lunedì, luglio 14, 2008

Nem só carne, nem só espírito...

Tinha uma mão sobre minhas costas. Em meu corpo muito suor, tudo estava sendo mais nítido agora, depois que bruscamente arrancaste de mim, aquela dor. Era profunda, se espalhava por toda a espinha, por todas as costelas espaçadas.

Eu gritei nos primeiros instantes, mas também o grito breve foi abafado. Tudo se tornaria complacente, lento, venéreo. Tudo se tornaria apenas respingos de suor. Reconheci no entanto seu rosto. Rugas traçadas do canto dos olhos, o rosto fino mais bem desenhado que já conheci. E até mesmo o cheiro que te impregnava não me era estranho.


E arrancaste toda a dor que trazia ali no alto das minhas perturbações. Tudo era perturbação, tudo era a dor alojada no membro não mais estridente. Tudo agora era apenas suor. O corpo calejado, inclinado de costas para tua face. Mais um grito afinal e tinha me arrancado aquela nervosa, angustiante, fatídica ... dor. Estaria livre, então? ....

OBS.: Nem tudo que escrevo aqui deve ser entendido como referência da minha realidade nua, crua, mas pode ser apenas devaneios e resquícios de minhas perturbações, que muitas vezes ultrapassam a barreira do real, do carnal. E eu Não quero ser carne, eu não quero ser só espírito....Tenho este blog como refúgio para loucuras que passam pela minha cabeça, para sonhos que tenho durante a noite, ou apenas para divagações literárias sem desejo nenhum de impressionar, apenas quero escrever, me entendem?? Então para quê, o tempo todo querer julgar??

2 commenti:

Tati Py ha detto...

Não tive essa intenção...
Sorry!
: )

Francieli Rebelatto ha detto...

Hahahahah, Tati, que é isso - não era pra ti não.....
Beijos...