giovedì, maggio 31, 2007

Devaneios, nada mais do que um quente devaneio!!!


Calor dilacerava nas pálpebras incertas

calor perpassava nas bochechas avermelhadas

suor na mão...

Suor na alma...


palavras, dizeres, sabores

sentidos, dessentidos no momento

mas era calor...

calor invadia os tímpanos rubros

calor tomava o colo palpitante


suor nas veias

suor nas coxas

suor nas entranhas

a mão, minha mão

as mãos, minhas, tuas...enfim!!!


calor invadia...

tomava

possuía

dilacerava

apenas esquentava


mãos, toques

bocas

olhares

calor brando, nervoso

do teu verde e meu olhar!!!



E quem quiser conhecer meu novo blog que falo sobre fotografia e reflexões à respeito das imagens, aí vai o endereço http://www.cameranamao.blogspot.com

lunedì, maggio 28, 2007

Esperar... Estar... até quando ficar??

Foto: Fran Rebelatto

A arte de esperar
Lembra-me
Contemplar
Sentir, baixinho...
E então estar!

A arte de esperar
Lembra-me
Sentar
Balançar, baixinho...
E mais uma vez estar!!!

A arte de esperar
Lembra-me
Lamentar
Cantar, baixinho...
E como sempre estar!!!

A arte de esperar
Lembra-me
Chorar
Divagar, baixinho...
E pela última vez estar!!!

giovedì, maggio 24, 2007

Melhor não tê-las, quando mal dizê-las !!!

P-a-l-a-v-r-a tão simples, tão bela, ao mesmo tempo tão imprevisível. Num momento as queremos simples, diretas, apenas ditas. Mas, porém, muitas vezes quando ditas, melhorem se ficassem caladas, bem quietinhas nas mentes que as guardam sem pensar.

Mas o certo é que a culpa nunca é de quem as diz, mas sim da própria palavra, não é mesmo, ninguém manda ela existir. Palavras, palavras, ditas, proferidas, escritas, bem ditas e mau-ditas, ou quem sabe malditas....

Se ontem se fez flores vermelhas, hoje secou devagar a lágrima que quase rolou no canto do olho..Odeio as poucas palavras, odeio mais quando elas são malditas, mau-ditas. Então não diga, apenas não diga!!!

Hoje me calo assim em meio a tão poucas palavras, pois preferia não tê-las ouvido!!!

domenica, maggio 20, 2007

Brisa do partir e do porvir!!!


Sinto de leve
A brisa do partir
Passos brandos
Paz na alma
É chegada a hora
De partimos

Sinto de leve
A brisa do porvir
Passos apressados
Inquietação do espírito
Então mais um dia
De ficarmos

Sinto de leve
Que não sinto
Sinto bruscamente
Que sonho
Sinto
E andar enquanto sinto
me conforta!!!

martedì, maggio 15, 2007

Alucinações no céu e cá comigo!!!

Foto: Fran Rebelatto


Alucinações
Aos poucos desvenda-se
Tudo vai indo assim minuciosamente declarado

Sua força.
Sua essência
Torno-me feliz
Invade minhas sensações

Torpor de prazer
A testa
E a cumplicidade
A música, a não música...

Palavras, mais palavras
Divagações
Somos poucos
Somos o improvável

Choramos
Por teu filho, meu filho
Choramos pelo mundo
E por não termos nele lugar


Você então vai
Como você todos os poucos
Voltar, para o nosso refúgio
Para nosso diálogo inquietante.

Matar, cortar a garganta
Cortas os pulsos
Se desvincilhar do desejo
Da perfeição
Somos nada, então

Aceitamos, por fim,
E choramos sempre
Me entorpeço de músicas,
Canções afinal
Eles morreram, mas pensaram que nem nós

Morreríamos, então???
Mas e nossos filhos???

lunedì, maggio 14, 2007

Transcendendo a realidade. Volto a mim mesmo!!!



Transcender a realidade. Se assim o fosse transcenderia a angustia, a insegurança e os próprios sonhos. Pois transcender seria viver com mais dignidade e integridade nossos sonhos. Mas como conseguir isso se somos podados pelos nossos medos constantes, pelos julgamentos constantes.

Então viajamos, pois viajar seria ir em busca de novos caminhos, de um pôr-do-sol num lago diferente. Viajar acarreta gostos, sabores e amores diferentes. Então viajar seria transcender, viajar seria viver os sonhos integralmente? Quem sabe!

Viajar deveríamos todos os dias quando abrimos as janelas de casa e estamos dispostos a ver um novo dia, com tudo que nossa sensibilidade permite concebermos. Mas, acordamos diante da nossa realidade, vestimos nossas roupas do mesmo jeito, nos olhamos no espelho da mesma forma, pois nosso olhar continua o mesmo.

