mercoledì, luglio 05, 2006

Fui conquistada...agora não tem como voltar atrás, só se isso der um filme...

Acabo de “filosofar” com um novo amigo filósofo, chegamos a tristes conclusões de que o excesso de informações nos podam a sensibilidade, de alguns, é claro. Mas eu como uma boa e antiga idealista continuo convencida na potencialidade das idéias e tento a cada nova situação renovar minha esperança naquilo que acredito. E por que haveria de acreditar? Por que sou apaixonada pela vida e por iniciativas que fazem dela mais bela. Mas do que me proponho a falar?

Devagar eles se aproximam, alguns são apaixonados, outros espectadores, apenas. E os outros? Os outros descobrem ali no telão da praça a oportunidade de aguçar a sensibilidade. Parados, temem a descoberta, o olhar permanece fixo na tela. Não sei ao certo se sentem a emoção de ser a primeira vez, ou se já conseguiram deixar-se envolver pela história, de repente até já tenham se identificado com algum personagem. É isso, cinema na praça, cinema no teatro, cinema no cinema. O barulho do projetor é algo inesplicável, não tem como não despertar da alma a emoção por essa arte, diria até mais do que a própria obra.


Dos olhos dela resplandece uma luz, mas ela é apenas uma personagem fictícia, dos olhos da outra resplandece curiosidade e fascinação, mas ela é apenas uma personagem real. Mas essa é a luz: a luz do projetor, a luz dos olhos, a luz do lampião no interior do RS. Essa é a luz do cinema. Essa é a luz do Santa Maria Video e Cinema.

E ele diz “pai vamos lá”. Ele é apenas um menino de 4 anos encantado com a tela e insistindo “pai, isso é cinema”. E eu que não sou mãe, quanto menos pai, sinto que uma lágrima cutuca o fundo do meu olho. Também, vai dizer para quem quer futuramente viver de cinema, é muito bom ouvir que o futuro pensa nele. Pois, “A esperança renova-se, em cada olhar, principalmente no olhar das crianças” Juliano Mendes. www.photografos.com.br/jmendes

Nervosa, Nervosa, diria
Freneticamente pensamentos borbulhantes
Perpassam neles possíveis imagens
E nas imagens já feitas
Sim, uma possível sociedade
Dos ideófagos anônimos ( sei, sei, Rafa)
Quem sabe os novos beat
Mas enfim, a mão corre o papel
A cabeça corre pelo Super 8, pelo 16mm
Atos, estória, intenção
Idéias, imagens, paixão
A máquina de escrever
Mais uma personagem real ou fictícia.
A edição, a conclusão, a percepção
É isso, é isso.
Minhas idéias, teus olhos
Nossos desejos alcançados, cavados, gravados
Em video, 35 mm, digitalizado
Sim, um final perfeito
Para quem? Uma ideófaga, imaginófaga, literófaga, ou idiófaga
Quem sabe, eu, você, e todos nós
Então? In the Oscar goes to… (sera que é assim?)


Homenageados da noite... opa deste post, meus colegas da oficina de Documentário do SMVC, parceiros do mesmo sonho e de muitas idéias. Ao Santa Maria Video e Cinema e seus idealizadores... E enfim a todas as pessoas que me inspiram e outras que me fizeram aporender a gostar de cinema, mesmo que indiretamente, Maurício, Gabriel (www.vinteequatroquadros.blogspot.com ), Pati, Cassol, Jair, Sérgio, Carolina, enfim idealizadores próximos da minha realidade, de uma grandeza sem igual... Película, Super 8, 35 mm...máquina fotográfica... Uma grande idéia, uma máquina na mão e vontade no olhar, Basta??? Tente você mesmo. Na foto Dolores, personagem do Curta Dolores...

6 commenti:

Gabriel ha detto...

Que mágica tela grande capaz de provocar.. interagir.. emocionar.. (isso faz parte do meu texto do doc!!). Se muitas vezes não somos capazes de escolher palavras para dizer o que sentimos, um corte preciso e uma junção inesperada nos leva ao infinito. O corte, e a montagem, são um desafio à precisão da matemática, num raciocinio quase infantil de uma criança que ainda não sabe somar... Assim é a montagem.. 1+1 pode ser 2, mas também 3, ou 4... ainda que diriam que o resultado mais preciso é 1. O corte invisivel deve seguir a linha da vida. (Brigadão pelos posts, menina.. deixo aqui só essa referencia à origem da magia)

Augusto M. Paim, vulgo Augustóteles ha detto...

Eu diria que o que não mata, achata!
Abraço.

Francieli Rebelatto ha detto...

Ta aí, Augusto, duas pessoas que levo comigo no coração como verdadeiras, Gabriel e vc...

O que Nào mata, achata, e o que renasce é uma fenix, no caso eu, aí mais uma vez tem que se tentar matar, mas eles ignoram que ela é eternamente...heheh...

Beijos amiguinhos

Orlandeli ha detto...

Olá, Francieli.
Valeu pela visita e comentários no blog. Resolvi passar por aqui para conhecer um pouco desse seu espaço e acabei encontrando um ótimo lugar para relaxar a mente. Textos agradáveis, fotos brilhantes... Com certeza volto mais vezes.
Abração.

carla ha detto...

Eu adoro isso. Você tem o poder de selecionar o que será mostrado. Você pode contralar o que o mundo vai ver. Você pode mostrar o que o mundo não quer ver. Como disse um carinha, no encerramento do festival... o cinema é a arte das 6 primeiras artes... e ver que pode dar certo é muito inspirador. é mágico! me emociona demais.

Obrigada, Fran, pela parceria e pela tua sensibilidade com todas as coisas. Mas fran, inexplicável com S é foda!! heuaheuaheauheuahhea



hehehe, bueno. beijo na bunda!

Francieli Rebelatto ha detto...

Valeu Carla pelo toque, mas beijos na bunda Nào da..heheh...E orlandeli, valeu pela visita e quando quiseres aparecer a vontade...Tens um ótimo trabalho tb e fica aí uma boa pedida o teu blog pra gurizda que passa por aqui...

Beijos amigo...e vem mais coisa por aí, dia do amigo e do rock da pano pra manga...