giovedì, novembre 09, 2006

Desculpe-me pela minha fraqueza...

Foto: Francieli Rebelatto
Atriz: Juliana Demori
Poesia: Francieli Rebelatto
Sentimentos: Francieli, porém Satania.
Agradecimentos: Ao lapso desordenado de uma possível vida pela inspiração de tuas palavras.


Voaria apenas em traços
embaraços.
Fugiria apenas das noites frias
maltrapilhas
Rezaria apenas pelas lendas
encomendas
Seria apenas eu
perdida
Um traço embaraçado
de uma possível vida.


Voarei
sob uma rajada de vento,
sob sóbrios pensamentos
Fugirei
da lamúria inquietante dos sentimentos
Rezarei
por mim, e pelas minhas fraquezas
Serei
Uma nuvem mais uma vez crente em recomeçar.

5 commenti:

Francieli Rebelatto ha detto...

Meus desassossegos tomam conta da minha vida, da minha roupa, a minha energia. Queria então me despreender de tais dúvidas, lemúrias, incertezas. Devasatria minhas fraquezas nos prados inquietantes na qual transformei minha vida. Perdida, quieta não mais tão bonita.

Seria então, melhor, pior, uma nova pessoa, seria o que deixer de ser, o que passei a enganar, a desfazer. Não sei, se os traços seriam os mesmos, se as desavenças caberiam.Mas o fato é que magoei, tripudiei a vida, as palavras, a mim, a tu. Desfiz o desesperod da minha vida, através do que não merecia, do que não deveria, chorei, ri, pensei, me acabei...

Quero então voar, fugir, renascer, desabafar, gritar, ser, desfazer, tecer, compartilhar... Quero esquecer, quero tirar de mim tudo que me fizeste ser, tudo que me fizeste temer...

Sou, o que não fui, fujo do que tenho medo, temo a julgamento do tempo, já que teus olhos me julgaram, me romperam...Perdi o que sempre prezei em minha vida, perdi a dignidade que via em teus olhos, a sinceridade que tive de tuas palavras...Me perdi, me enganei, me deturpei, me fiz pequena, quando tudo sempre foi grande.

Agora? Não lhe peço perdão, por que eu mesmo ainda não fui capaz de me perdoar, por que eu mesmo lamento o que me tornei, o que escolhi para me desvincilhar do que na verdade eu mesmo tracei.

Não sou, não quero, não me tente, não convém...Fiu, foste, fomos, agora apenas vago de mansinho tentando traçar novos caminhos...
Arrependo-me de ter me enganado tanto, de ter resistido tanto, de ter mentido pro mundo que sempre me teve nos braços, agora me escondo no manto das minhas próprias fraquezas...Desacreditei dos meus próprios olhos verdes...

ClariDeggeroni ha detto...

Diante de tudo isso penso...
Serao mais impressionantes as palavras que nos fazem falar, ou nos deixam sem palavras? Ah, lembrei de algo, as palavras me voltaram... Sabes aquele livro que tens na tua estante, chamado As Mulheres de Cesar? A autora dele (Colen McLough) escreveu tambem Passaros Feridos, que conta uma historia de amor na qual os protagonistas parecem estar submetidos aos seus sentimentos. Enfim, defende a ideia de que somos vitimas dessa imensa força chamada Amor, como se ela comandasse a vida das pessoas. A personagem, Meg, perde todos os objetos de seu amor, soh nao a capacidade de amar. Alias isso faz me lembrar de uma frase do Oscar Wilde: "Poucos vivem, muitos se limitam a existir". Essa frase me lembra muito voce, pelo sua personalidade, acho que vou escreve-la no papel de recados que ficara grudado no teu guarda roupas, para saires da tua toca. Essa frase tambem me lembra muito a Meg de Passaros Feridos, porque amando, ela viveu, mesmo que seja na imaginacao dos leitores... quanto a mim, essa frase eh um estimulo...
Abracos

Senhora das Aguas ha detto...

Vocês brasileiros são tão humanos e espontaneos. Acho que é isso que mais gosto em vocês. Abraço.

Riscos & Rabiscos ha detto...

Divino este poema

Kikas

o alquimista ha detto...

Voas e na pviajem da vida, apenas uma paragem, feita de gotas de orvalho, unidas pela bonança...


Doce emuito terno beijo minha querida