venerdì, febbraio 15, 2008

Incontrolável vontade de descrever o nada...



Vago...Sentada...sinto passos...Passos...mais passos...apenas passos
Mais um pouco de reticências...
Sentada continua tudo muito vago...
Mãos...apertadas...e os passos...
Devagar...passageiros...
Ouço...sinto...mastigo...aperto os lábios
Na porta os passos...
Vago...sentada...conto os passos...
Não vejo...não condeno...são passos
Rabiscados...encarnados de descárnio
são os passos...poeticamente soantes na madrugada
passos...passas...
Passam os passos.
Passam os lábios.
Passam as mãos carnosas...
Passos...apenas passos na madrugada fria...
apenas passos no calor das retinas...
passos...e passa quem sabe o vazio das palavras...

E minha exposição Fotográfica ALUCINAÇÕES continua rolando na CESMA até 01 de março...

martedì, febbraio 12, 2008

Apenas alucinações...demais ignorado!!!


Teria me tirado do sério pelas palavras bruscas com que veste meu semblante. Teria me desesperado pela ousadia vergonhosa com que se dirige às minhas entranhas. Teria penetrado fundo nos teus olhos furiosos pela desumanidade com que me tratas. Teria cuspido catarro fétido nas tuas mãos pelo jeito com que vês o mundo.

Mas me encanto com a vida. Me envolvo com as minuciosidades e por isso me sinto alucinada, por isso nada disso faz mais sentido, nem para você, nem para mim:


Luz...Traços...Sombras...Vazios...Desgostos...O mágico fantástico: o que é, e o que pode ser... Tudo isso na minha exposição fotográfica ALUCINAÇÕES que está rolando na CESMA até 01 de março.

mercoledì, febbraio 06, 2008

Te digo minha pequena...Quero sonhar!!!




Perguntou-me pequena
O que me diz ao fim da tarde
Te digo minha pequena
Partirei antes que acabe

Perguntou-me pequena
O que faço dos meus dias
Te digo minha pequena
Esqueço apenas as entrelinhas

Perguntou-me pequena
o que fizeram com meu olhar
Te digo minha pequena
Enfim, me proíbem de sonhar

venerdì, febbraio 01, 2008

Esquizofrênia...Alucinações!!!


Ontem me chamaram de esquizofrênica. Hoje tive a certeza de que sou.
As alucinações retornam:
Exposição Fotográfica Alucinações de Francieli Rebelatto
Na CESMA - a partir de 12 de fevereiro...

martedì, gennaio 29, 2008

Deixa os traços abusados no final da tarde!!!



Ele abusava. Aliás, ele sempre consegue abusar. No calor, na intensidade, na vontade de estar soberado diante dos nossos olhos. E no domingo ele abusou descontroladamente. Gozou na minha cara, e depois sumiu assim, como se fosse apenas uma transa casual.
Que nada, o espero mais uma vez amanhã... Ficam, então os traços do seu abuso...Eita solzão, mas que desaforo diante de mim...Pode abusar que eu ei de te esperar todas as manhãs...

venerdì, gennaio 25, 2008

20 minutos..Uma monografia...E daí???




É engraçado mesmo...há dias que monstros rondam minha cama. Meus sonos tem sido curtos, e minhas angústias tem sido muitas. É aquele velho hábito que temos de sofrer por antecipação. Bom, eu ao menos sou assim.


Seriam 15 minutos de apresentação do trabalho monográfico. "Todo" este tempo para resumir 4 anos de faculdade. Que sentido há nisso, não é mesmo? Para mim, não tinha mais muito. Sonhei que a banca, me desbancava, depois que eu desbancava a banca. Mas, confesso que sou um ser privilegiado, e boas idéias e ousadia nunca me faltaram.


Sou uma jovem sonhadora, em que o mundo é o limite, se é que há limites para isso. Mas sou sofredora, por antecipação especialmente. Sofri. Apresentei em 20 minutos e ouvi a banca. Por sinal nunca fiz uma escolha tão acertada na minha vida. 3 doutores e eu (cercada, felizmente de amigos, colegas, "críticos", irmão e meu amor), críticas tão pertinentes, colocações tão emocionantes, que ficamos empatados.


