domenica, dicembre 13, 2009

A vidraça e o aço!!!


Mergulho nas horas longas
o silenciar dos passos
burbulham inconstantes nuâncias do íntimo

prescrevo as palavras guardadas
são enunciados
significantes murmúrios do vagar

carrego atônitos secretos toques
estendes tuas mãos
toca meus pés
fazemos amor,
e divagamos na essência de um querer estonteante!!!

mercoledì, novembre 25, 2009

As nuances de um cheiro impregnante.


Confesso que minha memória visual é bem mais eficiente que a olfativa e a tátil. Tanto que lembro-me perfeitamente sempre dos traços, das rugas, dos calos, e muito pouco do cheiro. Mas, isso é uma questão de maturidade, de consciência corporal e existencial, não tenho dúvida. Tanto que ultimamente ando me dando conta do quanto consegui desenvolver minha memória olfativa. E é impressionante como o cheiro impregna na gente, na nossa vida, nos meandros mais insólitos de nossa existência. Até meu próprio cheiro é mais consciente agora. E eu gosto de cheirar, por exemplo, meu próprio nariz...hehehe...Cheirar o próprio nariz é coisa de louco eu sei, mas eu gosto, que posso fazer: "de santo e louco todo mundo tem um pouco, não é mesmo?"

Mas o que mais tem me perturbado é o cheiro do "outro", daquele que é diferente de mim, mas ao mesmo tão desejado próximo, daquele que invade. O cheiro vem de longe, fica na roupa, no travesseiro, do lado de fora da porta ainda fechada. E que cheiro: perturbador, estonteante, o que é pior....excitante, bom....

Enfim, apenas o relato de que um cheiro me perturba profundamente neste momento, que permaneço calada por aqui. São as produções acadêmicas que sugam minha poética, desculpa, mas voltarei....logo!!! Renascendo como sempre, devaneando como sempre!!!

sabato, novembre 07, 2009

No intocado mundo das bruxas...caem!!!


caem pétalas
a pele é branca,
e o frescor da noite invade...

caem gotas de suor
o calcanhar é silencioso
e os passos mansos dançam...

caem paixões
os pés pequenos desenhados
e as mãos do mesmo tamanho, com calos...

caem palavras
a vontade do toque insistente
e as intenções longas, venéreas, quentes...


caem as noites
os sonos leves impregnados
e as rosas rosa, vermelhas
e um bilhete ali guardados....

domenica, novembre 01, 2009

Clâmides frescas, brancuras frias...nebulosa..a lua!!!

Ontem a noite foi assim. Fomos cúmplices singelas de uma longa conversa madrugada a dentro. É, fazia tempo que nossas faces brancas não compartilhavam de um momento nostálgico e quente na janela do quarto verde lá de fora. Deitei-me na cama, com lençóis de cetim, ela estava do meu lado, invadia bem devagar minha retina, cobria por vezes meu corpo.

E assim fomos deslizando as profecias, de bruxas insensatas, de lendas que se perdem em tantos discursos. Mais uma vez discorria a ti aqueles segredos pormenorizados e escondidos nas rugas da minha face sempre sedenta de energia. Lá fora a noite estava calma, quente, um silêncio ensurdecedor invadia os tímpanos sensíveis das donzelas, e em leves sopros eu lhe confessava em forma de poesias.

É, fazia tempo, as estações já passavam despercebidas, e eu vã descrente das crenças mais loginquas, esquecia da lenda perdida. Os lençóis me cobriam, ela também deslizava sobre ele, numa dança norteada de leves toques. Entre o ir e vir das palavras, eis que eu lhe confessava. Estavas comigo, mas me sentia sozinha. Mas, eu gosto da solidão das montanhas e das janelas da casa verde, em alguns momentos.

É, fazia tempo, que meu olhar não mais procurava confidenciar nostálgicas sensações, ou então, vibrantes desejos. Mas, ela sabia, de cada detalhe de todas as histórias, de todos os segredos, de todas as vontades depositadas em "meros" 25 anos. E assim voamos juntas...Adormeci entre os medos. Adormeci como uma criança que volta pra casa. Mas, não era minha casa. Quem sabe a sensação se deva por ela estar ali, a me tocar. Cada centímetro desnudo dos meus poros, da minha alma.

Lhe resguardava sempre nitidamente rimas que se estendem entre uma madrugada e outra. E sempre lhe pergunto se minha insanidade a incomoda? E a mim incomodaria? Sei lá, é como não se sentir humano, ou então, humano demais diante da vida. Carnal demais para quem gosta de sublimar entre devaneios atemporais. E a madrugada se distende infinitamente. Durmo devagar. E ela a me tocar. Mas acordamos separadas...

