lunedì, settembre 21, 2009

Passaste em mim



Um toque
longa permanência adentra na escada
tão pouco - tão nítido
me dilacera os poros
demarca minha pele

Breve
um instante de presença
invade a melanina
e transpiro já tua ausência

uns sentimentos vão
outros porém, ficam...

martedì, agosto 25, 2009

No meu caminho...


Curvas sinuosas refazem pensamentos
Solidão de noites longas com estrelas
e a escuridão das madrugadas....
Silenciosas
Vozes dilaceram os poros inquietos
São tantos
tão poucos
Absolutamente despidos ao meu redor
Somos ligeiramente poetas
Somos intensamente o medo de amar...

mercoledì, agosto 05, 2009

do lado de lá...ecoaaaaaaa....

A garganta....
subo alto e grito
ecoa sonoramente
o suave toque da minha saudade..

algumas distâncias mais
e tudo deixa de ser distância
aqui nesta fronteira
os braços e suas nuâncias...

domenica, agosto 02, 2009

ao novo amor dará...o que tiver que dar...


E a dor poderia dar no mesmo lugar..
da alma - ao corpo material...
mas os devaneios se sobrepõe a real tentadora vontade de ficar
partir e então levar os devões

ficar e então ser forma e conteúdo...

Amor dará...e receberá...
o tempo é um espiral
existe mão, boca e o ato nada banal....

vamos assim esmiuçando as tentações
do tempo partido e descarnado do ontem
o hoje, o porém do amanhã sem sentido

mas é na estrada
que as pétalas vulneráveis se desfazem

que a sedenta noite cai e proclama
é a saudade que resiste

enfim somos tolos, humanos, calejados
as fraquezas mais carnais e almáticas
que percorrem veias, sangue, áurea
e a flor se abriu
prefiro as pernas que me movimentam
o amor que me contrai

mas a gente não inventa a dor
e frente um ao outro a gente se sente bem melhor
Bem-vindo ao amor....

lunedì, luglio 27, 2009

momento singelo



Singularmente

nos meus dias

em todos ansiosos...

mercoledì, luglio 22, 2009

Longos respingos de uma solidão passageira



Longa madrugada silenciosa
um vazio
o vento cortante debaixo da porta
nas veias saudade....

giovedì, luglio 16, 2009

Fragmentos: 02:00horas da manhã....


Sutilmente me toca
perversamente me possui
densamente me consome
futilmente me destrói
profundamente me desejas
vulgarmente me esnoba
tensamente me envenena
cordialmente me ignoras
moralmente me ama
formalmente me condena
parcialmente me admira

a outra parte tratarei de ter só pra mim...


OBS.:Fragmentos: 02:oo horas da manhã..tentarei durmir, depois de cortar o dedo, e deixar correr o sangue...Gosto dele...e às vezes acho que sou um pouco louca....

mercoledì, luglio 15, 2009

Os refúgios e seus devaneios intrínsecos.....


Aquele refúgio produtivo no meio da madrugada, entre uma reflexão densa e outra. Ah sim, queria falar de refúgios que são materializados e justificados das mais diversas formas. O refúgio na barra de chocolate quando se está nervoso. O refúgio da cama quente, quando está muito frio aqui fora. O refúgio numa boa conversa do msn quando já não se quer mais discursar sobre ação social e a "porra" do teu objeto de pesquisa. O refúgio dos blogs para preencher o vazio existencial - essas coisas que escrevo aqui por que não quero estar enchendo a cabeça dos amigos. O refúgio a uma foto, ou a uma lembrança quando se está com saudade. O refúgio a novela das 9 quando se acredita que a intelectualidade já está te deixando "careta". O refúgio as bergamotas no canto da mesa, quando no meio da madrugada dá uma vontade de um suco gelado de laranja, mas: Jayme, as crianças estão com sede e não temos mais laranja.

