lunedì, settembre 18, 2006

Minha Satania! O que farei se ela partir?

Sentiu que sua cabeça doía, tentou se levantar aos poucos da cama desfeita e sentiu que seu corpo também doía. Havia dormido com a roupa que saiu de casa na noite anterior, seu corpo cheirava a cigarro e álcool, na boca seca o mau hálito de muitas bohemias, skol, e a fatídica Antártica, na verdade lembrava de poucas coisas que acontecera durante a noite. A única coisa que sabia naquele momento é que precisava de um banho e de um copo de água muito gelada.

Disse-me depois que só durante o banho começou a lembrar de tudo que tinha acontecido. Primeiro tinha se refugiado numa festa, com pessoas que não eram desconhecidas, mas que, porém, no ar sentia feder a intriga, a desarmonia, a inveja. Percebia que olhares fulminantes a queriam longe dali, por isso o álcool foi o refúgio daquele ambiente. Porém, o ambiente um dia lhe poderia ser possível, e de certa forma já o é, pelas pessoas que nele fazem parte, mas ela queria se desvencilhar da idéia de que sua vida teria que se resumir a companhia de pessoas falsas, hipócritas.

Depois de ver, rever, cheirar, lamentar tal hipocrisia que corria solta no ar da festa infame, sentiu vontade de ir para longe, esquecer as pecuinhas, a falsidade, queria um lugar legal para dançar, para continuar na sua busca incessante pelo álcool que lhe tiraria a razão de pensar o tempo inteiro naquele olhar verde, que perturba sua mente, que invade seu mundo. Quem sabe onde estaria ele, de certo, no lado do inocente oposto. Inocente, porém o queria longe de qualquer coisa, o queria ali do seu lado, achava que aquele olhar era o único a saciar as suas expectativas. Queria sentir a presença de alguém verdadeiro, de alguém que ela pudesse acreditar que ainda existem relações verdadeiras.

Mas, ele mais uma vez ficou só em pensamento, então, desceu as escadas do lugar escuro, era a primeira vez que ali entrava com o brilho de seu olhar. Tanto que é certo que os conquistou, porém não foi conquistada e mais uma vez se restringe a encontrar em uma garrafa, aliás, várias, de cerveja, o refúgio de seus males. Desceu as escadas ligeiramente e se segurava no corrimão, lá em baixo, num pequeno lugar caustrofóbico, se confundia entre a luz vermelha do teto, e o som da guitarra que a embriagava. Ali, experimentou diferentes sensações. Num suave momento tentou esquecer da própria vida, tentou esquecer do olhar verde, mas tudo foi em vão, bastou perceber que estava sendo observada, para entneder que aqui, em Santa Maria, já não é mais seu lugar, que dentro daquelas garrafas de cerveja já não é mais seu refúgio, e de que aqueles olhos verdes são a única coisa que ainda aqui a fazem ficar.

Ela acordou mal no outro dia, mais mal por peceber que é fraca, dependente e que fede a lembranças de mais uma noite mal-sucedida, quem sabe em outros tempos divertida. O fato é que enquanto ela me contava essa história, vi-lhe faiscar dos olhos uma suave tristeza que as poucos está acabando com a minha querida e única Satania. Coloquei-a entre meus braços e somente lamentei, pois minha Satania, está infeliz, então me pergunto: Será que devo deixá-la partir?

Aos poucos se vai, para além da luz dos olhos que a consome

11 commenti:

sentidos ha detto...

Vim retribuir a tua visita...gostei do teu espaço e do modo como escreves.Voltarei...

Francieli Rebelatto ha detto...
Questo commento è stato eliminato da un amministratore del blog.
Fernando ha detto...

Há tempos não te visitava, não é??? Mas, cá estou,e cada vez mais sensibilizado com tuas palavras.
Quanto a velha conhecida Satania, não a deixe ir, não saberia te descrever sem ela, mas que olhar verde é esse? Pra estar te derrubando dessa forma, nem quero conhecê-lo espero que mereça mesmo, todas essas palavras.

Bj menina, e uma boa semana

Francieli Rebelatto ha detto...

Olá Fernando, estava sentindo saudade tua, que bom que voltaste e pode deixar vou ter que tentar dar um jeito de fazer com que a Satania se reanime, quanto aos olhos como já te disse em outras vezes, dificilmente vou deixar de acreditar que vale muito a pena...

Beijos e te cuida...

Janelas da Alma ha detto...

Obrigado pela simpática visita!...
Gostei deste teu canto, também.

Um beijo,

Nuno Osvaldo

sotavento ha detto...

Deixar voar... :)

Paulo Silva ha detto...

Olá...
Vim retribuir a tua visita ao meu cantinho.
Quanto ao teu espaço confesso que gostei.
A maneira como utilizas as palavras tranformam os teus textos em algo de muito fascinante.
Voltarei em breve.

De tudo e de nada ha detto...

Olá. Obrigada pela tua visita ao meu canto:) Hei-de voltar com mais tempo embora o tempo se faça, não é? Estive no Brasil em Abril/Maio deste ano e conheci parte do Ceará. Gostei muito. Serás sempre bem vinda ao detudo-e-denada. Um abraço fraternal, Francieli.

kikas ha detto...

Esta historia daria um belo bailado, está descrito de uma maneira que a revi em dança. Talvez pela foto, ou algo me despertou para um bailado dramático.
Não sei qual o tamanho da realidade deste texto, seja como for, nada é perdido e nunca devemos desistir de ninguem enquanto pessoa.
Gostei e voltarei

Vida ha detto...

Gostei muito da tua visita e cá voltarei de certeza porque gostei do que encontrei.

Beijinhos.

Velho da Montanha ha detto...

outra satania??? hehehe

bj, lorinha