Olho pela janela da casa verde e vejo que as coisas mudaram por aqui também. E lá fora continua quente, silencioso e singelo!!!! Ela se foi com pés leves sob as nuvens, deu espaço ao sedento desejo de um dia quente, inebriado, violento e que me retiro para não lhe confessar mais!!!...Sou insana e nunca tive dúvidas disso - confessa-me Satania...A não lembram? da velha bruxa de antigas histórias!!!...Ela voa leve por aí, e às vezes volta!!!

giovedì, ottobre 22, 2009

A caça!!!

Deleito-me no jogo sinuoso de palavras
portas
limites
medo
olhar
deleito-me, por fim, no jogo sinuoso de caça
Palavras, portas, limites, medo, olhar...caça
o jogo sinuoso de ter-te em mim!

lunedì, settembre 21, 2009

Passaste em mim



Um toque
longa permanência adentra na escada
tão pouco - tão nítido
me dilacera os poros
demarca minha pele

Breve
um instante de presença
invade a melanina
e transpiro já tua ausência

uns sentimentos vão
outros porém, ficam...

martedì, agosto 25, 2009

No meu caminho...


Curvas sinuosas refazem pensamentos
Solidão de noites longas com estrelas
e a escuridão das madrugadas....
Silenciosas
Vozes dilaceram os poros inquietos
São tantos
tão poucos
Absolutamente despidos ao meu redor
Somos ligeiramente poetas
Somos intensamente o medo de amar...

mercoledì, agosto 05, 2009

do lado de lá...ecoaaaaaaa....

A garganta....
subo alto e grito
ecoa sonoramente
o suave toque da minha saudade..

algumas distâncias mais
e tudo deixa de ser distância
aqui nesta fronteira
os braços e suas nuâncias...

domenica, agosto 02, 2009

ao novo amor dará...o que tiver que dar...


E a dor poderia dar no mesmo lugar..
da alma - ao corpo material...
mas os devaneios se sobrepõe a real tentadora vontade de ficar
partir e então levar os devões

ficar e então ser forma e conteúdo...

Amor dará...e receberá...
o tempo é um espiral
existe mão, boca e o ato nada banal....

vamos assim esmiuçando as tentações
do tempo partido e descarnado do ontem
o hoje, o porém do amanhã sem sentido

mas é na estrada
que as pétalas vulneráveis se desfazem

que a sedenta noite cai e proclama
é a saudade que resiste

enfim somos tolos, humanos, calejados
as fraquezas mais carnais e almáticas
que percorrem veias, sangue, áurea
e a flor se abriu
prefiro as pernas que me movimentam
o amor que me contrai

mas a gente não inventa a dor
e frente um ao outro a gente se sente bem melhor
Bem-vindo ao amor....

lunedì, luglio 27, 2009

momento singelo



Singularmente

nos meus dias

em todos ansiosos...

mercoledì, luglio 22, 2009

Longos respingos de uma solidão passageira



Longa madrugada silenciosa
um vazio
o vento cortante debaixo da porta
nas veias saudade....

giovedì, luglio 16, 2009

Fragmentos: 02:00horas da manhã....


Sutilmente me toca
perversamente me possui
densamente me consome
futilmente me destrói
profundamente me desejas
vulgarmente me esnoba
tensamente me envenena
cordialmente me ignoras
moralmente me ama
formalmente me condena
parcialmente me admira

a outra parte tratarei de ter só pra mim...


OBS.:Fragmentos: 02:oo horas da manhã..tentarei durmir, depois de cortar o dedo, e deixar correr o sangue...Gosto dele...e às vezes acho que sou um pouco louca....

mercoledì, luglio 15, 2009

Os refúgios e seus devaneios intrínsecos.....


Aquele refúgio produtivo no meio da madrugada, entre uma reflexão densa e outra. Ah sim, queria falar de refúgios que são materializados e justificados das mais diversas formas. O refúgio na barra de chocolate quando se está nervoso. O refúgio da cama quente, quando está muito frio aqui fora. O refúgio numa boa conversa do msn quando já não se quer mais discursar sobre ação social e a "porra" do teu objeto de pesquisa. O refúgio dos blogs para preencher o vazio existencial - essas coisas que escrevo aqui por que não quero estar enchendo a cabeça dos amigos. O refúgio a uma foto, ou a uma lembrança quando se está com saudade. O refúgio a novela das 9 quando se acredita que a intelectualidade já está te deixando "careta". O refúgio as bergamotas no canto da mesa, quando no meio da madrugada dá uma vontade de um suco gelado de laranja, mas: Jayme, as crianças estão com sede e não temos mais laranja.