Os refúgios objetivos, subjetivos, que podem ser de uma natureza imediata, quer dizer não pode ser mediada por algo. Ou mediata, quando se tem um ente, uma razão, uma perspectiva entre. Mas eu prefiro o refúgio materializado numa boa conversa numa mesa de café. Numa cafeteria qualquer, que pode ser de um "distinto" grupo de pessoas que acreditam ser "cults" e "pós-modernos", ou a uma cafeteria que tem um público que fica horas debatendo os velhos problemas, e as velhas motivações. Pode ser uma cafeteria nova, que tem um público ainda a se formar. Enfim, mas minha atenção não está no público da cafeteria, nem nas "meninas" que servem o café, mas sim nas pessoas e nas intensidades das pessoas que se sentam na minha mesa.

Hoje, foi um dia assim, uma quase "reunião" comemorativa e pautada por interesses, projetos futuros em comum. 4 pessoas que compartilham de: ideais, ide(´)ias, posturas, e especialmente a fotografia. Um mais introspetivo senta no canto da mesa e parece estar numa "pós-vida". Outro mais entusiasmado quer saber os pormenores de uma viagem recém realizada. O outro que tem definições sobre a estrada no mínimo perspicaz e uma caderneta recheada de informações que norteiam certamente boas discussões. E eu, numa intensa crise de sinusite que se dissipou logo, aos meandros da conversa intensa. As motivações são várias, os planos muitos, as feições se amenizam.

O introspectivo paga a conta. O curioso tentado pelos detalhes sórdidos e o de definições perspicazes entusiasmado com as novas discussões que tem encontrado entre pessoas que pensam e discutem a tal "crise" das artes visuais. E eu, que também, me questiono sempre se de fato a "pós-modernidade" e seus movimentos estéticos justificam todas as produções, todas as discussões estéticas. É foi um bom refúgio de final de tarde de um dia norteado pela expectativa de quem ainda não sabe se vai estar impregnado pelo "estado da arte" constante para escrever mais um artigo em dois dias.

Agora são 02:10 da manhã meu refúgio é este texto, uma foto da estrada aqui do lado. Me refugiando em sentimentalidades para matar a saudade, e acreditar que toda essa história é bem real.... Ah, valeu amigos Fabiano Dalmeyer, Rafael Haapke e Ronai Rocha pelo café, e pelas sempre motivadoras ideias e motivadores refúgios....

martedì, luglio 14, 2009

"eu confesso que vivi...metaforicamente e numa linguagem rebuscada"


Um frasco de perfume poderia ser um fato social? E as escolhas racionais estarem condicionadas ao evaporar de um cheiro pela amplitude das distâncias territorias? Estas são as perguntas pela qual começo outro no meu blog Narrativa Inscrita em Luz. Mas naquele texto me proponho em falar de um dia, e as escolhas racionais que fazem com que ele de fato tenha valido a pena. E aqui quero responder a pergunta que foi inevitável hoje: E aí já podemos chegar a conclusão que o sentimento atravessou a fronteira? Mas eu continou perguntando, como se mede, se descreve, se intensifica sentimentos. Pela externalidade dos fatos, quando somos adeptos a pré-noções, ou pela proposta metodológica de ir adiante numa experimentação que pode ou não levar ao erro.

Mas o erro pode motivar o "decifrador de sentimentos" a buscar outras verdades intrínsecas no objeto cognitivo, no sujeito que sente, que é sentido. Enfim, mas nos questionar quanto as probabilidade do sentimento - até então inominável e indescritível- foi nosso intenso jogo durante os dias em que a relação se estabeleceu concretamente. Uma proteção mútua, certamente, por medo do devir. Que para mim por ser o "devir" não pode ser coerentemente esperado. Por que por mais que existam matemáticas, fórmulas, métodos que nos dizem que tal objeto, tal mistura dá tal resultado, para mim, ainda o campo das subjetividades e das questões não-lógicas persitem dotadas de intenso valor.