Mas, enfim, é preciso diariamente transcender, é preciso diariamente ser julgado, precisamos dos gostos, sabores e olhares diferentes a cada dia, pois assim, também serei melhor e verdadeira. Por isso viajo, literalmente e subjetivamente, essa é a única forma de me encontrar aos poucos.

Volto, porém, mais uma vez, já com vontade de partir, mas por breves e constantes momentos sinto o toque leve de saudade do verde...de mim, do que ainda não fui e por medo fujo de ser...Pé na estrada, para ser mais, para transcender a mim mesma. Pé na estrada por um verde que quero levar.

martedì, maggio 08, 2007

Desejo, desejo, desejo!!!



Desejo, desejo
Insatisfeita do pouco que vivi
Corro
Procuro
Reflito


Desejo, desejo
Mais para viver
Literatura
imagem
teorias


Desejo, desejo
Carne
sedução
O corpo inteiro embebido de prazer
Histórias
Fatos


Desejos, desejos
Teu azul olhar ter
Cheiro
pescoço


Desejo, desejo
Preciso mais para ser...

sabato, maggio 05, 2007

Aos poucos mudamos as cores, gostos e sabores e os cheiros hão de mudar também!!!


aos poucos...
a fumaça se esvai
o caminho se distrai
o músculo contrai


Aos poucos...
as mãos aceleram
a boca nervosa
e os olhos molhados


aos poucos
esqueço
padeço
e então te mereço
aos poucos...
fujo devagar
corre sem parar
e fumo apenas

aos poucos
a fumaça
se esvai
meu pensamento
se esvai
minha dor
se esvai...


aos poucos
o verde olhar
tem de se esvair
será???


Aos poucos
somente aos poucos
quero te possuir
para depois tudo se esvair...

venerdì, maggio 04, 2007

Morrendo aos poucos!!! Cada vez que se cala!!!

Soubesse da dor, das lágrimas, um pouco de mim, também entenderia um pouco mais...
Vontade de gritas nos pulsos calejados de mim mesmo.......
Estou a me acabar eu sei!!!

giovedì, maggio 03, 2007

Insitaram a minha paz, o refúgio ao meu mundinho!!!

Disseram à Satania na noite anterior que ela deveria sair do seu mundinho e se entregar mais ao mundo que lhe cerca. Hoje, Satania parou para perceber o mundo ao seu redor e então viu e ouviu as vozes, um emaranhado de confusas conclusões precipitadas, eram seres que vivem e convivem por aparências. Num minuto se olham com prazer, em dois minutos desestruturam qualquer afeto pelas pessoas do lado.

Então, Satania pensa em fugir, sair daí, divagaria por caminhos mais mansos, sonharia com a liberdade, com o pôr-do-sol no fim da tarde (como sempre Satania viaja nos seus devaneios romanceados da vida). Enfim, enfim, satania mais uma vez não teve motivos para abandonar seu mundinho para se entregar a esse.

Por isso ela com passos desassossegados volta pra casa, pega seu violão e senta embaixo da janela, e apenas ouve sons calmos que ressoam das cordas de suas próprias ilusões.

mercoledì, maggio 02, 2007

Em frente o horizonte e nada mais!!!

Foto: Fran Rebelatto

No meio do caminho tinha uma pedra
Tinha uma pedra no meio do caminho

Caminho
Destino
Rumo
Sorrisos
Lágrimas
Dificuldades
Mais sorrisos

Caminho destino
Tempo
Horas
Dias
E as noites?
Mal-durmidas

Caminho
Destino
Vivacidade
Olhares
Abraços
Despedidas
Saudades

Caminho
Destino
Em frente
Em cima
Dos lados
Paixão
Desafio

Mas o caminho caminhante se faz ao andar
Então, cá de passos juntos
Agora no caminho, no destino prosseguimos.
Em frente o horizonte e nada mais...

Breve homenagem aos petianos de santa Maria pela realização do X Sulpet, que tentou mostrar novos caminhos e que certamente mudou o rumo de muita coisa e uma poesia para meus próprios caminhos, afinal minha vida também tomou um novo rumo. Mas é isso, o caminho se faz o caminhar e eu volto a retomar meus passos, o mundo é muito maior do que esse que eu construi e tentei manter... Liberdade aos passos, ao coração, à alma, e enfim as imensas possibilidades!!!

mercoledì, aprile 25, 2007

A alma, a água!!!

Foto: Francieli Rebelatto


A alma, tão limpa
tão calma

a alma, tão bela
tão fera
A alma, quieta
inquieta

A alma, na carne
na terra

A alma, na luz
me conduz

A alma, no grito
no perigo

A alma, facera
cabrera

A alma, na cara
lavada...

A alma, por fim
na água
mais uma vez lavada!!!