Os refúgios objetivos, subjetivos, que podem ser de uma natureza imediata, quer dizer não pode ser mediada por algo. Ou mediata, quando se tem um ente, uma razão, uma perspectiva entre. Mas eu prefiro o refúgio materializado numa boa conversa numa mesa de café. Numa cafeteria qualquer, que pode ser de um "distinto" grupo de pessoas que acreditam ser "cults" e "pós-modernos", ou a uma cafeteria que tem um público que fica horas debatendo os velhos problemas, e as velhas motivações. Pode ser uma cafeteria nova, que tem um público ainda a se formar. Enfim, mas minha atenção não está no público da cafeteria, nem nas "meninas" que servem o café, mas sim nas pessoas e nas intensidades das pessoas que se sentam na minha mesa.

Hoje, foi um dia assim, uma quase "reunião" comemorativa e pautada por interesses, projetos futuros em comum. 4 pessoas que compartilham de: ideais, ide(´)ias, posturas, e especialmente a fotografia. Um mais introspetivo senta no canto da mesa e parece estar numa "pós-vida". Outro mais entusiasmado quer saber os pormenores de uma viagem recém realizada. O outro que tem definições sobre a estrada no mínimo perspicaz e uma caderneta recheada de informações que norteiam certamente boas discussões. E eu, numa intensa crise de sinusite que se dissipou logo, aos meandros da conversa intensa. As motivações são várias, os planos muitos, as feições se amenizam.

O introspectivo paga a conta. O curioso tentado pelos detalhes sórdidos e o de definições perspicazes entusiasmado com as novas discussões que tem encontrado entre pessoas que pensam e discutem a tal "crise" das artes visuais. E eu, que também, me questiono sempre se de fato a "pós-modernidade" e seus movimentos estéticos justificam todas as produções, todas as discussões estéticas. É foi um bom refúgio de final de tarde de um dia norteado pela expectativa de quem ainda não sabe se vai estar impregnado pelo "estado da arte" constante para escrever mais um artigo em dois dias.

Agora são 02:10 da manhã meu refúgio é este texto, uma foto da estrada aqui do lado. Me refugiando em sentimentalidades para matar a saudade, e acreditar que toda essa história é bem real.... Ah, valeu amigos Fabiano Dalmeyer, Rafael Haapke e Ronai Rocha pelo café, e pelas sempre motivadoras ideias e motivadores refúgios....

martedì, luglio 14, 2009

"eu confesso que vivi...metaforicamente e numa linguagem rebuscada"


Um frasco de perfume poderia ser um fato social? E as escolhas racionais estarem condicionadas ao evaporar de um cheiro pela amplitude das distâncias territorias? Estas são as perguntas pela qual começo outro no meu blog Narrativa Inscrita em Luz. Mas naquele texto me proponho em falar de um dia, e as escolhas racionais que fazem com que ele de fato tenha valido a pena. E aqui quero responder a pergunta que foi inevitável hoje: E aí já podemos chegar a conclusão que o sentimento atravessou a fronteira? Mas eu continou perguntando, como se mede, se descreve, se intensifica sentimentos. Pela externalidade dos fatos, quando somos adeptos a pré-noções, ou pela proposta metodológica de ir adiante numa experimentação que pode ou não levar ao erro.

Mas o erro pode motivar o "decifrador de sentimentos" a buscar outras verdades intrínsecas no objeto cognitivo, no sujeito que sente, que é sentido. Enfim, mas nos questionar quanto as probabilidade do sentimento - até então inominável e indescritível- foi nosso intenso jogo durante os dias em que a relação se estabeleceu concretamente. Uma proteção mútua, certamente, por medo do devir. Que para mim por ser o "devir" não pode ser coerentemente esperado. Por que por mais que existam matemáticas, fórmulas, métodos que nos dizem que tal objeto, tal mistura dá tal resultado, para mim, ainda o campo das subjetividades e das questões não-lógicas persitem dotadas de intenso valor.