Por que não adianta, dependemos de atitudes racionais intencionais, não -intencionais. Que são racionais levando em conta um objetivo, ou um valor, ou apenas são irracionais. Mas, continuamos a nos defender, era melhor acreditar na tentadora possibilidade de apenas uma aventura...assim sem "pós-cedentes", sem variáves que fossem dar continuidade dos cálculos. Medo? certamente, aí ficamos jogando um com o outro, com a intencionalidade sentimental, apegada a diferenças de etnias, culturais, territorias e principalmente as intelectuais. Meros instrumentos de "auto-coerção", "auto-sabotagem mútua" (termos de uma teoria sentimental pós-moderna by Fran Reblatto).

No entanto, conseguimos racionalmente tomar posturas diante dos fatos quando nos distanciamos ligeiramene e temporalmente do vivenciado em campo. Mesmo que o campo de pesquisa, seja a própria vida, os próprios sentimentos no caso. Ao nos afastarmos territorialmente e temporalmente surgem alguns outros estranhamentos, diferentes dos experimentados no ato da prática concreta dos fatos. Então, as metáforas tomam mais formas e resultam em significados que aparentemente para os incrédulos nada significam. Para mim, significam muito, e tudo começa a tomar sentido: a insistência nas escolhas, a intencionalidade no olhar, o lembrança que ficou esmaecida, o cheiro que se evapora, o frasco que ficou no lixo do quarto de um hostel. E a atitude singela de esquentar os pés mutuamente, ganha a forma de sentimentos irrevogavelmente verdadeiros.

Resumidamente, sem rodeios científicos (é que aproveito alguns momentos de folga entre um artigo e outro para a prática da argumentação teórica sem compromisso): nosso sentimento cruzou a ponte, a fronteira, as diferenças e os limites. A sim, os não limites, isso justifica muita coisa. Enfim, eu estou apaixonada...e isso tem me feito um bem danado, ainda mais em tempos de dois artigos em 3 dias...Ai, uma péssima estimativa.

martedì, luglio 07, 2009

saudade da estrada finda...do que nada se viveu ainda...

Feixes tensos de saudade
a noite calada consente
uma distância finitamente demarcada
nos faz tão próximos distantes....


no limiar da estrada que cruza
do olhar extenso sobre poesias
és madrugada quase nua
a manhã fervilhante - meu amor BOM DIA...

Sinto odores de outras paisagens
constantes dialéticas de sentimentos
teus pés gelados, minha miragem
a pele morena de discursos dúbios...

E o tempo corre tortuante
longe das estradas vulneráveis
nem mesmo o frenético dia exultante
só o toque da saudade na lembrança perdura...


Sinto saudade do que ainda não vivi...

lunedì, luglio 06, 2009

Breve reflexão cotidiana sobre o eu.....pós-viagem ao Chile


Me identifico com pessoas que acreditam que caminhos podem e devem ser construídos ao caminhar, como já disse o poeta anteriormente. Nestes caminhos, sofro com minha "vã inocência" em escrever, pensar, amar e me entregar demais as coisas, especialmente quando entendo que tenho que buscar e construir um novo olhar sobre um caminho já dado, ou então propor um novo caminho, ainda inexplorado. Se bem que a originalidade está cada vez mais difícil. Então, original é nosso olhar e como damos nossos passos, por estes caminhos previamente frutos de constructo social.



Ai, as rebuscações de uma linguagem, as experimentações da pragmática, da epistomologia, nada disso pode estar ao alcance, do "doce- amargo" sabor da imprevisibilidade. Que na verdade, não deixa de ser fruto de um mecanismo já engendrado na nossa maneira de encarrar e propor as coisas. Os cálculos propostos pelo individualismo metodológico. Viajei 17 dias pelas terras de Neruda. Em janeiro de 2009 não fazia a mínima idéia de que está viagem aconteceria, nem por isso exitei em colocar como destaque na minha agenda que para 2009 queria sentar em frente ao mar e entender ainda mais as metáforas do olhar para a infinitude do horizonte, e quem sabe se chegar a nada, que para o poeta se converte em tudo.

