada em Fortaleza, mas a coloquei aí, por que além de ilustrar os versos de Pablo Neruda, ela mostra o céu, a terra e o mar no mesmo tom cinza, cabendo ao poeta que existe dentro de nós desvendar a dimensão que existe entre um e outro.

lunedì, giugno 12, 2006

Dia dos namorados! E mais uma vez o que dizer!

Tinha elaborado um belo texto para aqui postar sobre esse dia, mas não é que não salvei e perdi ele, que droga. Mas, enfim tive preguiça e por isso vou sintetizar em poucas palavras e com uma foto o que desejo para todas as pessoas que amam. Conheci uma nova amiga hoje pelo msn, e depois de algumas breves filosofias ela me fez acreditar que príncipe existe (tá me devendo essa parte da história, heim, Laura?), por isso mudei meu discurso, antes meu texto iria apontar coisas ruins, agora trago só palavras bonitas, por que espero que todos tenham coragem de desabrochar para o amor e se dêem a liberdade de viver grandes histórias. Nem que não tenha cavalo branco, o importante é ter muita paixão...

O fato é que cálculos dizem que somente 20% das pessoas encontram seu par ideal. Não importa se você esteja entre os 20 ou entre os 80%. Se estiver entre os 20 ame, se estiver entre os 80 continue procurando. Pois, o pior de tudo, é quando tu acreditas que encontrou e não pode viver,mas isso não vem ao caso.
Então desabrochem seus corações e se permitam serem felizes...

sabato, giugno 10, 2006

Realmente! Um post desabafo!!


Uma árvore perdida no meio do caminho e quando a única coisa que ela almeja é um céu bonito e uma luz que a guia para encontrar definitivamente um caminho, certo, errado, quem poderá dizer. O fato é que ela deseja desesperadamente ser feliz. Suas raízes estão fracas e seus galhos aos poucos podados, suas folhas. A! essas somente o chão poderá tê-las... Um post desabafo, de quem está angustiada numa tarde de sábado, mas que ao menos seja bonito...



Fotos de um caminho já percorrido...Outro?? Quem sabe? Mas estou presa a este! E por mais que tente não consigo desviar, então será que devo segui-lo, sem medo? Se alguém tiver resposta me dêem uma luz...

giovedì, giugno 08, 2006

Essas noites de vento, é inevitável não escrever uma poesia...

Eu jurei que ia me aguentar, mas é inevitável, disse que ficaria dias sem postar nada para que todos pudessem ler e responder as indagações dos textos abaixo, mas ontem à noite o vento que embalava a noite, me fizeram escrever essa poesia, inspirada num desconhecido, que apreciei por momentos num lugar que a muito tempo não voltava. Me deu saudade, de que?? Não sei, mas poderia ser de tanta coisa...Lá vai o poema então...

Som leve
O toque de suas mãos
deslizavam sobre as cordas
e o violão devagar chorava
notas atrapalhadas
de uma letra mansa...

Tudo me trazia a memória
saudade de um passado remoto
o vento traz lembranças
e no ar o cheiro daquele tempo...

Escuto sua voz
tom e afinação confundem a noite
E eu lembro, escrevo e sinto...

A lua sobre nós somente observa
vai ver também sentes saudade de outras noites
E o céu continua tão infinito quanto antes
só que o antes passa...

Tu permaneces deitado
sobre ti o violão lamenta
E eu vou embora
e com palavras também lamento...

Ai! vento bate devagar
como bate as cordas e o violão
Acelerado? Só meu coração e minha emoção...
Você sozinho, ou o violão?
Eu, a caneta e a vontade
de tua voz macia...

Quem será? Não sei.
Seu rosto é indecifrável
E espero, sim, com a música o seu coração
Mas, o vento insiste em me levar, e eu?
Então, vou.
Mera covardia? Mero medo de ficar.
Será? E se tivesse ficado?
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Essas respostas nem as notas, nem o vento quente
podem me dizer.
Pois fui embora, sem olhar pra traz
Mesmo que de longe ainda possa ouvir aquelas toadas...

Nessas noites de vento, lembro do meu passado, não com um olhar fatalista de Ana Terra que dizia que noites de vento lembravam sangue derramado, mas lembro de uma realidade e de um lugar que distantes se escondem no meu passado. Esses dias um amigo me perguntou por que deixavamos as casas dos pais e nos submetíamos a viver com saudade, de repente nem tando confortável? Pois é, largamos tudo isso, por que queremos muito mais para nós, eu pessoalmente por que acredito que tenho tantos caminhos a mais para percorrer. Caminhos que meu passado limitado não me mostraria. Mas, isso não quer dizer que saudades não ficam, principalmente em noites de vento quente em Santa Maria.

martedì, giugno 06, 2006

Dirigido a um grande amigo, que aprendi a amar, pois tem um brilho de admirar...