Por que não adianta, dependemos de atitudes racionais intencionais, não -intencionais. Que são racionais levando em conta um objetivo, ou um valor, ou apenas são irracionais. Mas, continuamos a nos defender, era melhor acreditar na tentadora possibilidade de apenas uma aventura...assim sem "pós-cedentes", sem variáves que fossem dar continuidade dos cálculos. Medo? certamente, aí ficamos jogando um com o outro, com a intencionalidade sentimental, apegada a diferenças de etnias, culturais, territorias e principalmente as intelectuais. Meros instrumentos de "auto-coerção", "auto-sabotagem mútua" (termos de uma teoria sentimental pós-moderna by Fran Reblatto).

No entanto, conseguimos racionalmente tomar posturas diante dos fatos quando nos distanciamos ligeiramene e temporalmente do vivenciado em campo. Mesmo que o campo de pesquisa, seja a própria vida, os próprios sentimentos no caso. Ao nos afastarmos territorialmente e temporalmente surgem alguns outros estranhamentos, diferentes dos experimentados no ato da prática concreta dos fatos. Então, as metáforas tomam mais formas e resultam em significados que aparentemente para os incrédulos nada significam. Para mim, significam muito, e tudo começa a tomar sentido: a insistência nas escolhas, a intencionalidade no olhar, o lembrança que ficou esmaecida, o cheiro que se evapora, o frasco que ficou no lixo do quarto de um hostel. E a atitude singela de esquentar os pés mutuamente, ganha a forma de sentimentos irrevogavelmente verdadeiros.

Resumidamente, sem rodeios científicos (é que aproveito alguns momentos de folga entre um artigo e outro para a prática da argumentação teórica sem compromisso): nosso sentimento cruzou a ponte, a fronteira, as diferenças e os limites. A sim, os não limites, isso justifica muita coisa. Enfim, eu estou apaixonada...e isso tem me feito um bem danado, ainda mais em tempos de dois artigos em 3 dias...Ai, uma péssima estimativa.

martedì, luglio 07, 2009

saudade da estrada finda...do que nada se viveu ainda...

Feixes tensos de saudade
a noite calada consente
uma distância finitamente demarcada
nos faz tão próximos distantes....


no limiar da estrada que cruza
do olhar extenso sobre poesias
és madrugada quase nua
a manhã fervilhante - meu amor BOM DIA...

Sinto odores de outras paisagens
constantes dialéticas de sentimentos
teus pés gelados, minha miragem
a pele morena de discursos dúbios...

E o tempo corre tortuante
longe das estradas vulneráveis
nem mesmo o frenético dia exultante
só o toque da saudade na lembrança perdura...


Sinto saudade do que ainda não vivi...

lunedì, luglio 06, 2009

Breve reflexão cotidiana sobre o eu.....pós-viagem ao Chile


Me identifico com pessoas que acreditam que caminhos podem e devem ser construídos ao caminhar, como já disse o poeta anteriormente. Nestes caminhos, sofro com minha "vã inocência" em escrever, pensar, amar e me entregar demais as coisas, especialmente quando entendo que tenho que buscar e construir um novo olhar sobre um caminho já dado, ou então propor um novo caminho, ainda inexplorado. Se bem que a originalidade está cada vez mais difícil. Então, original é nosso olhar e como damos nossos passos, por estes caminhos previamente frutos de constructo social.



Ai, as rebuscações de uma linguagem, as experimentações da pragmática, da epistomologia, nada disso pode estar ao alcance, do "doce- amargo" sabor da imprevisibilidade. Que na verdade, não deixa de ser fruto de um mecanismo já engendrado na nossa maneira de encarrar e propor as coisas. Os cálculos propostos pelo individualismo metodológico. Viajei 17 dias pelas terras de Neruda. Em janeiro de 2009 não fazia a mínima idéia de que está viagem aconteceria, nem por isso exitei em colocar como destaque na minha agenda que para 2009 queria sentar em frente ao mar e entender ainda mais as metáforas do olhar para a infinitude do horizonte, e quem sabe se chegar a nada, que para o poeta se converte em tudo.

E por circunstâncias, e mais do que isso pela energia depositada em um novo sentido que se pretende diante mediocridade da vida, a viagem para o Chile aconteceu. Num momento de turbulências diplomáticas, de morte de Maicon Jackson, de gripe A, de confusões afetivas, de crises com a profissão, com as palavras mal-escritas e ditas. Enfim, uma viagem que não foi por acaso, e agora depois de estar diante desse pc no meu quarto quieto, tenho a plena convicção que era pra ser. Como sempre digo: romantismo extremo, tendência ao fatalismo, ou enfim o que quer que seja. Eu acredito que existe energia neste mundo, existe fluxo de energia que faz com que a mim venham coisas pela qual disponho tempo, energia, luz para que elas aconteçam.