E por circunstâncias, e mais do que isso pela energia depositada em um novo sentido que se pretende diante mediocridade da vida, a viagem para o Chile aconteceu. Num momento de turbulências diplomáticas, de morte de Maicon Jackson, de gripe A, de confusões afetivas, de crises com a profissão, com as palavras mal-escritas e ditas. Enfim, uma viagem que não foi por acaso, e agora depois de estar diante desse pc no meu quarto quieto, tenho a plena convicção que era pra ser. Como sempre digo: romantismo extremo, tendência ao fatalismo, ou enfim o que quer que seja. Eu acredito que existe energia neste mundo, existe fluxo de energia que faz com que a mim venham coisas pela qual disponho tempo, energia, luz para que elas aconteçam.


Resumindo: Me sinto imensamente feliz, invadida inocentemente por uma vontade absurda de viver na estrada. Por que parece que ali estamos diante de nós mesmos. Ok, sei que isso é tentar fugir que existe um retorno, pessoas, sentimentos, vulnaribilidades (??) cotidianas, mas a estrada parece que deixa os calos humanos, mais fantasmagóricos, mais permeáveis de encontros que fazem o brilho no olhar retornar. Pode dar em nada, mas pode ao mesmo tempo mudar tudo....

Breve reflexão cotidiana sobre o eu.....Para entender a viagem que falo basta dar uma olhadinha no meu outro blog aqui

giovedì, giugno 25, 2009

Felicita....um breve toque....

Felicidade de fato, pode ser apenas um ato momentaneo. Alguns vivem em mais momentos, outros tentam fugir destes o tempo todo. Ah que se desconfiar de quem diz ser feliz o tempo todo. Tambem a que se cuidar das pessoas que no conseguem ser feliz em nenhum momento.

Mas eu acredito em felicidade e muito, e tento vive-la na maior parte do tempo. No entanto, sou humana repleta de defeitos, problemas, apreensoes. No tenho como fugir disso, quanto menos quero fugir das amarras e peripecias da vida que eu mesmo construi. Seria a teia de significacoes proposta por Geertz ao teorizar sobre culturas.

Pero, felicidade depende de tao pouco as vezes, de tao breves atos e coragem de dar a cara a tapa...de apenas viver....Apenas contemplar...ok, a contemplacao e algo bem dificil, eu sei...mas no custa nada subir ao topo do morro e se emocionar...

Uma breve reflexao aqui do Chile para no deixar o eu - Fran introspectiva morrer....Estoy muy feliz...Gracias....

lunedì, giugno 08, 2009

a parede fria..e o perfume da menina...

No caminho de volta da menina...

O fogo, a lua, um corpo...
um toque repentino na face
Toque constante no olhar
E o fogo crepita vorazmente
Observa denunciosos momentos de nós...

A madrugada se esvai...
no fogo que arde
nas rimas vazias
nos corpos que desejam desnudar-se de imprecisões
não resiste nem o toque, a intenção, a voz...

Uma parede fria, uma noite...
Um corpo suas mãos, braços e entranhas
O caminho pequeno fumegante
Insanidades se materializam ...a lua
perpetua-se enfim a vontade, desejo atroz...

Derepente fez-se uma saudade
O tempo é devagar
A parede fria parece falar
e o braço no ombro coberto
A lua...de clâmides frescas, esconde o dia
Os beijos quentes maltratados...

Me agradeces à luz...minha menina...
Mas a menina canta o fim de um lugar
Ai..parede fria / Ai...vontade de ficar
E se a poesia se concretiza
É chegada a hora de voltar....

domenica, maggio 31, 2009

O tempo e o vento de uma saudade....pequena...


O tempo corta o ar...
Tão manso, tão devagar
as nostálgicas saudades do arvoredo
choro, me escondo, sinto medo...

O vento corre pela manhã
nas vagas horas, de uma saudade vã
balança a cabelera da pequena
corro, me espalho, sou uma menina facera....