E não esqueçam de visitar meu novo blog! Poesia? Sim, mas é uma narrativa inscrita em luz, amanhã com novas postagens no http://www.cameranamao.blogspot.com

martedì, aprile 24, 2007

Novo blog!!!

Gente, uma nova etapa...para isso um novo blog, que trata de fotografia, que expõe um pouco de jornalismo literário e de muita luz, afinal ele é A narrativa inscrita em luz. Aí vai o link, quando passarem por aqui, dêem uma chegadinha atá ali http://www.cameranamao.blogspot.com

Caminhos...caminhos!!! caminhar, então!!!

"Caminhante não há caminho, o caminho se faz ao caminhar"

Foto: Francieli Rebelatto
Lembro-me que desde o primeiro dia em que ouvi está frase através do mestre Adair Caetano Peruzollo me emocionei , tanto que consegui uma foto para essa frase que até hoje está lá grudada na porta do meu velho roupeiro. E te conto, como essa foto trouxe polêmicas para a família 3119 (ap. onde moro, com a galera). Sim, numa noite falta luz na universidade e nós (mais ou menos uns 6) já estávamos cansados do marasmo daquela noite, tínhamos tentado chamar espíritos, já tínhamos contado todas as histórias macabras, mentiras também foram muitas.

Então passamos a olhar a foto que representava essa frase. Sim, era um casal que andava na praia, eles estavam de costas para nós. Mas, aos poucos percebemos que tinha algo de muito mágico naquela foto, eles se moviam. Sim, o casal caminhava e seus passos cada vez mais iam se formando na areia, alguns de nós diziam que eles conversam animadamente, outros diziam que eles estavam numa discussão descontrolada. Os mais descrentes lá de casa preferiam nem olhar e diziam que nós é que estavámos muito perturbados naquela noite.

Estávamos de fato perturbados, quem sabe não seria somente por tudo que aquele casal vivia no momento, mas de repente por nós não sabermos qual seria nosso caminho, ou pior por não termos consciência de como estamos vivendo nosso próprio caminho. O caminho se faz ao andar isso é certo, mas como ter certeza de como andar?? De que passos seriam os melhores, de como nossas marcas moldariam melhor o chão..

Bom, bom, mas isso é discussão para outro dia, hoje trago à vocês essa pequena reflexão no sentido de dizer que acredito muito na possibilidade dos caminhos, na possibilidades de um casal numa foto se movimentar de verdade numa comunicação mágica, e que os caminhos se fazem ao caminhar. E aí, és caminhante? Se o for, vamos juntos na busca desse caminho que jamais terá fim.

Mais uma noite de devaneios no 3119, mais uma lição de vida...Um pouco mais de caminho, então!!!

domenica, aprile 22, 2007

Sorriso audível, quem sabe somente folhas!!!

" Sorriso audível das folhas, não és mais que a brisa ali, se eu te olho e tu me olhas, quem primeiro é que sorri? O primeiro a sorrir ri"

Fernando Pessoa

Ontem disse que me retiraria, mas não me aguento preciso escrever antes de enlouquecer!!!

venerdì, aprile 20, 2007

Vago!!! Bem vago, muito vago e continuo a vagar!!!


Vago, vago, mais vagacidades
Vagando não penso
Não pensando sou vago
Então vago, vago, e vago!!!

Vago em busca
Do que sou
Ou que eles dizem ser...
Sou o espelho
Por isso vago, vago, e vago mais
Por isso vagueio
E por vaguear não penso
Vago, vago, vago!!!

giovedì, aprile 19, 2007

Que o Blues não seja o último!!!


Tinha tudo para ser uma noite perfeita. Um som legal, uma cerveja bem gelada.aliás falando em som legal falo de Eddie Campbell e por isso falo de blues e para mim, blues têm ritmo de sexo. Segundo um amigo, blues é o ritmo, a essência, a vivacidade de uma relação sexual. Eu não tenho dúvida nenhuma, quanto mais ao som do cara.

Mas como dizia tinha tudo para ser uma noite feliz, mas o dia tinha sido pesado e mais uma vez de uma forma inconseqüente julgo a pessoa pela qual mais amo neste momento na minha vida. A pessoa que consegue deixar meus dias mais leves, que consegue só com sua presença me trazer paz, desconforto, angústia, paixão. Enfim, é a pessoa. Julguei, por que me magoei, por que tenho estado nos últimos dias no meu limite físico, psíquico, mental. Sim, preciso fugir dessa cidade, mas estou presa pela lógica dessa hipócrita sociedade.

Enfim, o show foi um grande sexo, com as minúcias, com os toques, com a essência, mas sem o gozo, por que não tive como relaxar. Estávamos ali, mas de que adiantava, não estávamos também, mas será que algum dia você esteve? Mais uma dúvida, mais um julgamento, tenho medo do teu olhar hoje.