Eu sabia que meu trabalho não estava tão bom assim. Havia muitos vazios teóricos, e até mesmo analíticos. Mas existia uma grande idéia, uma ousadia, um confrontação com a realidade. Eu assumiu o meu fazer, os meus erros. Enfim, fiquei com 9, minha banca durou uma hora, e agora sou praticamente jornalista, na verdade, fotojornalista. O que mudou na minha vida? Sei lá, sei que agora 2008 está começando, e vai ser um grande ano, certamente.


Obrigado por permanecerem aqui mesmo com as angústias e falta de criatividade deste blog durante este processo monográfico. Agora estou pensando em novos rumos para este espaço, me acompanhem. É hora de ter novos vôos, e apostem eu vou voar...

giovedì, gennaio 24, 2008

Marcas...apenas marcas!!!

Ligeiras horas
das marcas incomplestas
Ligeiros traços
dos brancos que deixaste
Ligeiras horas
que continua a te esperar.

lunedì, gennaio 21, 2008

Sorriso nos lábios de um palhaço triste!!!


Um ser ambíguo. Um ser imprevisível. Um ser inconstante. Um ser em constante mutação. Sofro pela minha própria ambiguidade. Sofro por pensar demais no mundo. É caro, amigo, cá também estou a pensar sobre ele. penso nos emaranhados perversos das noites que não se findaram. Penso nas manhãs imprevisíveis das roupas descoladas. Ás vezes, apenas penso, e então eu choro.

E como chorei ontem durante a tarde, de manhã também e a noite lágrimas e soluços compulsivos. Sou um seu em constante dramaticidade em relação à vida. Menos, menos em alguns âmbitos, claro. Também não sei o que quero dizer com esta postagem. Aliás, não sei o que dizer à muito tempo. Então, não digo nada, e escrevo confusamente. Escrevo por que me sinto alucinada e assim não o fizer enlouqueceria ainda mais.

martedì, gennaio 15, 2008

Um Sherek Gigante!!!


Uma tendinite. Uma olheira funda. Um profunda confusão. Inúmeras sombras. Mais correções na monografia.
Queria virar hippie. Queria também um violão. Queria ter todos os olhos verdes do mundo. Quero apenas os teus. Queria também um Sherek Gigante que rolasse na cama. Queria ainda uma bicicleta para sentir o vento quente batendo na cara. Queria cortar os cabelos. Assistir mais filmes de animação, queria fazer uns 3 filmes também. Queria escrever um livro sobre as alucinações. E queria ser ainda mais alucinada. Mas faço monografia, e por isso não faço mais nada.

lunedì, gennaio 14, 2008

Desconecto as loucuras mais incovenientes...


desconexões desconectas
desconectivamente a vida conectada
Dia lúcido de plenas locuras sórdidas
o sentir, não sentir
o odiar amando desesperadamente tua mão
dia translúcido falta do teu olhar
desconexões
desconectada da vida
desconectada da verdade...
Vista loucura pendular.

venerdì, gennaio 11, 2008

Errar é demasiado humano...

Humana demasiada humana
cansada demasiada cansada
final de tarde demasiado final de tarde
teus olhos verdes demasiado engano
teus atos demasiados frustantes
tua vida demasiado absurdo

Eu? Humana demasiada humana
Errar e que demasiado erro
quem sabe, então, o final de tarde
demasiado pôr-do-sol....

lunedì, gennaio 07, 2008

Frestas...estômago - muito, demasiado Humano...


A sensação de perda, de afastamento. Fazia tempos, que não sentia tais sensações. Quem sabe por que o poeta sempre teve controle sobre suas palavras, sobre suas entrelinhas. Mas ontem enquanto lia Nietzche no seu livre Humano, demasiado humano, me deu aquela sensação já descrita pelo autor "...um rebelde, arbitrário, vulcânico anseio de viagem, de exílio, afastamento, esfriamento, enregelamento, sobriedade, um ódio ao amor". Uma vontade incontrolável de entrar nas frestas, como aquela que tinha sentido horas antes ao fotografar as rachaduras que marcaram a estética do prédio em frente.