Assim somos nós, meros seres humanos. Se num dia temos o brilho intenso como o do sol em outros somos simplesmente escondidos. Ou então, temos como opção nos esconder. Dos medos? Sim, talvez da nossa covardia. Mas como é difícil ter coragem se o que mais queremos é simplesmente nos refugiar por de trás de algumas coisas. Pois, de repente podemos nessas coisas encontrar um pouco do brilho que escondemos.

Mas será que a fuga é a melhor forma de resolvermos nossos problemas? Será que se esconder em palavras, em passado e possível futuro nos salva de nossas angústias? Pois é, queria eu ter respostas para todas essas perguntas e queria eu ter o poder de trazer teu brilho que mesmo ofuscado, nunca deixou de existir. Como disse já em seu blog( www.cabruuum.blogspot.com) , meu amigo Augusto, de repente nada melhor do que rirmos interiormente ou exteriormente de tudo isso. Pode parecer banal, mas ao menos estaremos dando um primeiro passo.

Parece confuso tudo o que falo, mas é que nossa vida é muito confusa, creio que para os astros seja mais fácil. Num turno tem seu brilho reconhecido e em outro simplesmente adormecem. Nós? Ou brilhamos o tempo todo, ou então choramos por não termos tido força. Mas, eu sugiro velho amigo que encare a vida, como se encara o vento na cara e como se encara os pedais de uma bicicleta, com vontade, com serenidade e com coragem. Podemos não ser astros para ter uma vida fácil, mas temos a dignidade para nos mantermos vivos.

Mas, o mais importante de tudo isso, meu amigo é que não percas nunca o brilho que carregas no olhar e que em poucos seres percebo. O importante é vencer tuas próprias limitações e ter a cabeça erguida, mesmo que o vento bata forte e o importante é ter sempre a consciência que por trás de tudo isso, tem alguém que te admira, que te adora e que acredita ter em encontrado em ti muitas razões para também brilhar. Permito que se esconda, mas não permito que se apague, lutarei todos os dias, por mais que minhas armas sejam pequenas, para te ter em meus dias e quem sabe em minhas noites. Diz-me um professor muito sábio que amamos o outro por nos amarmos, sim eu me amo, e por isso busco em ti meu próprio amor. Sol ou a lua quem poderá desvendar esse mistério??


sabato, giugno 03, 2006

Você acredita que se ama pela falta de esclarecimento? Você acredita que a palavra destrói o amor e o beijo cura?

Uma noite de sábado chuvosa propícia para uma leitura calma, reflexões breves e palavras escritas sem muito sentido. Mas, eis que ouço o Jornal Zero Hora ser jogado na porta de casa (do meu irmão, no caso), curiosa sem muito temer abro a porta e pego o jornal, que está um pouco molhado devido à chuva que devagar cai sobre Santa Maria. Sento no sofá, divido o jornal entre os cadernos e vou ao que mais me interessa, adivinhem? Claro que seria o Cultura, e de cara me interesso por uma crônica com o título Sem nome, de Fabrício Carpinejar.

O interesse rápido com certeza foi pelo próprio título do texto, afinal nada mais curioso do que algo sem nome não acham? Bom, mas não foi difícil perceber que naquelas linhas, idéias bem interessantes dividiam espaço com dúvidas que na minha cabeça começavam a se formar. Betinho diz: Que dúvidas são essas??? Então caro amigo Betinho, o jornalista diz que quando não se entende o que se sente é a melhor parte, pois os namorados se beijam nem sempre para beijar, e sim para não ter que falar. A palavra destrói, o beijo cura”. Essas são afirmações que no texto vem permeadas de breves explicações, mas o fato é que eu não fiquei satisfeita e comecei a buscar respostas entre amigos que estavam no MSN, ao invés de afirmações, lancei a seguinte questão Você acredita que se ama pela falta de esclarecimento? Você acredita que a palavra destrói o amor e o beijo cura? Lau diz:Dá pra acreditar que se ama pela ausência do esclarecimento. Mas não por aquela ausência perdida, consentida... Mas sim pela ausência de esclarecimento incompleta, aquela que a gente sabe que - de algum modo - será preenchida pelos encontros, suspiros compartilhados, noites insones e divagações mútuas. Aquela ausência que existe, mas não tem forma. Que grita, mas não se entende. Uma ausência de esclarecimento que (acho eu) é necessária em um princípio, e vai sendo preenchidos com intimidades, respeito, paixão e carinho...