Por tudo isso, me resta fotografar o pé e as letras de nosso grande Eddie Campbell, pois fui nocauteada pela vida e no chão é o meu lugar. Mas que postagem desabafo, e que triste fim!!! Espero que não o seja! Espero que o blues nos perdoe então!!!

lunedì, aprile 16, 2007

Destruo-me!!!


Destruo-me aos poucos
Dilacerando os tímpanos
A alma inquieta
O canto do olho
Dói, dói, e dói mais

Destruo-me aos poucos
Pensamentos vagos
Intensidade na garganta
O grito apertado
Dói, dói, e dói mais

Destruo-me aos poucos
Passos incertos
Certezas do nada
A indecisão do não querer
Dói, dói e dói mais

Destruo-me aos poucos
Meus tímpanos
A visão perturbada
A sensação não nítida
A inconstância da indecisão
Dói, dói e dói mais

Destruo-me aos poucos
Dói, dói, e dói mais
Ele se põe,
Se vai
Cá estou a admirar
Respostas?
Destruo-me aos poucos
Dói, dói, e dói mais...

Dói, e o grito fica guardado!!!

sabato, aprile 14, 2007

Agora que faz parte do meu livro, um novo olhar!!!


A melhor sensação desta vida, ao menos na minha é perceber que os personagens que tu quer para tua vida aceitam participar dela. Eles vêm da maneira mais humana e mais digna de serem motivos de linhas e de entrelinhas. Sim, chegam mansamente.

Primeiro eu como autora deste livro, coloco o olho, tento tirar da aparência do personagem um pouco de sua essência, mas sei que uma coisa não equivale a outra. Por isso me torno observadora, devagar, com passos breves me aproximo, tento seu olhar, mas me contenho afinal acredito que existem momentos para que se comece a escrever os personagens.

E foi assim com mais esse personagem, eu sabia desde o primeiro momento que ele seria um personagem que renderia muitas páginas, apaixono-me facilmente por personagens que tem essência, que são inconformados com as coisas, que são puros. Não que eu acredite que este pela qual me refiro seja totalmente puro, ao contrário, não o é, pois é inteligente. E os personagens inteligentes sabem muito bem como se mostrar ao autor, como sua história ficaria melhor escrita.

Mas ele chegou, na sua inocência de que tudo foi mero acaso, mas sabe ele que essas páginas já se desvencilhavam da minha pena há tempos. Apenas o momento certo, meia dúzia de palavras, e então somos cúmplices. Conto-o do meu livro e ele têm consciência do seu papel, um longo papel, não tenho duvida que será motivos de histórias e histórias. Mas sabe ele que escrevo seu início, seu meio e seu fim, mas isso se dará com o tempo.

Pois é assim, com o tempo os personagens tomam consciência de si mesmo e então tem o livre arbítrio de seguirem seu caminho, mas eles sempre vão seguir seu caminho sabendo que tiveram um papel na minha história e isso como autora apaziguará a falta que eles fazem nas minhas linhas.

Fecho a porta! E não tenho dúvida, ele voltará e então viramos mais uma página.

giovedì, aprile 12, 2007

Noites de divagações filosóficas me deixam assim...perturbada!!!


Divagar filosoficamente a partir de devaneios sórdidos, e por que não os mais poéticos? Sim é assim que gosto de acabar minhas noites (algumas é claro) balbuciando o teatro, a música, a ontologia fotográfica e para isso um enunciatário, que nada verdade nada mais é do que o enunciador número 2. E aí se vão as subjetividades, as objetividades, a discursivização.

È nessas andanças filosóficas que se engendram as embreagens, as debreagens da linguagem. O enunciado que se difere da enunciação no plano do conteúdo. E nesses devaneios, o personagem é a própria morte com medo de ser descoberta, para isso enlouquece na busca contínua pela impossibilidade da sua impressão digital. As palavras são curtas, mas os pensamentos profundos.

O silêncio então para entre os dois enunciadores. O espaço, o tempo, os actores, tudo se dispersa no ar da reflexão minuciosa de cada palavras. Parecemos loucos, e aos poucos o somos. Nossa loucura doce e intensa perpetua na nossa noite, nos nossos passos, nos nossos textos, questionamos os fenômenos, os olhares, as vãs e não vãs filosofias. nos questionamos. Aos poucos percebemos que somos meros personagens imersos num grande divagar inconstante de teorias e teorias que fogem senão do nosso próprio medo de nos conhecermos a fundo.

Tudo isso então em meio ao discurso, ao concreto, ao abstrato e arte tem uma única explicação: somos humanos, e por assim o sermos nunca estaremos satisfeitos. Boa noite, então meras filosofias, amanhã mais dúvidas nos esperam na nossa modesta, simples e compreensível vida.