Resumindo: Me sinto imensamente feliz, invadida inocentemente por uma vontade absurda de viver na estrada. Por que parece que ali estamos diante de nós mesmos. Ok, sei que isso é tentar fugir que existe um retorno, pessoas, sentimentos, vulnaribilidades (??) cotidianas, mas a estrada parece que deixa os calos humanos, mais fantasmagóricos, mais permeáveis de encontros que fazem o brilho no olhar retornar. Pode dar em nada, mas pode ao mesmo tempo mudar tudo....

Breve reflexão cotidiana sobre o eu.....Para entender a viagem que falo basta dar uma olhadinha no meu outro blog aqui

giovedì, giugno 25, 2009

Felicita....um breve toque....

Felicidade de fato, pode ser apenas um ato momentaneo. Alguns vivem em mais momentos, outros tentam fugir destes o tempo todo. Ah que se desconfiar de quem diz ser feliz o tempo todo. Tambem a que se cuidar das pessoas que no conseguem ser feliz em nenhum momento.

Mas eu acredito em felicidade e muito, e tento vive-la na maior parte do tempo. No entanto, sou humana repleta de defeitos, problemas, apreensoes. No tenho como fugir disso, quanto menos quero fugir das amarras e peripecias da vida que eu mesmo construi. Seria a teia de significacoes proposta por Geertz ao teorizar sobre culturas.

Pero, felicidade depende de tao pouco as vezes, de tao breves atos e coragem de dar a cara a tapa...de apenas viver....Apenas contemplar...ok, a contemplacao e algo bem dificil, eu sei...mas no custa nada subir ao topo do morro e se emocionar...

Uma breve reflexao aqui do Chile para no deixar o eu - Fran introspectiva morrer....Estoy muy feliz...Gracias....

lunedì, giugno 08, 2009

a parede fria..e o perfume da menina...

No caminho de volta da menina...

O fogo, a lua, um corpo...
um toque repentino na face
Toque constante no olhar
E o fogo crepita vorazmente
Observa denunciosos momentos de nós...

A madrugada se esvai...
no fogo que arde
nas rimas vazias
nos corpos que desejam desnudar-se de imprecisões
não resiste nem o toque, a intenção, a voz...

Uma parede fria, uma noite...
Um corpo suas mãos, braços e entranhas
O caminho pequeno fumegante
Insanidades se materializam ...a lua
perpetua-se enfim a vontade, desejo atroz...

Derepente fez-se uma saudade
O tempo é devagar
A parede fria parece falar
e o braço no ombro coberto
A lua...de clâmides frescas, esconde o dia
Os beijos quentes maltratados...

Me agradeces à luz...minha menina...
Mas a menina canta o fim de um lugar
Ai..parede fria / Ai...vontade de ficar
E se a poesia se concretiza
É chegada a hora de voltar....

domenica, maggio 31, 2009

O tempo e o vento de uma saudade....pequena...


O tempo corta o ar...
Tão manso, tão devagar
as nostálgicas saudades do arvoredo
choro, me escondo, sinto medo...

O vento corre pela manhã
nas vagas horas, de uma saudade vã
balança a cabelera da pequena
corro, me espalho, sou uma menina facera....

O tempo cobre a colina
os carros de lomba, e a doce menina
vagueia pela manhã que se finda
e pelas tardes frias do ainda...

O vento carrega lembranças
de outrora, de tantas infâncias
da pele grossa na mão enrugada
da minha querência que permanece ali, inalterada...

No lombo do cavalo, na hora do regresso, avisto ao longe minha morada.

lunedì, maggio 25, 2009

Contemplamos o silêncio..um do outro...

Silêncio.
Aqui do lado de fora tudo está mudo.
Sentamos lado a lado.
Um toque nas mãos. Mais silêncio.
No velho rádio uma música te lembra outros tempos.
Silêncio.
Entre nós.
Em mim pensamentos frenéticos se apossam da racionalidade.
Em ti...não sei o que pensas.
Apenas toca, toca, toca...como se quisesse confortar.
Silêncio.
O caminho é rápido.
Os carros, as sinaleiras, nossas mãos.
Algo absolutamente estranho no nosso silêncio.
Vontade de falar.
Mas prefiro a esquizofrenia passageira.
Ela coagula minha saliva.
Alimenta as vísceras.
E o silêncio embala o que pensamos.
Penso em ti.
Pensas em mim.
Nos calamos e pensamos o quanto é impossível falar...