Entrei nas frestas, e meu estômago ínfimo se retorceu compulsivamente, e continua assim neste momento, aquela estranha sensação de vulnerabilidade, aquela estranha sensação de medo. Medo de perder, medo de não mais ter, medo de querer não mais ser, ou então de ser...Medo do medo...Putz! Que sensação angustiante, entro mais uma vez mas frestas, naquela vontade de penetrar no escombro mais perverso da minha alma. Quem sabe sofro, quem sabe volto a poetizar.

Sabe aquela vontade de correr, de ter nos braços, de amar, de chorar baixinho, de querer ter mais perto, de ser intenso, de olhar nos olhos, aquela angústia mais uma vez de perder...E o poeta não queria perder, mas ele é apenas um velho moralista, apanhador de pássaros, e eu continuo com o estômago embrulhado, não quero te perder....Humano, demasiado humano, é isso que somos....meros, hipócritas humanos

mercoledì, gennaio 02, 2008

Horas....passam...devagar...

tristes horas
passam entre os dedos de seda
tristes horas
arranham entre gargantas sedentas
tristes horas
martirizam os devaneios tortuosos
tristes horas
queimam jeitos involuntários de ser
tristes horas
pesam nos braços calejados
tristes horas
repousam neste dia longo, longo
e triste...
mas são apenas tristes horas...já passando...

venerdì, dicembre 28, 2007

Para não deizer que não falei do fim..do recomeço...

RETROSPECTIVA, UMA PALAVRA UM TANTO TEMEROSA, afinal o ano acabou mais uma vez...E o que dizer sobre ele, o que dizer sobre os sorrisos, sobre as lágrimas, sobre as mudanças, sobre as pessoas que entraram em nossa vida (tantas), sobre as que saíram da nossa vida (sabe, que nem me dou conta da falta de algumas, enquanto outras quanta falta trago aqui comigo), sobre nossas falhas (tantas), sobre nossos fracassos (alguns), sobre nossas conquistas (sempre muitas)...sobre as estrelas, as constelações, os eclipses solares, as alucinações (e que ano alucinado).

Ser um ser em constante perturbação não é nada fácil. Choramos demais nos erros, choramos mais ainda nos acertos. Comemoramos pelos inimigos e amamos sem limites os amigos. Conversamos longas horas sem sentido, e por minúsculas vezes nos calamos silenciosamente, só ouvindo as abóbodas cerúleas dos pneus do príncipe encantado que parte. Deliramos por horas a fio tentando entender a vida, e então sobre a mais lúcida consciência só com um toque resolvemos todos os problemas.

Somos seres contraditórios: clamamos aos mil ventos que somos os melhores amigos, e fugimos no momento que o melhor amigo precisava de ti. São os pesos da vida. Em alguns momentos pesamos, em outros continuamos a gritar falsamente aos milhares de ventos que inventamos. A sei lá, dia de vento norte, não to legal!!

Somos seres ambíguos: não gostamos de frutas, mas gostamos de limão (na caipirinha, claro). Acreditamos que a matemática rege todo o universo, mas não conseguimos calcular a subjetividade. 2+2 = 4, sim isso é exato. Mas o que me leva a soma-los, quem poderá dizer, creio que nem mesmo a matemática.

Somos seres alucinados: Em dia solitários saímos para dançar salsa com a solidão. Em dias conturbados saímos para tomar trago com os falsos calados da madrugada. Sei lá, somos seres imperfeitos, ou perfeitos demais para tantas alucinações nos privamos dos maus constumes, mas costumamos fazer tudo errado. Mas o que seria o errado para um ser alucinado.