O tempo cobre a colina
os carros de lomba, e a doce menina
vagueia pela manhã que se finda
e pelas tardes frias do ainda...

O vento carrega lembranças
de outrora, de tantas infâncias
da pele grossa na mão enrugada
da minha querência que permanece ali, inalterada...

No lombo do cavalo, na hora do regresso, avisto ao longe minha morada.

lunedì, maggio 25, 2009

Contemplamos o silêncio..um do outro...

Silêncio.
Aqui do lado de fora tudo está mudo.
Sentamos lado a lado.
Um toque nas mãos. Mais silêncio.
No velho rádio uma música te lembra outros tempos.
Silêncio.
Entre nós.
Em mim pensamentos frenéticos se apossam da racionalidade.
Em ti...não sei o que pensas.
Apenas toca, toca, toca...como se quisesse confortar.
Silêncio.
O caminho é rápido.
Os carros, as sinaleiras, nossas mãos.
Algo absolutamente estranho no nosso silêncio.
Vontade de falar.
Mas prefiro a esquizofrenia passageira.
Ela coagula minha saliva.
Alimenta as vísceras.
E o silêncio embala o que pensamos.
Penso em ti.
Pensas em mim.
Nos calamos e pensamos o quanto é impossível falar...

lunedì, maggio 18, 2009

a versão dramática 2.4 mais intensa...quebrando a cara mais uma vez

O vazio. sim, é ele. sem sentido.consentido...tudo está vazio: cá comigo, quem sabe contigo.também fervilho, e ao mesmo tempo do tanto vazio que me comove.

mas o vazio é assim... vazio... inexplicável e acho que nem é sentido, sendo assim, simplesmente vazio...parece sem sangue nas veias. mesmo que nas veias o sangue lateja. é um estranho descontentamento. pelo vazio que é agora. pelo tudo transbordante que foi outrora. um vazio autorizado pelo livre-arbitrio. um arbítrio arbitrário, visto os fatos de um ponto-de-vista vazio. estranhezas também rolam neste manso divagar. manso. vazio. incomodo. eufórico. sinto aquela necessidade breve de me lançar. o vazio que não é um mito, nem uma caverna, faz frio. um frio real, surreal no plano essencialmente do imaginário delírio deste vazio. humano, convertido em desumano. afinal nem de órgãos, nem de sentimentos e vontades, somos vazios. mas o vazio incomoda. mais a gente que ama. do que a gente que não ama mais e está vazia. se está vazio lá fora, imagina aqui dentro, caro poeta. as paredes são brancas. as ideias planas. a libido contida. o vazio é da alma. o vazio que encarna... a pele descarnada. no olhar abduzido. no mais longo delírio. é vazio. e por isso para mim já é mais nada.

mercoledì, maggio 06, 2009

E no filme eu acreditava em me salvar no final...


Sei que este blog sempre teve um público fiel e bem oculto, que às vezes solta breves comentáros pela rua, visto que este blog já está o seu quarto ano. Mas assim, para quem gosta mais da Fran objetiva, jornalista, antropóloga, os direciono para meu outro blog . Mas, para quem gosta de divagar em palavras desconexas e bem pessoais fica por aqui mesmo e ajuda a construir mais devaneios. Se bem que agora estou na fase: Psicanálise do fogo, não mais Poética do devaneio.


É que enquanto metade de mim é tristeza, a outra metade é pura beleza, no sentido mais real da palavra. Hoje, encontrei três pessoas na rua, em que faço questão de parar para conversar, dessas antigas parcerias, a Renata, o Lobato e o Rondon. A velha guarda da Facos, que sempre mesmo, que de uma forma discreta, encorajavam meus sonhos. Os três, separadamente, foram unânimes em dizer que estou mais bonita, que enfim alguma coisa estava diferente em mim. E eu, com meu ego obviamente bem servido, fui convicta em dizer que assim me sinto, mais bonita, leve e enfim decididamente bem convicta em relação ao meu corpo, meu intelecto e minha alma. O professor se arriscou em perguntar ao que se devia tal leveza.