Não foi pouca minha surpresa, por que percebi que essa é uma dúvida que perdura na mente e na vida de todos nós. Dos vários entrevistados não teve nenhum que me respondesse de imediato, alguns até mesmo fugiram do assunto, embriagados pelo medo de demonstrar o que pensam e sentem, mas não estou aqui para julgar, mas para tentar entender. Vejam o que eles disseram: Queli diz: Por que ausência de esclarecimento?Explica...pera aí...ama por que não discute a relação? mais ou menos isso... O que não tem nada a ver...Acho que discutir a relação ajuda a alimentar o amor...Por que talvez conforte...e a sensação é de que se ama mais. A palavra destrói, o beijo cura sim, mas o beijo nem sempre cura o que a palavra destruiu, depende de quanto destruiu...ajuda isso fran...hehehe...hum...Quando tu passas a conhecer muito do outro talvez o amor diminua...to pensando nisso tb? Mas por outro lado quando se conhece melhor o outro e esse outro é o que realmente e a gente espera que seja ...o amor pode fortalecer...as 3 perguntas estão entrelaçadas não é? Tipo a palavra pode destruir o amor....E o beijo pode reavivar a paixão. Ana, na crônica o escritor traz muitas afirmações a esse respeito e segundo ele o “Absoluto entendimento parte da seguinte confusão; será que estou ou não estou amando? Quanto mais confuso, mais intenso”. Mas, é claro que isso gera muitas controvérsias, pois nossas experiências podem nos levar a acreditar em outras hipóteses: Juliano diz:Amar pela ausência de esclarecimento é difícil. Mas a palavra destrói e geralmente o beijo cura isso sim dependendo da dor..Se os problemas são sentimentais/do coração, às vezes o beijo cura, o problema pode ser carência, e contato físico às vezes resolve.

Fabrício Carpinejar afirma ainda que as dúvidas não se encerram por que foram resolvidas, mas se pode definir aquilo que é maior do que a própria vida. Continuando o escritor diz : “Duas vidas juntas são mais difíceis de serem resumidas. Não é como tese , que vem com uma sinopse na primeira página”. Será que meus amigos têm alguma coisa a dizer sobre isso: Betinho diz: Chegamos à conclusão de que um bom relacionamento não é um compromisso sabe.Não é tipo sei lá uma aliança.. É à vontade dos dois...Se os dois viver uma vida só...É errado tem que viver duas vidas...um relacionamento serve para melhorar as duas...não sucumbir uma...então...entende! Augusto - Marvelkipedia no www.cabruuum.blogspot.com diz: Assim é sobre independência nas relações...Qualquer tipo de relação...Quanto mais independente, desde que haja amor, melhor será um relacionamento...Pois a boa relação está na vontade de se estar junto apesar da independência de cada um, o que é bem diferente de ter o compromisso de estar junto, q é o que alguns namoros se transformam.

Sim, é certo que muitas respostas foram dadas, por homens e mulheres que assim como eu tentam diferenciar qual é a melhor forma de se amar e de se apaixonar, mas qual seria a definição de ambos. Amor ou paixão? Aí entramos em outra questão complexa e mais uma vez evitaram dar respostas, por que creio que seja bem difícil encontrar um limite entre um e outro, quando não sabemos o que sentimos. Mas, voltamos ao texto “O casal pode varar madrugadas debatendo o comportamento, o que é certo e o que é errado, o que é justo e injusto, só que não chegará a nenhuma conclusão. Chegar a nehuma conclusão é o Sem Nome”. Queli diz:Fran... segundo um amigo meu q ta aqui, disse que a relação não se discute por que se é relação não precisa discutir. Tiago Brugnara diz: Hum...Eu só aprendi uma coisa na vida, sobre amor e essas coisas todas, nunca se tem certeza das coisas, "só sei que nada sei”, talvez o motivo que te faça fazer essas perguntas seja a respostas afinal “planeja tua vida com se fosse eterna e viva cada dia como se fosse o último”.