Olho para a janela do meu quarto, vejo fios do poste de luz ao lado, vejo um bafo escaldante da enconsta de geleira que derrete. Vejo mulatos carregando latas e vejo Neruda explicando metáforas. E o que é uma metáfora mesmo: O ano - uma onda que bate na areia. Vem – vai. Estás ouvindo? É hora de partir, é hora de admitir que somos alucinados, e que mais um ano hipócrita passou diante de nossos olhos de argila que não vêem nada, que não sentem nada, que apenas vivem, vegetam, fedem, se contradizem.

mercoledì, dicembre 26, 2007

Um dedo---um ato--- ligar


Ligar...
Um dedo
um ato
um pensar
Ligar
apenas ligar
uma inspiração
uma mão
mais um ato
Ligar
pi...pi...pi...
desligado
ao final!!

venerdì, dicembre 21, 2007

Natal alucinado---Fugindo do mundo!!!

Mais uma vez é um sentimento estranho se dar conta que já estamos no natal. Músicas natalinas, compras natalinas, amigos-secretos, árvore de natal, luzes nos prédios, nas casas, nos muros. E assim continuamente todos os anos: o natal, o ano-novo. E assim mais uma vez: o natal, o ano-novo. E assim... enfim, enfim, visto que todo ano é o mesmo ritual, passaria horas aqui descrevendo que a cada ano é assim: natal, depois ano-novo.

Mas é nesses momentos mecânicos e contínuos da vida que gosto de lembrar de poesias que fizeram parte de minha agenda durante mais um ano. E tem uma de Mário Quintana que não tem saído das minhas entrelinhas - A verdadeira arte de viajar:

"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"


Acho que é isso que queria dizer neste natal, neste ano-novo...Saiam de casa fugindo dela, buscando tudo que está diante de nós, o improvável, as possibilidades, as infinidades dela. Mas não esqueçam nunca de dirigir com Responsabilidade. Pois VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO: Isso tem que ter fim....


Quanto a foto? A sim, cada novo dia também é um novo dia de construir..Não é mesmo, heheheh...sei lá, to viajando neste natal, literalmente e surrealmente...As alucinações retornam...constantemente...

martedì, dicembre 18, 2007

Ausência...De mim!!!


respingos frescos
das auréolas frias
finas camadas de porvir
lá vem ela
nebulosa, fria e leve
perturbadora fresta antes de ir

Caminhos tortuosos
dos sonhos desavenços
finos passos destemidos
lá vem ele
nebuloso, frio e leve
perturbado medo comprimido

presença cálida
de toques incertos
sem fim...sem ti
sem mim...

giovedì, dicembre 13, 2007

Desassossegos!!!

Foto: Francieli Rebelatto

"Não trocaria por nada neste mundo as delícias do meu desassossego", pois é, seria uma frase muito conformista já que o desassossego tem sido muito constante. Desassossegada sempre fui, isto é um fato. Desassossegada com a vida, com as poucas palavras, com as muitas também...Sempre desassossegada com os planos e com a falta deles...Com a ausência, e com a constante permanência. Sou desassossegada com a mudança, ai, mas a rotina como me deixa desconfortável.

Mas um dia o corpo pede fim do desassossego e de suas delícias. Será que isso seria possível? Não sei, não sei...O fato de escrever tão pouco, de ler quando menos, tem me deixando mais do que desassossegada tem me deixado angustiada...Enfim, tempos de monografia não é nada fácil, mas não seria ela a desculpa de nossos tantos outros conflitos, e depois dela, o que virá??? Prefiro o desassossego de por fim não saber mais...

lunedì, dicembre 10, 2007

Luz, não luz...


o fato de não poetizar me pertuba,
mas a poesia me perturbar muito mais
poetizar por poetizar
não faz sentido
mas também não tem sentido
não poetizar

descasco as rimas
de outrora
e lamento a falta delas no momento
então não poetizo
mas se escrevo
digo
já estou a poetizar

enfim poetizo com a luz
com os passos
com as mãos
muito mais com os poros
por fim
não poetizo mais

martedì, dicembre 04, 2007

Sangrenta saudade de verde

sangrentos dedos
nas costas nuas
sangrentos dias
nas ruas mudas
sangrentos desejos
nas tardes vazias
sangrentos medos
nas antigas melodias
sangrentas palavras ditas
nas memórias destiladas
sangrentas entranhas
nas madrugadas
sangrentas tentativas
nas poesias não mais escritas
sangrenta saudades
no verde poético que foi um dia.