Não, não, não é um novo amor, nem um velho, é o amor próprio. Tudo isso pode ser "balela", papo de pscicólogo, mas entendam que me sinto bem, com uma vontade de viver inexplicável. Vontade dos velhos becos de uma "Paris", dos "Beatles" ao fundo, de uma literatura densa, de um discurso apaixonado, daqueles bem tendenciosos aos valores mais pessoais. E sem medo, eu sei que posso sacudir o mundo, ao menos o meu, e é isso que preciso, sacudir o mundo severamente, depois de todo o sarcasmo e a maldade permitida, dar meia volta e ir embora...Uma beleza, dotada de maldade? Não, não, apenas um Jeito Fran de ser, sem segundas intenções, com todas as intenções - as boas, as más, isso não vem ao caso.

Mas, fica tranquilo, Baby, sem sonhos perturbadores, sem desconfianças, sou assim mesmo, to calma, no meu canto, só sacudindo o mundo a meu jeito, por mim mesmo, sem ningúém, sem porém...


E se querem saber não nasci ontem, então desistam de tentar me entender e saber...To na boa, na paz....e o espírito é só paz...Momento de desfazer os apegos mais profundos e voltar pra casa, apenas isso, e tenha certeza que tudo volta bem melhor, e mais intenso....Ele volta, eu volto, e a ordem das coisas segue...Que sem lógica a ordem das coisas..

Ok, um texto que não é pra ser entendido, nem interpretado, é a Fran aqui tentando "exorpilar" um pouco, depois de um artigo cientíico sobre as apreensões culturais na fronteir. Por que esta vida de artista é bela, mas nem sempre é fácil...Zé Limeira falou pra seguir viagem..a feiticeira do amor, a preta da estalagem, Clementina falou que era sacanagem...ai, ai, dança da coragem, e som da loucura, manda a tempestade pra beira do mar....

Ah, mais algumas coisas (verso estilizado, ou apenas conselhos tolos que não deve ser dado, quanto menos seguido) não movimente ondas num mar que ta calmo. Não crie tempestade, onde há bonança...Não crie problemas, onde só existe as intenções...Se acalmem seres ocultos que tentam me desvendar, tudo não passa de uma falsa impressão... Sou assim...E não me sinto culpada por isso....E to arrisca sim à todos e a tudo, por que sei que sou um ser estranho, bem estranho...e to nem aí pra isso também..o corredor segue, as palavras são poucas....mas só me basta intensidade....


Mas, confesso, que de certa forma, eu tenho medo de ver as criaturas da noite...Porcelana, lua de luz violeta....

sabato, maggio 02, 2009

A silenciar..lá fora!!!

O silencioso batuque
abafa a música ensurdecedora
aqui fora

O mais profundo e inquietante silêncio
da música nostálgica que soa, soa
...se tudo fosse calmo

Nem mais o silêncio
nem mais as canções de nina
nem os batuque dos negros na senzala
Tudo devagar
a se silenciar, silenciar

E as frenéticas composturas dançantes
perderiam-se nas noites
longas e massivas


Afinal tudo é silêncio
na estridente música que insiste em tocar...
Toca...toca...a tocar


O batuque toca a silenciar...

mercoledì, aprile 15, 2009

Aos braços e abraços...
Mais difícil perder...quando ainda se pode ter...

Sempre tive dificuldades em dar abraços. Isso não significa que seja uma pessoa "fria", "insensível". Muito, mas muito pelo contrário. Apenas, tenho uma certa dificuldade em expressar meu carinho através do toque, do abraço. Por isso gosto das palavras e das longas conversas...Ouvir, ouvir, ouvir, falar, falar, falar, falar bem mais, obviamente...