Ta , mas não fujamos mais uma vez do assunto caros amigos, a pergunta é Você acredita que se ama pela falta de esclarecimento? Você acredita que a palavra destrói o amor e o beijo cura? DanuZa diz:Acho que o beijo é um analgésico instantâneo...e, na verdade, não só a palavra destrói, mas a não-palavra o faz - e com mais intensidade, creio eu...Só não entendi ao que te referes com "ausência de esclarecimento"...Qual esclarecimento? Sobre a pessoa amada em si, ou sobre o silêncio da pessoa amada, a indiferença dela com o teu amor?Acho que o amor se desgasta com muitos esclarecimentos, mas um amor não sobrevive somente de beijos. Palavras precisam ser ditas. E sou daquela que: "tudo o que cala, fala mais alto ao coração". Prefiro - e preciso - falar, desengasgar.Rezinha diz:Acho que se consegue amar por muito tempo com 'ausencia de esclarecimentos', mas especifique melhor isso...Acho que o beijo nem sempre cura o mal que uma palavra pode fazer.TATO diz: Se a palavra destrói outra deve tentar consertar e não apenas um beijo. Bê diz: Acho que na maioria das vezes se ama pela ausência de esclarecimento sim.Mas quanto ao beijo, acho que ele não cura nada que a palavra tenha destruído, sabe...Acho que pode ate ser às vezes, mas não sempre... É que pra mim as palavras são importantes e o q se destrói, seja com palavras ou ações, raramente se conserta com beijo.

Sei que essa discussão é tão longa quanto esse texto, e sei também que tenho somente feito perguntas, no entanto não dei nenhuma resposta. Mas por que então fiz e continuo fazendo essa pergunta aqui no meu blog? Fiz e farei, por que assim como vocês, vivo em relações e em situações que me enchem de dúvidas e sei que lidar com sentimentos, principalmente com o dos outros, sempre é muito difícil, senão todos seríamos felizes demais nas nossa relações sentimentais. Mas depois de tudo isso, fico me perguntando se demoramos de responder por que sabemos exatamente a resposta, a partir de nossas histórias nos relacionamentos, ou se realmente o homem tem uma limitação muito grande em se entender? Mas, vamos lá, o que eu acho? Concordo com a Laura quando ela diz que de certa forma a falta de esclarecimento é benéfico, pois sabemos que é a aproximação, a convivência que aos poucos vai nos mostrando quem é o outro, sem que esclarecimentos formais precisem ser dados, mas é óbvio que uma pitada de conversa, às vezes, não vai fazer mal a ninguém. Também, não vamos passar uma madrugada discutindo nossas relações, nessa horas os beijos e tudo mais compensa. Quanto à história das palavras e dos beijos, Meu Deus, fiquei admirada como alguns respondiam fácil, pois eu tenho muitas dificuldades, principalmente para falar, prefiro o beijo e acabo me torturando com as palavras na minha mente. Bom ou ruim, pra mim tem sido ruim, mas cada com suas experiências.

Não vou me alongar demais, afinal já está longo por demais esse papo, mas na verdade o que queria dizer é que sempre vamos ter dúvidas sobre tudo que sentimos e isso é muito normal, e que acredito que relacionamento é para ser bom. A partir do momento que te fazer mal deixa de ser relacionamento e passa a ser torturamento (olha quem falando, o difícil é aceitar). E respostas sempre serão buscadas “Enquanto não tivermos palavras para explicar, continuaremos amando” Augusto diz:“Um bom relacionamento não está no compromisso, mas sim na vontade" diria mais na vontade única e exclusiva de ser feliz, aliás como diz meu querido professor Adair, já buscamos o outro para suprir nossas necessidades e gostamos do outro por que gostamos de nós mesmos. Tenho dito, escrito e pouco feito.

Gostaria de expressar meu agradecimento a todos os amigos do msn e da vida que me responderam e colaboraram com esse texto, para aqueles que não tiveram a oportunidade de responder ou fugiram do assunto leiam e se quiserem deixem seu recado. Desculpa por encher o saco e ter dado um nó na cabeça de muitos, a minha também está ainda perturbada...Beijos... e amam acima de tudo, se permitam viver mesmo que não entendam e lutem por aquilo e aquele por quem queiram, não deixem que palavras e ilusões se sobressaim ao que realmente é vivido quando se está presente, olho a olho, toque a toque, beijo a beijo, lágrima a lágrima, pois nada pode ser mais esclarecedor do que o pulsar de dois corpos que se desejam e duas almas inquietas.