Tento entender por que é tão estranho para mim abraçar e ser abraçado. Conto nos dedos quantas vezes fiz isso com meus pais, meus irmãos, meus amigos. Parece que este ato fica restrito somente aos momentos de intensa alegria, ou profunda tristeza. E me incomoda quando tudo que preciso é abraçar o outro, que está ali de pé na sala esperando um abraço, no canto do banco, no corredor, na sacada. Parece que algo me trava, uma angústia fica na garganta e eu falo, falo, tento dizer palavras bonitas, filosofias de vida meio que sem fundamento, essas coisas. E o abraço fica resguardado na minha vontade. Mas eu queria tanto te acolher num abraço. Quando consigo fazer isso me sinto constrangida, parece que meu abraço não é verdadeiro, parece que não condiz com o que quero dizer. Resumindo: é um trauma para mim, nunca expressado antes. Precisou amigo Ceratti partir para mim conseguir entender também mais este fato.

E quando me abraçam também me soa estranho, até mesmo quando é as pessoas mais íntimas, não sei como lidar com isso...Não sei na verdade como retribuir com a mesma intensidade e verdade. Mas o que sinto é verdadeiro, entendem. No entanto, nestes últimos dias os abraços tem tomado uma dimensão muito grande na minha vida. Por que recebi e me entreguei nos braços de tantas pessoas especiais que isso tem me feito um bem danado...Pessoas que por motivos banais, ou até mesmo os sem fundamento , me afastei. Pessoas que sempres estiveram do meu lado, e até mesmo e especialmente pessoas que conheci ali, naquele momento, naquele segunda-feira.

Então, as re-significações nos meus conceitos e formas de ver a vida tem sido constantes e essenciais. Um parte de mim é dor, vazio, um tentar o tempo todo achar explicação e justificativa por que perdemos pessoas que amamos assim tão repentinamente. E elas não vão estar aí nunca mais para um abraço, especialmente ao final de uma dança. Mas parte de mim está feliz, em paz, por que encontrou nos abraços significados e verdades que eu não queria ver, quem sabe não queria entender....

Obrigado à todos que estiveram do meu lado...me abraçaram....Desculpa àqueles que não abracei, vão ter sempre com a mesma intensidade nas minhas palavras, meu amor, meu carinho. E à quem ficou me devendo só um abraço...digo..é ainda mais triste ter que perder, escolher perder as pessoas que estão vivas..e poderiam ainda tantas vezes se aconchegar nos meus braços....Mas já não posso mais abraçar, quem deixou de me abraçar no momento que mais precisei....É uma tristeza imensa....principalmente ao perceber que não terás paz...Eu já tenho em mim....

giovedì, aprile 09, 2009

Rostos profanos...

Rostos com traços perfeitos são motivos de várias concepções pré-concebidas por mim. Dou uma valoração que se distancia dos fatos reais, concretos e verdadeiramente humanos. Os traços são sim perfeitos, muito próximo da idéia do sagrado, no entanto, em oposto estari posteriormente o profano. E as ambiguidades.

Mas os rostos não são religiões, nem fatos sociais descarnados, quanto menos pode se atribuir à eles somente representações individuais. Vejamos os contextos. Os rostos perfeitos, enquanto fenômenos, são tomados por mim como representações difusas de imensas e inquestionáveis possibilidades. E elas se desvincilham num emarranhado de acontecimentos cronológicos, mas nem tanto lógicos.

Por isso, tenho me detido em apenas olhar para os rostos perfeitos, sem vontade de tocá-los. Pois longes do toque eles continuariam sagrados, religiosamente dotados de uma perfeição que lhes concebeu o criador ou a criatura. Num pedestal os resguardo, com veneração e lástima, pois sei que da perfeição sobram rugas, e da amargura as lágrimas que desterram os traços imperfeitos.

Por isso, me visto de imperfeitos rostos...Deles não espero nada, a não ser o cair das máscaras. Devaneios proféticos numa noite de insônia, vividos por uma futura antropóloga que na mais tênue febre de observação, tenta encontrar lógica entre as palavras, os rostos e a vida...